Como resultado do apelo deixado aqui no Azinhaga, recebi um mail do Sérgio Vitorino com a seguinte informação, que podem encontrar também no Panteras Rosa:
"À semelhança do que tem ocorrido nos últimos dois anos, a Teresa, a Lena e as suas duas filhas estão mais uma vez na eminência de expulsão de uma casa, e de terem de se mudar para outra habitação e outra zona do país. A "operação" é custosa e para lá das suas possibilidades financeiras, mas poderá vir a ser uma oportunidade de finalmente se estabelecerem e estabilizarem as suas vidas. Com a sua autorização, as Panteras Rosa assumiram a iniciativa de divulgar os seus dados bancários, junto com um apelo à solidariedade para com esta família, que necessita realmente de um apoio. Monetário ou não, todo o apoio é bem-vindo.
Helena Maria Mestre Paixão
conta BPI: 1-3806134.000.001
NIB: 0010.0000.3806.1340.0016.8
Deixo o link para a reportagem da RTP que aborda pela primeira vez o que aconteceu a Helena Pires e Teresa Paixão desde que iniciaram o seu processo de grande visibilidade mediática pelo direito a casar. Bem longe do 'glamour' das revistas gays ou do estereótipo urbano e financeiramente confortável de gays e das lésbicas, uma amostra do Portugal real, a realidade crua da pobreza e de como ela se alia à lesbofobia para impedir às pessoas os seus mais básicos direitos: acesso à habitação, acesso ao trabalho, o direito a viver em paz, sem discriminação pela orientação sexual ou... de classe.
Vamos então dizer tod@s não à homofobia, apoiando com a nossa solidariedade a Helena e a Teresa, figuras emblemáticas da nossa luta pela igualdade de direitos.
I Acto - A "não-notícia"
Toda a gente que tenha um mínimo de conhecimentos jurídicos sabe que cabe a quem acusa produzir prova do que diz. No caso da "não-notícia" de que tem falado o país, o JN fez muito bem em considerar que a crónica do Crespo não era um artigo de opinião sério até pela ausência de contraditório, mas um diz-que-disse, uma coscuvilhice, uma calhandrice, uma eventual difamação com direito a processo em tribunal e a eventual choruda indemnização. Há em todos os jornais sérios do mundo um departamento jurídico que verifica se as notícias o são de facto ou se podem ser consideradas acções de difamação, pelo que o Director do JN estava apenas a cumprir uma função que lhe compete tendo sido apoiado pela Redacção.
II Acto - A segunda vítima da censura
Repare-se que quem retirou a notícia foi o Crespo e não o JN que a censurou, coisa que toda a gente, a quem convém desvirtuar o que realmente aconteceu, parece ter esquecido. O Crespo auto-vitimou-se propositadamente. Para fazer de uma "não-notícia" uma notícia. Para ser, tal como a outra senhora (que, impunemente e porque era a "patroa" , perseguiu, censurou e insultou quem quis e lhe apeteceu), o motivo de conversa do país, mas, e sobretudo, para fazer parte de uma acção global concertada com duas vertentes essenciais: por parte da extrema direita contra o PS para assumir o controlo político da Nação e por parte de certos grupos financeiros para assunção do controlo económico e dos media em Portugal (em que estes dois "jornalistas" têm assento obrigatório, claro!). Como toda a gente sabe "a melhor defesa é o ataque". E Crespo, bom amigo do "nosso" Carlucci, não é ingénuo nem novato nestes assuntos.
III Acto - A conspiração
Tal como já se esperava, aparece a seguir à vitimização do Crespo a conspiração, contra cujos intervenientes, lutavam, implicitamente, as nobres figuras (dama e valete), entretanto derrubadas pelo regime! A partir daí quem quer que tente permanecer neutro em relação aos acontecimentos é cilindrado pela tal informação "livre". Lembra-me o que Staline fez com os companheiros de luta de Lenine: persegui-os e matou-os a quase todos! O truque é isolar/aniquilar quem não está do lado desta clássica manobra de (re)tomada de poder. E ir fazendo surgir, como figuras rectas, sensatas e imprescindíveis à democracia, outros intervenientes da política, salvadores da Pátria e candidatos a eleições num futuro próximo. Pergunto-mer com curiosidade e inquietação, quem está por trás de Crespo, Manuela Mouta Guedes e Moniz? A quem interessa afinal tanto a TVI?
