Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Greve geral

À semelhança daqueles que reagem a qualquer "Queira Deus" com um "Amén", sempre que ouço um megafone na rua propagar a sigla "C-G-T-P", também tenho tendência, confesso, a cantarolar baixinho "uni-da-de sin-di-cal". Por isso percebo que se digam estas ladaínhas sem pensar muito nelas, repetindo-as como naturais heranças de costumes.

Acontece que os meus costumes, neste caso, são um bocadinho menos parvos que um dogma religioso, quanto mais não seja porque não se baseiam em dogmas.

Eu acredito que a união faz a força, mas isso não é "porque sim", é porque faz mesmo.

É importante fazer greve amanhã para demonstrar a máxima força possível contra estas políticas indecentes que querem impor à esmagadora maioria do povo português.

Viva a greve geral!

Buraco tapado por Citadina às 12:20
Link do post | Tapa também
13 comentários:
De Observador a 23 de Novembro de 2010 às 15:27
Diz a Citadina, e cito:
"É importante fazer greve amanhã para demonstrar a máxima força possível contra estas políticas indecentes que querem impor à esmagadora maioria do povo português."

Se a minha Amiga me convencer de que esta greve, mesmo apelidada de geral - que não será - vai resolver alguma coisa, fico convencido.

Cumprimentos pacíficos, sem tumultos nem gritos de alerta.

De Citadina a 24 de Novembro de 2010 às 12:14
Observador,
Infelizmente não há soluções milagrosas que resolvam tudo como que por magia.
Mas há, felizmente, formas de luta por um mundo melhor, por uma vida melhor, e há, também felizmente, o direito à expressão do descontentamento profundo dos mais fracos e vulneráveis que, não tendo o poder de decidir, têm, pelo menos, juntos, o poder de influenciar as decisões.
Mas é evidente que isso não se faz ficando de braços cruzados sem fazer nada, dizendo apenas que "as greves não resolvem nada..." Até porque não é verdade.
De Dantins a 23 de Novembro de 2010 às 16:43
Viva!!!

Porque é importante e necessário demonstrar o nosso descontentamento, amanhã também estarei de greve!!
De Citadina a 24 de Novembro de 2010 às 12:16
Dantins,
Parabéns pela sua decisão.
De andarilha estelar a 23 de Novembro de 2010 às 17:45
Sem dúvida que greve é um dos poucos instrumentos que uma classe trabalhadora tem para evidenciar seu descontentamento. Quando diversos setores sindicais se posicionam com unanimidade é óbvio que expressam, e tem força democrática para tal, o descontentamento geral.Aderir ou não é algo pessoal e intransferível. Mas com certeza esta escolha passa por algo mais do que pessoal. Ela passa por uma visão adquirida pelas informações disponíveis e estas são disponibilizadas pelo sistema. O que por si só já possui, intrinsecamente, compromissos com o mesmo Corroboram com a formação adquirida ao longo da vida ou da "vidinha" que se tem. Confesso que hoje fiquei longo tempo a escutar um programa chato só para ouvir a opinião de diversos seguimentos sobre a greve de amanhã. "Estupefei-me"! A ignorância tem cura? Eu cá comigo duvido um pouco! Até pensei em fazer um post sobre a parca noção que as pessoas possuem de sua soberania. Mas decidi não fazê-lo, afinal, quem sou eu para botar o meu "bedelho" em tal! Fiquei aqui no meu cantinho terceiromundista a chorar por dentro e a gargalhar por fora por não acreditar que o se estava a dizer podia ser considerado sério.Incoerências! E a me perguntar: Como é possível que alguém possa estar, constantemente, a pagar uma conta que não fez e ainda achar que deve fazê-lo por ser uma obrigação? Acrescido de argumentos mais estapafúrdios para justificar o não aderir a um movimento que de fato carrega em seu bojo mais que uma visibilidade individual política, mais que uma solução imediata, um grito de solidariedade àqueles que representam 99% de um povo cruelmente espoliado que são sempre os devedores para que os outros 1% possam continuar a ser o credor. E viva a escravidão consentida!
De andarilha estelar a 23 de Novembro de 2010 às 17:48
Sorry pelo erro de português acima: Onde se lê "Seguimento" leia-se SEGMENTO! Aff!!!!!
De Citadina a 24 de Novembro de 2010 às 12:24
Andarilha,
A ignorância tem cura, mas não é desinvestindo na educação e investindo na desinformação. Só que infelizmente é isso que acontece em Portugal (e em muitas outras partes do mundo).
As novas formas de escravidão, não recorrendo à força bruta, recorrem a outros tipos de força não menos prepotentes, pelo que não sei até que ponto são "consentidas". Os factos são que a liberdade está restringida e que a união faz a força para lutar contra esse estado de coisas.
De andarilha estelar a 24 de Novembro de 2010 às 13:08
Citadina,

