Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Dangling conversation

Esta semana acordei a pensar na Joan Baez, mulher emblemática que encheu toda a minha juventude com as suas canções.

 

Hoje, que é o primeiro dia do resto da minha vida, queria deixar-vos aqui uma música do Simon & Garfunkel, cantada por ela, que representa o fim de um ciclo.

 

Buraco tapado por Cosmopolita às 20:44
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25 comentários:
De Observador a 23 de Setembro de 2010 às 22:01
Emblemática e controversa.
Gostava de a ouvir.
Este tema é lindo.

De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:33
Eu também acho. Toca maravilhosamente, tem uma voz linda, compõe músicas espetaculares e foi uma activista política e social relevante. O link sobre ela no Wikipédia, se o quiser ler, é http://en.wikipedia.org/wiki/Joan_Baez. Foi ainda companheira de Bob Dylan com quem cantou e de quem cantou muitas músicas, uma das quais é-lhe dedicada e muito conhecida, o "Diamonds em Rust, que se quiser posso postar, pois a letra é linda.
De Ana Pais a 24 de Setembro de 2010 às 15:08
Não gosto da Joan Baez, assim como não gosto daquela inglesa cujo nome se assemelha a Mary Popins, mas deve ser porque pertencem a uma geração muito anterior à minha.
O que quer dizer com ""Hoje, que é o primeiro dia do resto da minha vida, (...)"?
Claro que com esta pergunta corro o risco de ser mandada às urtigas porque as suas razões não são da minha conta!
De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:44
Ana, o argumento de não gostar de este ou aquele cantor por serem muito anteriores à sa geração não é um bom argumento. Quando se gosta dalgum cantor (Bob Dylan, Simon & Garfunkel, Jacques Brel, etc.), banda (Beatles, Rolling Stones, Supertramp, etc.) ou compositor (Bethoven, Bach, etc.) isso não tem nada a ver com o facto de serem ou não da nossa geração. Tem só a ver com o nosso gosto pessoal.
Quanto às minhas razões para ter dito que aquele dia era o 1º do resto da minha vida, não a mnado nada às urtigas, era o que faltava!
Disse-o porque novo trabalho, responsabilidades acrescidas e outro país são os meus novos e estimulantes desafios.
De Ana Pais a 27 de Setembro de 2010 às 12:06
Não me preocupei em procurar um argumento bom ou mau porque estes adjectivos não são assim tão importantes. O que me importou foi apenas emitir a minha opinião sobre a Joan Baez e a Mary Hopkins.
Dos que mencionou gosto do Brel, dos Stones e do Dylan. Aos restantes sou indiferente.
Dos eruditos, com excepção da música barroca, gosto de quase tudo!
Uma boa viagem e um excelente começo no novo trabalho é o que lhe desejo.
De Cosmopolita a 27 de Setembro de 2010 às 16:36
Penso que vai gostar do próximo que eu postar. Espero que si, pois acompanha-me desde a entrada na adolescência e é um dos meus favoritos.
De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 00:36
Ana, desculpe, quase me ia esquecendo de lhe agradecer os seus votos de boa viagem e trabalho. Eu diria que seria necessário que me desejassem sorte também. Perdoe-me a arrogância (que não é ingratidão), mas a sorte é algo de fundamental! Não voiu o "Match Point" do Woody Allen?
De Ana Pais a 28 de Setembro de 2010 às 12:18
Vi o Match Point sim. Um filme excelente!
Não lhe desejei sorte porque ao longo das leituras que faço deste blog, fui-me convencendo de que você é suficientemente céptica para não acreditar na sorte. Engano meu, de que peço desculpa. Aqui vão então os meus sinceros votos de muita sorte para a sua viagem e para o seu trabalho.
De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 22:59
Obrigada Ana!
De facto não acredito na sorte, mas que seria bom tê-la, seria!
De Observador a 24 de Setembro de 2010 às 16:53
O "hoje" é sempre o resto das nossas vidas.

Desculpe ter-me metido na conversa.

