Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Eu hoje acordei assim *

O Bem pode perfeitamente passar à margem da salvação da espécie humana, se a encararmos como um (provável) erro cósmico.

 

* (como diz a outra)

Buraco tapado por Citadina às 12:45
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17 comentários:
De Observador a 8 de Novembro de 2010 às 16:03
Se, Citadina, se.
De Citadina a 9 de Novembro de 2010 às 14:13
Observador,
Sim, se. Há dias assim.
De Cosmopolita a 8 de Novembro de 2010 às 19:27
Recordei-me, ao ler este post, de tantas coisas aqui escritas! Todas elas verdadeiras e todas elas falsas. Depende da posição do Observador, da altura, da distância, da solidão, de muitas outras circunstâncias. Eu, qual D. Quixote, que lutava contra moinhos de vento por causas perdidas que ninguém compreendia, que tenho essa rara capacidade de me reapaixonar por quem amo, e amo a pessoa de quem cuido, poderia citar aqui agora a outra outra (http://tangaslesbicas.wordpress.com/2010/10/28/o-hamor-se/) que tanto me diverte pelo profundo sarcasmo com que fala no amor. E poderia jurar apesar de tudo e de todos, que existe o amor para sempre.

Como diria o poeta
(...)
"E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Le Petit Prince
(...)
"Sa fleur lui avait raconté qu'elle était seule de son espèce dans l'univers. Et voici qu'il en était cinq mille, toutes semblables, dans un seul jardin!"

"Je me croyais riche d'une fleur unique, et je ne possède qu'une rose ordinaire. (...)" Et, couché dans l'herbe, il pleura.

Le petit prince s'en fut revoir les roses.

"Vous êtes belles mais vous êtes vides, leur dit-il encore. On ne peut pas mourir pour vous. Bien sûr, ma rose à moi, un passant ordinaire croirait qu'elle vous ressemble. Mais à elle seule elle est plus importante que vous toutes, puisque c'est elle que j'ai arrosée. Puisque c'est elle que j'ai abritée par le paravent. Puisque c'est elle dont j'ai tué les chenilles (sauf les deux ou trois pour les papillons). Puisque c'est elle que j'ai écoutée se plaindre, ou se vanter, ou même quelquefois se taire. Puisque c'est ma rose."

"Adieu, dit le renard. Voici mon secret. Il est très simple : on ne voit bien qu'avec le coeur. L'essentiel est invisible pour les yeux."

"C'est le temps que tu a perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante."

"Les hommes on oublié cette vérité, dit le renard. Mais tu ne dois pas l'oublier. Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé. Tu es responsable de ta rose..."

Já não sofro por amor
(..)
"O amor a que este junkie tão especial fica agarrado está enfeitado com as ilusões do eterno. Todos os especialistas da paixão no-lo dizem: não há amor eterno se não for contrariado, não há paixão sem luta, mas esse amor só termina na última contradição, que é a morte. Há que ser Werther ou nada. Há também muitas maneiras de se suicidar, uma das quais é a dádiva total e o esquecimento da própria pessoa. Aqueles a quem um grande amor afasta de toda a vida pessoal empobrecem-se e empobrecem, ao mesmo tempo, aqueles que escolheram para objecto do seu amor. Os que dão tudo por amor têm, necessária e paradoxalmente, o coração seco, pois está afastado do mundo.

E, como cereja deste bolo, surge como decoração e bem no alto o grande mito do século XX, o do amor eterno que afirma que o amor verdadeiro, o sublime, o autêntico, o original (recuse as imitações), ultrapassa tudo e tudo pode.

SE NÃO É FELIZ NUMA RELAÇÃO,
ESSA RELAÇÃO NÃO LHE SERVE.

E ponto final.

