Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Do branqueamento dos crimes da ICAR

Cartoon tirado daqui
A ICAR tem uma longa tradição histórica de crimes contra a Humanidade (quem não se lembra das Cruzadas ou da Inquisição?) nunca olhando a meios para atingir os seus tenebrosos fins, e tem uma ainda maior capacidade de os branquear, não hesitando em deitar mão aos argumentos mais desonestos para se desresponsabilizar.

 

Um dos lemas que a ICAR segue é o de que a melhor defesa é o ataque. Numa altura em que em muitos países católicos se faz ouvir o coro de milhares de vozes das vítimas de pedofilia (crianças indefesas, muitas delas carenciadas e até deficientes) por parte de padres católicos, numa altura em que nos EUA, com base nomeadamente num documento secreto interno da igreja (Crimen Sollicitationis), que instrui bispos como lidar com acusações de abusos sexuais cometidos por padres nas suas paróquias, há quem acuse o Papa de liderar o "encobrimento de casos de pedofilia", o que vem ele dizer em Fátima?

 

Vem dizer que a profecia do 3º segredo de Fátima revelado em 2000 já falava dos sofrimentos que o Papa viria a experimentar, nomeadamente aquele que vem de dentro da Igreja e que tem a ver com a pedofilia exercida por padres católicos e encoberta durante décadas pela Igreja. Quer dizer, passam de agressores a vítimas, utilizando a fé das pessoas para branquearem os crimes cometidos. E, quando se falou na possibilidade de confrontação do Papa com estes crimes, aquando desta visita a Portugal, o cardeal José Saraiva Martins teve o desplante de dizer que "em Portugal, como noutros países, há uma campanha muito bem organizada para atacar a Igreja"! Perdoai-lhes Senhor, que eles não sabem o que fazem!

 

Como Chefe de um Estado, o Vaticano, o Papa vem, insurrecta e desrespeitosamente, exortar os fiéis de um outro Estado, laico e democrático, a condenar leis, aprovadas no seu parlamento por maioria, de despenalização da interrupção voluntária da gravidez e de aprovação do casamento homossexual como podem comprovar aqui. Ou seja, opta por uma atitude de ingerência intolerável na regulação totalitarista da sociedade civil de um Estado que não dirige nem representa, quando nem sequer consegue pôr ordem dentro da sua própria casa!

 

Ao dizer-se defensor de "iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher" podia, e devia, preocupar-se com temas da instituição da qual é CEO, como o casamento dos padres católicos, a ordenação de mulheres como sacerdotes, etc., permitindo seguramente "responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum". Bem prega Frei Tomás...

 

Buraco tapado por Cosmopolita às 23:12
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