IV Acto - O derrube
Quem me conhece sabe que não sou socialista, não milito em nenhum partido, não me revejo de todo na política de Sócrates e não o considero um democrata. Acredito que ele, e outras pessoas da sua esfera, em privado, possam insultar quem quer que lhes apeteça, dizer o que quer que pensem, fazer o quer que queiram que não seja ilegal. Como o faz o Presidente da República. Ou Manuela Ferreira Leite. Ou eu. Sem serem "bufados" por isso. Faz parte das regras de uma sociedade democrática. Tais factos não me retiram a lucidez e não me impedem de ver o que aqui se está a tramar. E desses "democratas" ocultos tenho medo, muito, muito medo!!! Esses é que são verdadeiramente perigosos. Como a história já nos demonstrou, depois de uma conspiração vem, quase sempre, um IV Acto. Observemos com atenção o que a seguir se vai passar e as posições que serão assumidas pelas diversas figuras de xadrez neste tabuleiro da política portuguesa.
Vi ontem, com os olhos cheios de lágrimas, um comentário sobre a Teresa e a Helena. Só as conheço dos programas de televisão, dos blogues e dos jornais. Conheço-as como duas mulheres que, desafiando toda uma sociedade hipócrita, intolerante, conservadora e repressiva, tiveram a coragem de dar a cara e de tomar a iniciativa de se dirigir a uma Conservatória para se casarem. Um símbolo que serviu de rosto a uma causa justa. E que, como todos os símbolos está a pagar o preço disso.
Dizia a peça, a dada altura, que a Helena e a Teresa estão a ser muito mais discriminadas socialmente e a nível do mercado de trabalho pelo facto de serem mulheres e homossexuais. Acrescentou o Sérgio que a discriminação era agravada pelo estrato socio-económico a que pertencem. Dolorosas e injustas verdades. Lembrei-me logo do poema "A invenção do Amor" de Daniel Filipe .
Vendo-as às duas, sozinhas e com as filhas, vendo as lágrimas que a Teresa já não consegue conter e a força que a Helena faz para não chorar também, senti uma enorme vontade de as abraçar e de lhes dizer que gosto muito delas, que lhes tenho um profundo respeito, que muito apreciaria se me quisessem como amiga e que não caiu em saco roto a coragem que tiveram para defender o amor que as une, o direito a constituirem uma família e a criarem as filhas numa sociedade mais aberta e tolerante, sem serem marginalizadas e sem ser posta em causa a sua dignidade.
Chocou-me a entrevista com a Ilga. Não as ajudou, porque elas não pediram. Pedir? Pedir??? A Ilga não percebe que a verdadeira ajuda é proactiva e desinteressada? Que elas não são mendigas? Que eles já deveriam ter contactado as outras Associações para que junto dos seus membros e dos seus lobbies conseguissem ajudar esta família, arranjando-lhes um emprego, garantindo-lhes alojamento e sustento enquanto não o conseguissem obter por si próprias? Afinal elas, com o seu gesto, fizeram muito mais pela causa do que as Associações todas com mil palavras!
Vamos tentar ajudar a Teresa e a Helena. Vamos criar um fundo de apoio e falar com amigos e conhecidos para ajudar esta família a ter uma casa, um trabalho e uma escola permanente para as duas filhas. Vamos contactar o Sérgio Vitorino das Panteras Rosa para ver se ele tem disponibilidade para organizar este movimento de solidariedade. Vamos a isso?
Continuo a achar surpreendente o facto de Portugal gostar tanto do "diz que disse" das conversas de porteira.
Não há dúvida de que é porque me esqueço que não deixámos de ser um país provinciano, de hipócritas, de padres e de parolos!