De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:21
Observador, meta-se *a vontade nas conversas, o Observador já é da casa!
De Observador a 24 de Setembro de 2010 às 16:55
Bolas!!!

Eu queria dizer que o "hoje" é sempre o primeiro dia do resto das nossas vidas.

Agora está correcto.
De Ana Pais a 25 de Setembro de 2010 às 17:36
Mas que cliché, Observador!
De Observador a 25 de Setembro de 2010 às 23:34
Seja, Ana Pais.
É a verdade.
De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:19
Ana, cliché ou não, tal como diz o Observador, é a verdade.
De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:48
Oh Ana, que mal têm os clichés se correspondem, de uma maneira geral, a verdades muito repetidas? É assim tão conservadora?
De Ana Pais a 27 de Setembro de 2010 às 11:40
Não sou nada conservadora, bem pelo contrário! Quem gosta de clichés é que se pode considerar conservador. E depois, essa questão de os clichés serem verdades muito repetidas, tem o que se lhe diga - não pela repetição mas pelo pressuposto de serem verdades - pois pergunto-me que verdades são essas? As que a maioria nos impinge e que acabamos por adoptar? As nossas? Quais? Hum ... talvez desse um tema de tertúlia interessante!
De Cosmopolita a 27 de Setembro de 2010 às 16:31
Ana, conservadorismos à parte, os clichés não nos são impostos, não é como a política com as suas leis e imposições fiscais. Aqui vai a definição de cliché " The term is frequently used in modern culture for an action or idea which is expected or predictable, based on a prior event. It is likely to be used pejoratively. But "clichés" are not always false or inaccurate;[1] a cliché may or may not be true.[2] Some are stereotypes, but some are simply truisms and facts.[3] A cliché may sometimes be used in a work of fiction for comedic effect.
Penso que a situação ficou mais clara, não acha?

De Ana Pais a 27 de Setembro de 2010 às 18:09
Cosmopolita,
Parece-me que o que questiono não é o significado de cliché e sim a sua afirmação de que os clichés correspondem geralmente a "verdades muito repetidas". Portanto, as questões que coloquei no meu comentário relacionavam-se com o que eram "Verdades".
Mas, voltando ao cliché, acho que não é só a política que nos é imposta. Vivemos em sociedade e a sociedade não se interessa por nós, apesar de tentar a todo o custo convencer-nos disso! A sociedade apenas está interessada em que nos tornemos uma peça funcional dentro do seu mecanismo! Para isso, serve-se de todos os subterfúgios para nos padronizar.
Como podemos nós continuar convencidos de que os nossos pensamentos, em geral e só para exemplificar, são originais?! Não são! Não passam repetições de ideias que nos vão sendo inculcadas para se tornarem verdadeiras crenças! Como as verdades ...
Desculpe a divagação, mas continuo a achar que é um excelente tema de tertúlia! Lá vou eu chatear o meu círculo de amigos para mais uma "never ending story" de fim de semana!
De Cosmopolita a 27 de Setembro de 2010 às 23:58
Ana, coloca uma questão muito interessante de facto.
Por um lado chama a minha atenção para a inexatidão dos conceitos que utilizei. Quando me refiro a verdades, quero antes dizer situações. As verdades são relativas, penso que não há verdades absolutas (a a não ser nas religiões e crenças e aí chamam-se dogmas) e cada verdade depende da posição do seu observador, que não é neste caso o nosso comentador. Touché!
Quanto ao seu conceito abstracto e passivo de sociedade, não posso vê-la da sua maneira, mas sim de uma forma dialética. A sociedade não está fora nem acima de nós, nós todos somos a sociedade. E temos ferramentas para não sermos instrumentalizados como refere, apesar de uma parte desta sociedade que é ou amorfa ou preconceituosa, ou reaccionária ou manipuladora, o tentar.
As nossas ideias não são sempre mera repetição ou reflexo de outras ideias, senão não teria havido evolução social, económica, científica e consequentemente civilizacional. Não consigo deixar de acreditar no materialismo histórico e na dialética. A dada altura, a história tem-no-lo provado, há uma altura em que a quantidade se transforma em qualidade e se dá um salto dialético para a a espiral superior.
Não se deixe padronizar quando tiver consciência disso. Eu não deixo, embora muitas vezes me apanhe em profundas contradições, como qualquer outro ser humano.
É por essas e por outras que já não acredito em partidos, embora a sociedade e a política se organizem à volta deles. Cada vez mais acredito em movimentos de cidadãos unidos pontualmente em torno desta ou daquela questão.
Mas estou de acordo consigo quando diz que este era um excelente tema para uma tertúlia!