Só pode dar-se e receber-se livremente. Por isso, é muito perigoso equiparar o amor à posse. Uma pessoa deve estar ao nosso lado porque decidiu e não porque lho imponhamos....... Desta forma, não se pode exigir o afecto ou o compromisso só porque “tu és meu” ou “eu que te dei tanto” ou ninguém vai amar-te como eu”. As chantagens sentimentais nunca conduzem a parte alguma. Sufocam quem as recebe e denigrem quem as exerce."
De Citadina a 9 de Novembro de 2010 às 14:14
Cosmopolita,
Não percebo, o que é que isto tem a ver com o post?
De Cosmopolita a 9 de Novembro de 2010 às 15:35
Não tem nada, de facto. Por causa de problemas informáticos fui dar ao post anterior da outra e a resposta tinha a ver com esse post da outra e não com este em concreto.

Quanto a erro cósmico, não sei, mas que a uma rpobabilidade mínima de estarem reunidas as condições físicas e químicas necessárias à sua existência, sem dúvida.


De Citadina a 9 de Novembro de 2010 às 18:31
Cosmopolita,
Eu linkei um blog (inteiro) onde a autora publica centenas de posts cujos títulos são "Eu hoje acordei assim", daí essa ser a sua imagem de marca na blogosfera. A referência era essa. Não linkei nenhum post em particular.
De Cosmopolita a 9 de Novembro de 2010 às 18:59
Foi a 1ª vez que li esse blogue e portanto não percebi. Mas fiquei interessada em ler. My apologies.
De Observador a 9 de Novembro de 2010 às 20:55
Desculpará, Cosmopolita, mas tenho que lhe perguntar o motivo do meu "nick" aparecer no seu comentário.

Obrigado
De Cosmopolita a 10 de Novembro de 2010 às 15:09
Oh Observador, só você para me fazer rir!

Bom, uma desculpa pode ser porque você tem um nick universal que se aplica a torto e a direito.

A outra é porque, como já lhe disse uma vez, o Observador já é da casa.

Escolha o que lhe convém melhor ou o de que goste mais, porque são coisas diferentes, como sabe.
De Observador a 11 de Novembro de 2010 às 15:35
Sinto-me bem a observar, Cosmopolita. Daí que tenha escolhido o "nick" que uso no meu blogue.
Mas sinto-me da mesma forma muito bem por me dizer que já sou da casa.
Sinto-me privilegiado.

De Cosmopolita a 11 de Novembro de 2010 às 19:59
Observador, ao contrário de outras pessoas a quem não dou "cumbersa", o Observador é mesmo da casa e sempre bem vindo.

Apareça sempre, o privilégio é nosso.

De Citadina a 10 de Novembro de 2010 às 14:12
Apologies accepted.
De Ferónica a 10 de Novembro de 2010 às 09:03
É verdade, a mim tb me parace que dificilmente haverá um bem que lhe toque ou um erro que a salve. Mas o bem é o que é e os erros também. Vá-se lá saber ... Será a isto que chamam esperença?
De Citadina a 10 de Novembro de 2010 às 12:27
Ferónica,
É, é a isso que chamam esperança. Eu também a tenho, mas há dias em que acordo com a convicção profunda de que é vã.
Vá-se lá saber...
De Ferónica a 10 de Novembro de 2010 às 12:53
Deve ser por isso que uns dizem que quem espera desespera , e, outros que quem espera sempre alcança. A verdade tem sempre vários lados. Assim, há sempre um que nos convém. Embora saiba que os outros também têm razão, prefiro dizer que quem espera, sempre alcança. Convém-me melhor. Vá-se lá saber... porquê?
De Citadina a 10 de Novembro de 2010 às 16:00
Deve ser por haver partes da espécie humana que até são giras...
De Ferónica a 11 de Novembro de 2010 às 10:01
Embora não saiba exactamente os porquês do que melhor me convém, sei mais ou menos os "não porquês". E as partes giras da espécie humana, embora se me afigurem como uma tentadora e feliz justificação, são um não porquê. Até pode ser apenas por arrogância. Vá-se lá saber ... será?

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