Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Trânsito e questões de ordem civilizacional

 

Leio regularmente o blogue do Eduardo. Não só porque sou amiga dele há muitos anos, mas também porque, independentemente da divergência de opiniões que possa haver por vezes entre nós, o acho interessante, factual, equilibrado e muito agradável. Eu, que sou viciada em transportes públicos, por razões económicas, sociais, de logística, de saúde, de ordem ambiental e outras, achei as questões que coloca neste seu post fundamentais.

 

Qual será o futuro das grandes urbes quando uma boa parte da população decidir, e tiver meios para isso, preterir os transportes públicos e optar por automóvel próprio? Qual será o impacto a nível ambiental através da emissão de CO2 e outros gases, a nível da possibilidade, eficácia e rapidez de circulação de pessoas e bens, de reflexo na saúde pública por aumento da poluição e dos níveis de stress e agressividade das pessoas, na economia a nível do consumo de combustíveis e necessidade de permanente construção de estradas, pontes, parques de estacionamento, silos de automóveis, etc.?

 

Há muito que acho que os países, os governos, as autarquias, as polícias e todas as entidades relacionadas com o trânsito, a nível mundial, se deveriam reunir e encontrar soluções comuns e eficazes para a solução desta "dor de cabeça", como dizem num certo país africano, onde eu, a pé, fazia em 15 minutos o mesmo percurso que um automóvel levava 50 minutos a fazer.

 

Ganhávamos todos em todo o mundo. É só olhar à nossa volta e fazer as contas.

Buraco tapado por Cosmopolita às 13:32
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3 comentários:
De Observador a 9 de Julho de 2010 às 15:37
Quando alguém relacionado principalmente com as autarquias pensa em restringir o trânsito a viaturas particulares, cai todo o mundo em cima dizendo, até, não admitirem que se intrometam na gestão das suas vidas rolantes.
Não param para pensar e, pelo menos isso, analisar os prós e os contras.
Sabemos que há muita gente que de uma forma quase sádica, se faz transportar de porta a porta (casa/emprego/casa) no seu pópó. E não o metem dentro de casa e7ou dos serviços por manifesta impossibilidade.
É um erro a utilização sistemática da viatura que muitas vezes, talvez a maioria, poderia ser dispensada por uma troca com o uso dos transportes públicos.
Mas aqui aparece-nos um problema importante. Que é a falta dos mesmos. Quer quantitativa quer qualitativamente.
Já para não falar dos preços praticados pelas várias empresas donas dos diversos tipos de transportes públicos.
Sempre defendi que os transportes deverão ser do estado. Sendo que o que é público não é para dar prejuízo mas também não é para dar lucro.
Há condições para melhorar? Há.
Mas é fundamental criar as condições necessárias para que os transportes tenham condições para fluir nas vias de rodagem. E tal não se consegue enquanto fôr permitido o uso livre de todo o espaço pelas viaturas particulares.
Criem-se bolsas de estacionamento em redor dos principais, mais movimentados e estrangulados locais de circulação.
E também necessário que de uma forma justa mas firme se faça cumprir qualquer regra que se implemente neste sentido.

Cosmopolita, já me alonguei e do facto peço desculpa.
De Cosmopolita a 11 de Julho de 2010 às 11:54
Tem toda a razão Observador e não acho que se tenha alongado, este assunto dava pano para mangas. Mas acho que aqui funciona um bocado como uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, para que os transportes públicos tenham condições para fluir nas vias de rodagem com a periodicidade útil, é necessário que, de alguma forma, se limite a utilização dos transportes particulares dentro das cidades, não acha? Porque o que os utentes dos transportes públicos, que passam a utilizar o transporte particular, alegam para se justificar é a tal falta de qualidade e quantidade destes, de que fala o Observador e como diz o Eduado no seu post.

Pessoalmente acho que o individualismo e a falta de consciência social colectiva progridem assustadoramente sem que as pessoas e as autoridades percam um pouco de tempo a pensar nas consequências disso.
De Observador a 11 de Julho de 2010 às 12:39
Cosmopolita
Aqui para nós, acha que existe alguém que efectivamente se preocupe com a situação?
Eu tenho a certeza que não.

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