Não, caro leitor, não se assuste que não há. O que há, e cada vez em maior quantidade, são aldrabões e manipuladores que, usando a velha arte de vender a banha da cobra aos papalvos, contribuem largamente para a (sua) abundância.
Mas vamos ao assunto que interessa. Hoje ao pesquisar a net, dei com vários blogues de pessoas que se autoproclamam os Construtores da Nova Terra ou Passageiros da Nave Azul e outras parvoíces quejandas. Fiquei embasbacada. Das duas uma: certas pessoas ou são completamente loucas e precisam urgentemente de ser internadas, ou são pobres de espírito e temos de nos condoer ou, versão em que acredito mais, são abjectamente manipuladoras e os seus objectivos são perigosamente descortináveis.
Cito-vos algumas das passagens, que seriam hilariantes se não fossem perigosas para determinado tipo de pessoas mais crédulas e não oferecessem ou trouxessem associadas “consultas ou/e tratamentos, conferências, retiros”, etc., que de barato nada têm e que tendem a “fidelizar” os basbaques, enchendo os bolsos das “Sacerdotisas”, “Anciãs”, “Sábias” e outros nomes, designando todos estes epítetos basicamente a mesma coisa - alguém que, proclamando a abundância, sabe mais, dirige mais, manda mais, ganha tudo e deixa os outros a “tinir”. Eis alguns exemplos.
Epopeia Cósmica – A vinda de Sanat Cumara - “Segundo informações dos seres de luz da Fraternidade Branca e da Confederação Intergaláctica, até o ano de 2012 do Calendário Gregoriano, a terra terá dado seu salto quântico para outras dimensões de luz. Sanat Kumara, em cerimónia muito especial ocorrida em 1956, passou o seu cargo de Senhor do Mundo ao Muito Amado Lorde Gautama. Shamballa está mais viva do que nunca, na Quarta Dimensão da Terra, esperando pela Humanidade e pela grande ascensão planetária que já começou.”
Nesta Nave Azul tentei ver um vídeo que tinha o interessante título de Principio da Incerteza – Mecânica Quântica, mas só me apareceu a frase “Este vídeo foi removido por violação dos termos de utilização”.
No entanto, caro leitor, pode ver no You Tube uma série de outros vídeos muito apelativos em que se faz a interessante relação entre a Física Quântica e a Espiritualidade, e que pretendem dar um certo toque científico a toda esta aldrabice.
Interessante ver também, pela imaginação certamente de quem leu e viu carradas de livros e filmes de ficção científica fazendo depois um cocktail para os mais crédulos e ignorantes, o vídeo “9-9-9 Chamado Urgente para a Tribo de Gaia!” que foi colocado no You Tube em 13 de Agosto de 2009 por uma tal de Solara An-Ra, que se proclama Warrior of the Light e e repetido em vários blogues “seguidores” em datas posteriores: Nave Azul e no Eshiarian Eu Sou, em 5 e 4 de Setembro respectivamente, etc. e diz algo de tão aparentemente místico (as pessoas adoram e quanto mais secreto maior o êxito junto dos lorpas):
“É hora da tribo se unir! Reunamo-nos no dia 9-9-9 para comemorar a ativação dos segundo, terceiro, quarto e quinto cristais Mestres de Atlântis!”
Neste da Eshiarian tem coisas fantásticas para um filme de ficção científica "Saudações! Eu sou Kryon, do serviço magnético.....Meu nome não é exatamente Kryon, e eu não sou um homem. Eu gostaria de poder partilhar com você o quê é ser uma entidade como sou, mas há implantes básicos humanos de restrição psicológica que simplesmente não permitirão que você entenda....."
Para a manipulação ter maior impacto, para além da tal de física quântica (da qual até sei bastante por a ter estudado na faculdade a fundo por necessidade e privadamente por gosto), há sempre uma música do tipo religioso ou do “Odisseia no Espaço” do Kubrick associada ao blogue e vídeos e fotos com efeitos de refracção ou/e reflexão de luzes coloridas, símbolos, e toda esta cambada é originária da Andrómeda, de Sírius, ou/e já esteve na Atlântida!
