Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Socorro, estou a converter-me!

Este ano decidi "fazer" o Natal para experimentar, para ver se é como dizem. Claro que me precavi cumprindo os sábios conselhos que a Ferónica me deu sobre como minimizar os dissabores.

E o que é que aconteceu? Pois bem, EU fiz uma árvore de Natal!! Não sei se alguém me consegue imaginar a fazer tal coisa, mas estou certa que não! EU desloquei-me a uma superfície comercial, adquiri uma jovem árvore, terra e um vaso e pendurei, durante várias horas de dois dias seguidos, para aí uma centena de bolinhas e outras formas cintilantes num pinheiro que depois hei-de replantar num sítio onde possa crescer tanto quanto queira. E não tive nenhum ataque de nervos durante o processo.

Além disso, tenho comprado os presentes quase todos pela Internet, o que se tem revelado um paraíso cheio de paz e harmonia, sem filas para pagar nem lutas corpo a corpo por um último exemplar de qualquer coisa, nem hordas consumistas de espécie alguma.

Isso implica que, para variar, não deixei as compras todas para fazer no dia 24 à tarde, no Colombo, o que constitui um passo tão extraordinário para mim como aquele outro foi para a Humanidade.

Continuo, não obstante, a não entender como é que se pode retirar algum prazer da stressante e disparatada imposição de comprar presentes por atacado, que é como quem diz fazer aquisições "à força", sem se olhar tanto ao resultado como à "obrigação".

Mas devo dizer, em abono da verdade que, até agora, as minhas compras me têm saído muito felizes e sem dôr.

E assim, de optimismo no peito, cá espero pela consoada, que dessa sim, sempre gostei, mais bacalhau frio, menos peúga horrorosa.

Buraco tapado por Citadina às 14:33
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10 comentários:
De Tulipa a 11 de Dezembro de 2008 às 14:54
E assim, esta Consoada, podes chegar a horas em vez de chegares `as 20h00 porque estiveste no Colombo!
Acho que vou ficar feliz com esta tua 'conversao'!
De Citadina a 12 de Dezembro de 2008 às 18:05
Ainda bem, maninha, o que nós queremos é gente feliz!
No entanto, se não me ajudares com a prenda da mãe, já sabes: Colombo comigo, às seis da tarde de dia 24...
De Cosmopolita a 11 de Dezembro de 2008 às 16:15
Eh, eh, eh...

Água mole em pedra dura...
De Citadina a 12 de Dezembro de 2008 às 18:05
Pois, Cosmo, a responsabilidade disto também é tua.
De -pirata-vermelho- a 11 de Dezembro de 2008 às 19:12
Tás perdida!, gritou o meliante do alto dos seus doze anos, agitando a AK47 herdada dopai morto enquanto você, em Lisbboa, escrevia estas historiecas de diversão, afundando-se na doçura de uma vulgaridade mal rejeitada.
De Citadina a 12 de Dezembro de 2008 às 18:12
"Vulgaridade mal rejeitada"?? Desculpe, mas tenho de me rir:
Confesso que não percebo muito bem o que isso quer dizer, mas acho a expressão muito engraçada e estou certa que um dia vai fazer o obséquio de ma explicar.
Quanto ao mais, sim é verdade que me divirto escrevendo estas e outras historietas, por muito irrelevantes e vulgares que sejam para aqueles que estão acima de tão abjectas trivialidades. Queira desculpar-me, grande mestre iluminado.
De Rita a 12 de Dezembro de 2008 às 15:27
Ui! Imagino o interesse que a árvore está a despertar em certo animal felídeo que há lá por casa...
Conta-se que às vezes se atiram de quatro patas à árvore...
De Citadina a 12 de Dezembro de 2008 às 18:17
Cunhadinha,
O interesse do animal felídeo lá de casa pela árvore resume-se a utilizá-la como esconderijo, ou artefacto de dissimulação. Ou abrigo, quando muito.
Os enfeites não atacou, suspeito que por autêntico desdém.
Poderá quando muito, comer alguns ramos, quando ninguém está a ver...
Um desconsolo de felino, um sonho de animal de estimação, portanto...
De graça ribeiro a 15 de Dezembro de 2008 às 00:23
ai... se já tu te rendeste... ao 'espiríto natalício?... não digo que o mundo esteja perdido... a estar não será por isso... mas eu estou cada vez mais sozinha!!... sniff... sniff
ehehehehehehehe
um beijo e já agora... um bom Natal!!
De Citadina a 15 de Dezembro de 2008 às 14:57
Graça,
Pois, pareço parva não é?... Não sei o que me deu este ano!
Mas sozinha é que tu não ficas, não te preocupes, um certo desdém acompanhado da sua dose de sarcasmo cá continua.
Beijo grande e bom natal pata ti também!

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