Não creio que educação ou mesmo formação acadêmica tenha qualquer relação com a ignorância de que falo. Conheci pessoas analfabetas sem quaisquer vestígios de ignorância. Poderiam ignorar como se descodificar os símbolos da escrita mas tinham uma preciosa graça em descodificar os ditames da rigidez mental.
E sim, em todos os lugares do mundo encontramos o sistema incentivando a desinformação, incluso do conhecimento acadêmico. A ignorância da informação favorece a tirania e o domínio. Porem a forma mais torpe de dominar está no condicionamento, quase atávico, de um sistema que aferroa o livre pensar, que cerceia a criatividade e torna a mente aprisionada e rígida. E esta ignorância é que torna a escravidão consentida. E isto muito me lembra a história da caverna de Platão.
De Citadina a 25 de Novembro de 2010 às 14:01
Sim, há muitas formas de educação e de ignorância também. E de sabedoria, evidentemente. E, de facto, visto dessa forma mais lata, concordo que o próprio sistema protege e é cúmplice das novas formas de escravidão. Não há sistemas perfeitos, ou eu não conheço nenhum, mas há e haverá sempre formas eficazes de não consentir. Se depois as pessoas as utilizam, isso já é outra história. Tal como na Alegoria da Caverna.
De Cosmopolita a 24 de Novembro de 2010 às 22:05
Há muitos anos no início da minha carreira em Portugal, houve também uma greve geral. Os trabalhadores da empresa onde eu estava eram, na sua maioria, operários, muitos deles à beira da reforma, com ordenados de fome e com meses de salários em atraso. De todos os quadros superiores fui a única que faltei e foi-me descontado um dia de salário. Dos meus subordinados, operários descontentes e explorados, não faltou nem um...Pessoalmente acho que a influência de Salazar na mentalidade dos portugueses (Fátima, fado e futebol) vão perdurar ainda muitos anos. Para muita gente, infelizmente, a política está desligada da sua realidade. Esse facto aliado ao 4º poder, os media, é fatal. Só em regimes totalitários (seja da dita esquerda ou de direita, é que não há direito à greve. Viva a Greve Geral!
De Citadina a 25 de Novembro de 2010 às 14:06
Sim, é verdade que a união faz a força e que a falta dela permite aos déspotas reinar. A História está pejada de exemplos de uma coisa e de outra.
De Sport TV a 24 de Novembro de 2010 às 23:16
Vi na televisão que a greve geral registou grande adesão, segundo os sindicatos. Já o Governo desvaloriza os números, situando a adesão nos 18%. Mais uma vez as conclusões divergem.
De Citadina a 25 de Novembro de 2010 às 14:07
O costume. Se não fosse assim é que eu estranhava...

Comentar post

Dezembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
25
26
27

Posts por autora

Pesquisa no blog

Subscrever feeds

Outras ruas

Arquivo

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Tags

a vida dos outros(31)

açores e madeira(7)

ambiente e oceanos(21)

aniversários(19)

artes(6)

autarquias(12)

auto-recriações(24)

autores(7)

bem-estar(11)

blogs(73)

capitalismo(8)

catástrofes(4)

charlatonices(2)

cidadania(14)

ciências(3)

cinema(18)

citações(38)

clima(7)

condomínio(2)

curiosidades(26)

democracia(32)

desemprego(13)

desporto(22)

dilectos comentadores(5)

direitos humanos(11)

direitos liberdades e garantias(39)

e-mail e internet(6)

economia(27)

educação(8)

eleições(14)

emigração(5)

empresas(3)

estados de espírito(60)

europa(2)

eventos(33)

excertos da memória(24)

fascismo(9)

férias(25)

festividades(29)

fotografia(12)

gatos(10)

gestão do blog(15)

gourmet(3)

grandes tentações(11)

hipocrisia(3)

homens(6)

homofobia(17)

humanidade(8)

humor(24)

igualdade(20)

impostos(5)

infância(7)

insónia(6)

int(r)agável(25)

intimismos(38)

ivg(17)

justiça(17)

legislação(17)

lgbt(71)

liberdade de expressão(13)

língua portuguesa(7)

lisboa(27)

livros e literatura(21)

machismo(3)

mau gosto(8)

media(3)

mulheres(17)

música(35)

noite(5)

notícias(22)

óbitos(5)

países estrangeiros(19)

personalidades(9)

pesadelos(5)

petróleo(4)

poesia(9)

política(86)

política internacional(30)

por qué no te callas?(9)

portugal(31)

publicações(6)

publicidade(9)

quizes(8)

redes sociais virtuais(9)

reflexões(58)

religião(19)

saúde(6)

ser-se humano(15)

sexualidade(9)

sinais dos tempos(8)

sociedade(45)

sonhos(6)

televisão(23)

terrorismo(4)

trabalho(20)

transportes(7)

viagens(19)

vícios(13)

vida conjugal(17)

violência(4)

todas as tags

Quem nos cita