Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Facebook

Eu não aceito que desconhecidos me adicionem como amiga. O que que é que há de não-natural nesta frase? O que é que há de tão irracional em não querer chamar "amigos" a pessoas ou entidades com quem não tenho relação alguma e de quem, na maior parte das vezes, nunca sequer ouvi falar? Quando é que o termo "anti-social" desatou a ser tão mal empregue devido a inquestionáveis desvios da razão? Porque é que as mentiras tantas vezes repetidas acabam por ser aceites como verdades, mesmo que isso vá contra toda e qualquer lógica?

Eu não sou anti-social. Mas também não sou pateta alegre.

Buraco tapado por Citadina às 12:10
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9 comentários:
De Observador a 3 de Junho de 2009 às 13:33
É, não tenho dúvida, uma questão de expressão.
Porque se trata de uma rede social.
Admito que o termo "amigo(a)" possa conter algo de exagero, principalmente de acordo com a opinião, legítima, da Citadina.

No âmbito virtual é assim.
Da mesma forma que se trata por tu toda a gente que nem sequer alguma vez vimos.

Os(as) anónimos(as), esses(as) sim, não posso com eles(as).
De Citadina a 3 de Junho de 2009 às 14:05
Pois, se calhar sou eu que dou demasiada importância a certas palavras e que as levo demasiado a sério. "Amigo/a" é uma delas. É mais forte do que eu, causa-me impressão, mesmo sendo numa rede social virtual. Nisso, o Twitter é mais honesto e mais claro com os seus "seguidos" e "seguidores" porque, se virmos, é exactamente disso que se trata.
E se ainda fosse uma coisa que desse declaradamente para o humor, ainda vá que não vá, eu não me tenho por uma dessas chatas botas de elástico, mas o problema é que o fenómeno dos "amigos" é apenas parolinho e fútil, mais nada.
De Observador a 3 de Junho de 2009 às 14:21
Não se trata de levar as coisas demasiado a sério.
Apenas uma questão de opinião.

Para ser franco, também não me dá muito jeito chamar amigo(a) a quem nem conheço.

Mas não é grave, Citadina. Há coisas piores. Bem piores.
;)
De Citadina a 3 de Junho de 2009 às 15:23
Sem dúvida, há coisas bem piores, mas não estamos a tratar delas agora. ;)
É como dizes: uma questão de opinião. Por exemplo, eu acho que o tratar por "tu" não ofende ninguém se estivermos em pé de igualdade, como aqui, neste espaço. Não me importo nada que os comentadores me tratem por "tu", mas importar-me-ia se estivesse numa cama de hospital e viesse um "sr. doutor", que não admitisse o informal tratamento, tratar-me por "tu". Ou seja, dois pesos e duas medidas é que não!
Também não defendo que as pessoa não podem ser amigas sem se conhecerem fisicamente, até porque tenho amig@s virtuais que nunca vi mais gord@s e a esses, como é óbvio, adiciono-os ao Facebook e a quantas redes sociais for preciso.
Eu falo é dos anónimos, daqueles que me querem apenas e só para fazer número, mesmo que não se assinem anónimos, mesmo que tenham um nick qualquer. É que esses não têm mesmo nada a dizer-me, nem que seja uma mensagem privada do tipo "olha, sou fulano de tal, ou escrevo no blog tal, ou vivo no quinto andar do teu prédio,... [ou qualquer outro vínculo, por ténue que seja] e gostava que me adicionasses". ISTO já é qualquer coisa, qualquer relação, não?! Uma pessoa consegue relacionar, consegue identificar, ao contrário de mensagens como"BigJohn added you as a friend on Facebook, you have to confirm that you know BigJohn so you can become friends". E depois, vai-se ver e o BigJohn é um empresário da indústria porno, ou um adolescente de 13 anos com demasiada testosterona, que, em qualquer dos casos, eu não conheço de lado nenhum. E diz que quer ser meu amigo. E não diz porquê, nem para quê. E eu não tenho 13 anos nem sou especialmente fã de pornografia. E I made my point, não?
De Observador a 3 de Junho de 2009 às 19:36
Claro que sim. E com a clareza suficiente para não me restarem dúvidas.

Detesto igualmente a diferença de tratamento, do género eu sou o sr dr fulano tal e tu és tu.

No caso em apreço - Facebook - o erro é de quem dirige o sistema, ao ter criado a figura de amigo tal como fez.

Por falar em Facebook, se a Citadina quiser tornar-se minha "amiga", pode sempre convidar-me.
O endereço é o mesmo do blogue.

Não me vai chamar de oportunista porque não é disso que se trata.

Obrigado
De Citadina a 4 de Junho de 2009 às 11:53
Chamo oportunista, porque está (parece que recuámos para o tratamento por "você", não percebi muito bem porquê...) - e bem! - a aproveitar uma oportunidade! :)

Aqui está mais um caso da força [neste caso negativa] das palavras... Porque é que "oportunismo" tem de ser uma coisa má? Não sei. Uma possível definição de oportunismo pode ser: "sistema de transigir com as circunstâncias, de agir conforme elas". (fonte: Priberam http :/ www.priberam.pt /).
E é exactamente isso que o Observador está a fazer. O que é que há de mal nisso, na minha opinião? NADA!

Portanto, é com muito gosto que o convidarei, sim, embora este blog, o Azinhaga como tal, não tenha (ainda?) rosto no Facebook . Apenas eu, individualmente, marco presença na referida rede social virtual.
Vamos lá ver se quando eu o convidar é capaz de me reconhecer, ou se me manda pastar...
De Duca a 4 de Junho de 2009 às 11:12
Entendo-te perfeitamente, já que no orkut eu também só aceito quem conheço e, como sabes porque me conheces, não sou nada anti-social, tal como tu também não és.

Para além disso, actualmente não me resta tempo para a net, portanto só mesmo quem conheço.

Beijo
De Citadina a 4 de Junho de 2009 às 11:59
Querida Duca,
Ainda bem que vens consubstanciar a minha argumentação. Tenho-te de facto, como mais uma das vozes que não se calam perante certas ideias feitas "a martelo" que são fúteis e desprovidas de sentido.

Para além do teu além, desde que te reste tempo para os amigos, nos quais me incluo, tudo bem!
Saudades e beijinhos!
De Duca a 4 de Junho de 2009 às 12:50
Para os amigos há sempre tempo, até porque, excepto em caso de força maior, se não é hoje é amanhã de certeza.

Beijo

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