Escreveu uma bloguista há uns tempos um post sobre a “Sedução e Manipulação”, que se aplica às mil maravilhas a quem está por detrás destes “movimentos de chamada”, e do qual cito alguns excertos:
“Mas já percebeu em seu redor um manipulador? Já viu que estratégia usa? Têm algumas tão obvias que a gente se dá conta muito rapidamente. Mas têm outras que são estratégias muito bem articuladas.
(...)
Manipulação: Um meio de ganhar o controle ou influência sobre os outros através de métodos persuasivos ou argumentos retóricos.
(...)
Manipular equivale a manejar. Manipular é tratar uma pessoa ou grupo de pessoas como se fossem objetos, a fim de dominá-los facilmente. (...) Manipula, aquele que quer vencer e que atua astutamente sobre nossos centros de decisão, a fim de nos arrastar a tomar as decisões que favorecem seus propósitos.
(...)
Basta conhecer tais recursos e manejá-los habilmente, e uma pessoa astuta pode dominar facilmente outras pessoas se estas não estiverem de posse de uma boa capacidade de discernimento. Na linguagem existem palavras e expressões consideradas exponenciais. Uma palavra exponencial tem o poder de prestigiar as palavras que dela se aproximam e desprestigiar as que se opõem ou parecem opor-se a ela.
(...)
Outro dado importante é que o manipulador, prestigiado por algumas ações e/ou por auto-propaganda que dá de si uma imagem de inteligência, aporta como menos inteligentes os que o contradizem, seja com agressividades disfarçadas para exercer domínio manipulativo no que expressa, ou seja pelos termos utilizados para impor o que pensa utilizando-se de palavras exponenciais.
O grande teórico da comunicação MacLuhan cunhou a expressão: "o meio é a mensagem", ou seja, não se diz algo porque seja verdade; toma-se como verdade porque se diz.
Manipulação midiática existe aos montes, manipulação política idem, mas a manipulação pessoal é muito mais difícil de perceber, pois ela esbarra em nossa presunção de nos acharmos imunes a tal. Seja qual for o caso, a nós cabe ter um pouco mais de discernimento, de análise dos fatos e do que conhecemos dos envolvidos em qualquer que seja a situação.”
Ao que eu respondi “Não há dúvida de que este post é uma excelente lição e uma fotografia muito exacta sobre como a sedução se pode tornar na arte da manipulação. A todos os níveis. Chapeau!”
Azinhaga da Cidade: a arrastar-se pela blogosfera desde 2006.
Sábado passado, numa pausa de um sinal luminoso, pedi emprestado ao taxista que me conduzia um jornal que ele tinha no carro. Chama-se @ Verdade e eu nunca tinha lido nenhum exemplar. Folhei-o portanto com alguma curiosidade e deparei com um editorial cuja leitura me deixou boqueaberta. Não resisto por isso a citar-vos o que li aqui.
"Mo Ibrahim, o multimilionário britânicosudanês e uma das maiores figuras mundiais do ramo das telecomunicações, voltou a surpreender os líderes do continente africano com uma intervenção proferida numa conferência de promoção de boa governação que teve lugar esta semana em Dar-es-Salam, na Tanzânia.
Ibrahim tomou a palavra e falou curto e grosso: “Lamento ter de dizer isto, mas alguns dos nossos países [africanos] pura e simplesmente não são viáveis.” E prosseguiu mais acutilante: “Muitos deles são demasiado pequenos para continuarem a existir nestes moldes. A ideia de que 53 pequenos Estados de África conseguem competir com a China, Índia, Europa ou os Estados Unidos é uma falácia. O comércio intra-africano representa apenas 4 a 5% do nosso comércio internacional! Isto é inacreditável!”
Em seguida repetiu várias vezes porquê, porquê? Depois, voltou à carga e foi mesmo muito incómodo para a audiência - o presidente tanzaniano, Jakaya Kikwete, era um dos presentes - afirmando que alguma coisa estava “drasticamente errada”. Porque um continente com 900 milhões de habitantes - 2/3 da população da Índia -, portanto muito longe da sobrepopulação e bafejado por riquezas naturais que o tornam potencialmente auto-suficiente e até bastante excedentário, encontrando-se numa situação como a actual, extremamente pobre e com uma população faminta, só pode ser mesmo devido à má governação.