De Ana Pais a 28 de Setembro de 2010 às 13:40
Claro que a sociedade somos todos nós!
Há, no entanto, algo que sempre me faz reflectir e que é o facto de que quando nascemos não somos adultos fazendo parte de uma sociedade formada por ideias e objectivos que usa instrumentos de padronização para a prossecução dos seus fins.
Quando nascemos, estamos completamente fora da sociedade como ela está organizada. Somos bebés, sem qualquer responsabilidade pela forma como a sociedade se nos apresenta.
Desde bebés que nos impingem conceitos, preconceitos, teorias, ideias, formas de comportamento, sistemas religiosos, sistemas sociopolíticos, o que é bom e o que é mau e toda uma panóplia de “verdades” que mudam consoante os interesses que vão surgindo.
Uma criança absorve tudo o que lhe vai sendo dito e que vai observando. Ela observa os progenitores e imita-os. Mais tarde, a instrumentalização social continua (não pára porque à sociedade como está organizada não interessa ter seres pensantes e originais) e a outrora criança segue o seu caminho de imitação dos outros até que começa a impor as ideias e comportamentos que lhe foram inculcados e que se lhe colaram de tal forma que passa a acreditar que são suas, que são originais. A manipulação é tão grande que confundimos o que fazemos com o que somos. Quantas vezes perguntamos a uma criança ou adolescente o que quer SER quando for grande? E o que respondem? Quero ser médico, engenheiro, advogado, bombeiro, etc. Não respondem: “quero ser eu!”
Não há como negar que todos nós passamos por isto! Assim como não há como negar que é muito, mas mesmo muito difícil não ser instrumentalizado. Estou mesmo convicta de que na grande maioria das vezes nem temos sequer consciência de que o estamos a ser. E tudo isto acontece porque necessitamos de ser aceites. Os nossos pais, os nossos avós, todos os nossos antepassados, tiveram a mesma necessidade.
Pergunto-me, então, essa evolução social, económica, científica e civilizacional, é original? Tenho dúvidas!
Repare que não defendo nem ataco correntes políticas ou religiosas porque elas todas, sem excepção, são resultado de interesses e instrumentalização. Nem sequer as qualifico de boas ou más porque esses adjectivos são também manipulados.
Por tudo isto, não deixo de sorrir quando oiço e vejo pessoas em discursos inflamados defendendo a liberdade!
Não é só a Cosmopolita que se apanha em profundas contradições! Somos todos nós, sem excepção! Não duvide disso!

De Cosmopolita a 30 de Setembro de 2010 às 20:48
Que céptica Ana! Embora também pense que a maioria das pessoas segue em manadas e adoram identificar-se com esta ou aquela manada. Eu sou uma outsider e tive sorte (ou pouca sorte conforme o prisma) de pertencer a uma família que não seguiu pelos caminhos já traçados.
De Cosmopolita a 26 de Setembro de 2010 às 03:18
Estou absolutamente de acordo consigo Observador, por muito cliché que possa soar. Nada nos garante que estejamos vivos amanhã e cada dia é o início do resto dos nossos dias.
De Observador a 27 de Setembro de 2010 às 18:58
Entretanto, Cosmopolita, e como bom Observador, observo o diálogo.
Pleno de interesse, diga-se em abono da verdade ... e dos "clichés".

De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 00:02
Observador, não observe apenas, participe, pois da discussão nasce a luz (cliché).
O tema tem pano para mangas e aí estou de acordo com a Ana, pois podia fazer-se ma tertúlia em torno dele.

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