Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Do enamoramento e amor

Desde os meus dez anos que sempre associei este concerto à inquietação, desassossego, crescendo, êxtase da entrega e paz que se segue num processo de enamoramento e amor. Ainda hoje me comovo quando o oiço. É conhecida como Concerto Aranjuez a parte de Adagio do Concerto de Guitarra de Rodrigo e a versão de que mais gosto é esta, interpretada por Narciso Yepes. Espero que gostem também.

 

Buraco tapado por Cosmopolita às 16:47
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15 comentários:
De Observador a 27 de Setembro de 2010 às 19:23
Caríssima Cosmopolita

Este Concerto (a letra maiúscula é intencional) é das coisas mais belas que conheço.
De facto, é uma espécie de hino ao namoro, ao amor.

Feliz daquele(a) que se sente bem ao ouvir, sentir, esta maravilha.

Apenas uma observação inocente: a questão do melhor e do pior, do que mais ou menos gostamos, é relativa.

Concerto d'Aranjuez: Adagio ... sempre!!!
De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 00:15
É lindo, não é? Mas é apenas uma parte do Concerto todo. Adoro guitarras, violas, violinos e , de uma maneira geral, todos os instrumentos de cordas. Acho que têm muito a ver com o Mediterrãneo e o sul da Europa, mas não é verdade e hei-de demonstrar-lhe isso. Associo sempre, por exemplo o termo "plangente" a instrumentos de cordas. Há neles qualquer coisa que mexe com o que há de mais profundo e essencial dentro de nós. Se acreditasse em Deus, diria que nos fazem vibrar a alma.
Quanto ao que refere sobre o melhor ou pior ou do que mais ou menos gostamos, posso apenas repetir-lhe o que me dizia o meu Pai e que comprovei na prática da vida: os gostos educam-se. Quando nos é explicado algo que não compreendemos (e não gostamos) a probabilidade de virmos a gostar dessa coisa (música, arte, literatura, etc.) é imensa.
Tenho mais surpresas para postar e acho que vai gostar delas.
De Observador a 28 de Setembro de 2010 às 22:31
E continuamos na senda dos "clichés".

Sem dúvida que os gostos se educam.
Mas, para que assim aconteça, são necessários bons professores e bons alunos.

Certo?
De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 23:01
Sem dúvida Observador! E com a mente bem aberta.
De Ana Pais a 29 de Setembro de 2010 às 10:31
Falando de instrumentos de cordas diz: "Há neles qualquer coisa que mexe com o que há de mais profundo e essencial dentro de nós."
E porque razão aquilo que é mais profundo e essencial dentro de nós não se há-de chamar alma ou outra coisa qualquer? Sente essa quase inexplicável vibração de alma ou o nome que lhe quiser chamar (se achar que isso é importante) e mete Deus no meio porquê? É você que sente, não uma entidade qualquer exterior a si! Ou duvida do que sente?
Mais uma vez peço desculpa pela divagação mas acho que este também era um excelente tema de tertúlia.
De Cosmopolita a 30 de Setembro de 2010 às 09:07
Ana, gosto imenso dos seus comentários. A Ana faz-me pensar e tem toda a razão. Por que raio não hei-de chamar alma, só porque associo alma à religião? De facto sou eu que sinto e não algo exterior a mim.
Sabe, sempre tive pena de não acreditar em Deus ou numa qualquer entidade superior, acho que a fé dá um conforto enorme a quem a tem. E a ideia de podermos encontrarmo-nos depois da morte com os que amamos é extremamente aliciante.
Vnham daí as tertúlias!
De Ana Pais a 30 de Setembro de 2010 às 16:22
Eu também não acredito em nenhuma entidade superior e exterior a mim.
Eu acredito no que sinto, no que vai dentro de mim e no que me surge quando menos espero, na confiança que deposito em mim, na sabedoria que vou acumulando, na minha capacidade de observação e apreensão do que me interessa e de rejeição do que não me interessa (a que chamo intuição), na sincronicidade, na força que tenho para enfrentar os desafios que se me colocam e que me fazem abrir ao exterior. Em resumo, acredito na minha "voz interior" e sinto-me muito confortada.
Se isto é acreditar em Deus (ou o nome que lhe quiserem chamar) então acredito!
De A Miúda dos Abraços a 28 de Setembro de 2010 às 10:41
Já sentia falta destas sugestões musicais =)
Muito bom!
De Cosmopolita a 28 de Setembro de 2010 às 11:50
Miúda, que palavras tão gratificantes. Fico muito contente por ter aparecido de novo! Um grande abraço para si.
De A Miúda dos Abraços a 29 de Setembro de 2010 às 10:43
Mas eu ando sempre por aí... =)
De Cosmopolita a 30 de Setembro de 2010 às 09:09
Anda sempre por aí?

Então apareça mais vezes, é sempre bem vinda.
De Ana Pais a 29 de Setembro de 2010 às 10:19
O concerto, todo ele, é um monumento em termos musicais. Não sou de êxtases e enamoramentos, mas acredito que esta parte do concerto faça tinir a alma dos enamorados.
De Cosmopolita a 30 de Setembro de 2010 às 09:23
Não é de êxtases e enamoramentos??? Nunca se apaixonou perdidamente? Nunca se entregou a alguém de corpo e alma?
Este adgio não faz tinir a alma dos enamorados, ele é a alma dos enamorados a comunicar. Com os medos e reservas, as dúvidas e inquietações que antecedem a entrega, é a entrega em si mesma e é ainda a ternura e paz da partilha.
De Ana Pais a 30 de Setembro de 2010 às 16:03
Tirando uns namoricos aqui e ali, nunca me aconteceu apaixonar-me perdidamente e menos ainda entregar-me de alma a alguém (de corpo, já me entreguei!). É por isso que digo que não sou de êxtases e enamoramentos, mas como falo no presente do indicativo, não significa que não venha a suceder ...

De Cosmopolita a 30 de Setembro de 2010 às 20:42
Oh Ana, não me diga uma coisa dessas! Que mulher tão defendida e cautelosa...
Eu quando amo, a entrega é tão intensa e sublime como nesse Concerto que ouviu. É de corpo e alma!
Olhe, o próximo post é dedicado a pessoas como a Ana.

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