“Penso que temos o direito, perante este estado de coisas, de perguntar aos nossos líderes se são realmente sérios?”, inquiriu, para espanto de todos. As soluções apresentadas pelo milionário passam, urgentemente, por uma rápida, profunda e séria integração regional, a nível económico - incluindo uma moeda única - e político. Mas é acima de tudo na boa governação que reside a chave do sucesso. Todos os exemplos positivos em África - e ainda são alguns - estão associados a ela. As estatísticas falam por si.
Países que adoptam boas práticas governativas - falo de respeito pelos direitos humanos, liberdade de imprensa, alternância política, políticas económicas ajustadas à realidade, desburocratização e despartidarização do aparelho de Estado, combate à corrupção, etc. - estão no topo da lista como é o caso do Botswana, África do Sul, Gana, Cabo Verde, Benin, Togo.
Na cauda encontram-se, justamente, os que constantemente violam as práticas da boa governação. Os seus nomes são sobejamente conhecidos. Somália, Guiné Conacri, Guiné- Bissau, Zimbabwe, Angola, RDC, Congo Brazzavile, Serra Leoa, Libéria e… muitos mais."
Dito isto, apetece-me parafrasear o ex-amigo de uma pessoa que amo e que dizia pretender fundar um partido denominado PPQ - Portugal Para Quê. Pelos vistos com toda a razão!
Não estou certa de ter compreendido plenamente o significado daqueles olhares quando, na aula, indagaram quem praticava a meditação e eu perguntei se falar sozinha na rua se qualificava.
Tenho de meditar sobre isso.
Está para aqui uma pessoa a tentar por todos os meios possíveis e imaginários arranjar distracções para não enfrentar a realidade catastrófica de que está irremediavelmente atrasada em todas as matérias de todas as cadeiras sem a mínima possibilidade de recuperação em tempo útil, virando ostensivamente as costas à evidência do retumbante falhanço anunciado, e o que é que a televisão está a dar? Ora bem, na RTP1, uma coisa chamada Programa das Festas, que consiste em actuações de folclore (sim, ainda por cima cantadas) intercaladas por caras jurássicas do audiovisual (sim, o Júlio Isidro) a alardear as maravilhas da Feira Gastronómica de Santarém, enquanto a próxima artista faz os últimos preparativos para nos maravilhar com os seus talentos (ela acha que sim) de karaoke. Na RTP2 qualquer coisa com barcos à vela e seus skippers a explicar porque não ganharam a especial da regata de não sei quê, não sei onde, culpando invariavelmente as condições meteorológicas que por alma do diabo parecem nunca ser as mesmas para todos naquele percurso. Na SIC, ai, até tenho medo de mudar... os Ídolos!!!! Foda-se! Na TVI um filme que se chama "O Rei Escorpião", protagonizado por primatas boçais que ingerem hormonas em excesso e/ou têm uma higiene dentária deficiente, mas que manejam com admirável destreza espadas, machados, bestas, arcos e flechas. Todos querem ser um "rei lendário" mas só um - o que lava os dentes - vai conseguir. Coitadas das pessoas que não têm mais canais. Mas eu tenho.
Curiosamente bastaram estes quatro para recuperar o alento de ir estudar, afinal as matérias não podem ser assim tão más, verdade?
Voltarei, no entanto, e se calhar já daqui a dez minutos, por força das circunstâncias, a este assunto, com outros promissores canais como, sei lá, assim de repente, só para aguçar o apetite do leitor, a SIC Mulher.
O que mais me chateia nesta polémica àcerca do livro de Saramago, "Caim", é o facto de as pessoas se insurgirem por ele achar que um Deus, descrito como um louco fanático e arbitrário, que é capaz de mandar um irmão matar outro, um pai matar o filho, de destruir cidades, promover o incesto e a pedofilia, etc., é um rematado filho da puta!
E chateia-me ainda mais que Saramago, sabendo bem quão provinciano, mesquinho e hipócrita é o país e a mentalidade desta gente, tenha acedido em considerar um exagero o epíteto de "filho da puta" que usou. Quase como Galileu Galilei.
Disse-me a Rita há bocado que é um mal geral a razão inversa entre o trabalho e a motivação. Muito trabalho, pouca motivação.
A idiotice e a ignorância estão mesmo em todo o lado.
Posso também, apesar da falta de tempo, continuar a dar conselhos de graça e a testar uma certa teoria religioso-esotérica que apregoa que para ter basta pedir (e como eu gosto de testar esse género de teorias).
E eu gostava muito de ter a obra completa da Amy Winehouse que, pelo que sei, nem é assim tão extensa, em cópia autorizada pela editora, ou seja, com a capa, o folheto e as caixas dos CDs, sem ser uma cópia foleira sacada da Internet, desfigurada por inscrições a caneta de feltro com tinta permanente que fariam vomitar os copistas italianos.
Não sei se estão a ver a ideia. Nunca ninguém disse que este blog tinha de ser útil. A não ser, claro, para mim.
O blog do Pedro Lomba sobre a amizade.
Tendo visto recentemente reduzida ao mínimo a minha disponibilidade para actualizar este blog, pelo menos posso, de vez em quando, recomendar algumas leituras que preencham o vazio. E no caso do Sete Sombras, que maravilhosa recomendação, eu diria mesmo indispensável, @ leitor@ desculpe-me o atrevimento mas se não for lá regularmente é você quem perde.
Bem me queria parecer que, em certas partes das aulas de yoga, não sou a única a não estar exactamente concentrada "numa luz muito brilhante entre as sobrancelhas, visualizando um cenário de completa tranquilidade".
Espero, como disse aqui, que não haja hoje maiorias absolutas de nenhum partido em nenhuma autarquia.
Consensos precisam-se!
Faz hoje 42 anos que Ernesto Che Guevara, médico, fotógrafo e guerrilheiro, de coragem e vontade indómita, foi assassinado na Bolívia pela CIA, com 39 anos de idade. Considerado em todo o mundo como um dos símbolos da luta pela liberdade, até os próprios norte americanos, na revista Time, o elegeram como um dos leaders revolucionários mais importantes do século XX.
Homens como este não morrem nunca. A sua memória perdura dentro de nós, gravada a fogo, como um apelo e um incentivo a que não nos acomodemos, não nos acobardemos nem desistamos nunca da luta pela liberdade e pela democracia.
Na foto em que Che sabe que vai morrer, não há rancor, ódio, súplica por misericórdia. "Apunte y sostenga bien el arma, que va a matar a un hombre", dizem que foram as palavras dirigidas ao seu carrasco, o soldado boliviano Mário Terán,
"É o meu destino: hoje devo morrer!
Mas não, a força de vontade pode superar tudo!
(...)
Uma recordação mais duradoura que o meu nome
É lutar, morrer lutando."
Che, Janeiro de 1947
Estarás sempre presente Companheiro! Não há morte para o Vento!
Dado o meu absoluto fascínio por relógios, é entusiasmante descobrir blogs como este.
(Embora a maior parte do tempo não me interesse nada saber que horas são, por medo das más notícias que chegarão, é certo, mas quanto mais tarde melhor. É um entusiasmo estético, contemplativo, já me quiseram prender por olhar ostensivamente para o pulso de alguém, seria técnico se eu percebesse alguma coisa do assunto, que não é o caso, mas enfim, gosto, como dizia o outro.).
Há três anos foi a Duca que me desafiou a ir à Lesboa, "uma coisa nova" que surgia no cenário do entretenimento LGBT da cidade. Desde então, são raras as edições do evento que tenho perdido, evento esse que conquistou por mérito próprio um lugar incontornável como "happening" LGBT de Lisboa.
Hoje a Lesboa já não é uma "coisa nova", mas continua a ser uma coisa boa. Parabéns.
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