Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Em relação ao post anterior...

Alterei-o porque era mentira.

Não que eu defenda ou sequer pratique moralismos excessivos em relação à verdade, que para mim sempre foi gritantemente relativa, mas devo confessar que não me agradou ler e não me rever, agora, assim a frio.

De facto, "keep it simple" não é "o meu lema de sempre", como estava lá escrito. Nem sequer é o meu lema, porque eu não me lembro de ter lema nenhum em altura alguma da minha existência consciente por mais de dez minutos seguidos, portanto se o tive, foi na outra. "Quero mais papa e não gosto de brócolos", ou assim.

"Keep it simple" é apenas a forma como eu gostava que a minha vida fosse e mesmo assim numa concepção meramente teórica, como num filme de há uns aninhos do Joaquim Leitão chamado "Uma vida normal" em que paradoxalmente o actor no papel principal luta com desespero para ter uma vidinha menos complicada, mas cativa o espectador precisamente pelas suas acidentais e sedutoras aventuras. Aliás, provoca-lhe inveja. Ao espectador. Espectador esse que tem, em 99,99999999% dos casos uma vida tão desprovida de emoção que o que deseja mais ardentemente é introduzir-lhe uma certa entropia mas só se for com estilo. E se não se partir todo nem for obrigado a declarar falência. Enfim, querias! Como eu queria que a minha cabeça fosse tão simples como a minha vida, ou que a minha vida fosse tão excitante quanto a minha imaginação.

Tudo esclarecido?

Buraco tapado por Citadina às 12:40
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Keep it simple (v2.0)

Principalmente hoje.

Buraco tapado por Citadina às 18:22
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Ela por Ela na Feira do Livro

E-mail da Cosmopolita:

Minha amada, se calhar a A. merecia que se lhe fizesse referência no nosso blog, o que achas? É a única editora que, apesar do que isso significa em termos de perder dinheiro, só publica livros e trabalhos de mulheres ou dedicados a mulheres. E nem é sequer homossexual !!!!
 
Beijos
 
Tua Cosmopolita.


De: A.
Enviada: seg 28-05-2007 11:50
Para: Undisclosed-Recipient :;
Assunto: Ela por Ela na Feira do Livro

Feira do Livro de Lisboa
A Ela por Ela

na Tenda dos Pequenos Editores,
(tenda grande de plástico branco, no topo, do lado do Pavilhão dos Desportos)

 

Título
Autores

Preço de Feira

Diário de Eva

Mark Twain escreveu este relato da vida da nossa mãe Eva como uma carta de amor para a sua mulher.

5,60
Feminismo Ontem e Hoje

Três ensaios de Ana de Miguel Alvarez, estudiosa do feminismo, filósofa e professora de sociologia na Universidade da Corunha.

7,20
A Doce Lena

Selecção de contos de Gertrude Stein (EUA), Madga Donato (Espanha), Elizabeth Jolley (Austrália) e Chhaya Datar (Índia). Mulheres dos quatro cantos do mundo contam histórias que fazem sorrir e pensar

8,00
Direitos da Mulher e da Cidadã

textos fundadores do feminismo desde a Revolução Francesa e ao longo de 120 anos, de Olympe de Gouges, Mary Robinson, Elizabeth C. Stanton, Matilda J. Gage e Olive Schreiner

8,00
País das Areias

Contos de Isabelle Eberhardt, nómada e aventureira que se consumiu a transgredir as regras, escandalizando a sociedade colonial francesa

9,60
Mulheres de Desaparecidos

A jovem antropóloga Sónia Ferreira relata histórias de vida de quatro chilenas que continuam sem conhecer o destino dos maridos desaparecidos há 30 anos.

10,40

Género e Poder entre os Tsonga de Moçambique

A partir de um estudo num bairro de Maputo, a socioantropóloga

Ana Maria Loforte dá uma nova perspectiva para o entendimento da posição da mulher na sociedade

16,80

Espíritos Vivos, Tradições Modernas

Será que a possessão pelos espíritos existe? A socióloga Alcinda Honwana explica que ela é elemento essencial numa sociedade em que se interpenetram tradição e modernidade

17,60
Mulheres em Movimento

Alfreda Cruz, estudiosa da problemática dos géneros, e Maria Manuela Carvalho, activista do desenvolvimento local, juntaram-se para falar da misoginia nas representações da mulher, das dificuldades da paridade e dos factores que agem contra e a favor do desenvolvimento das mulheres. Prefácio de Helena Neves.

12,80
Bilhetes, por favor

D. H. Lawrence, Charles Perrault e Vishwapryia L. Iyengar: três autores de épocas distintas, muito diferentes entre si, partilhando um tema comum: a mulher e a maneira como ela lida com a adversidade, a prepotência, o obscurantismo

7,60
As Clandestinas

Ana Barradas expõe como, sem estas mulheres que actuavam na sombra, a oposição ao regime de Salazar não teria sido possível. Hoje esquecidas e ignoradas, elas deram o melhor de si à luta política.

12,00
Casa de Bonecas

Mestra na arte do conto, Katherine Mansfield denuncia a discriminação da mulher, ao mesmo tempo que descreve momentos de solidão, ciúme, doença e alienação nas relações maritais e familiares das suas personagens.

8,00
Canto de Todos

A tradução, prefácio e notas de António Jacinto Pascoal valorizam os belos versos de Violeta Parra, a cantora popular chilena

8,00
Espaços do Desejo

Luísa Coelho, professora de Literatura Portuguesa na Universidade de Brasília, surpreende-nos com narrativas eróticas.

9,60
Mulheres Imigrantes

Elsa Sertório e Filipa Pereira fizeram um inquérito sobre a vida e as expectativas das trabalha­doras estrangeiras em Portugal. Prefácio de He­loísa Perista

12,00
Monique

Idealizada por Luísa Coelho, esta é a resposta de Monique à carta de Alexis, o personagem criado pela célebre escritora francesa Marguerite Yourcenar na sua obra Alexis ou le Traité du Vain Combat.

9,60
Diário de uma Terapia

Ana de Sousa analisa a atitude perante a doença de uma mulher atingida por cancro da mama

9,60

As Mulheres na União Europeia. História, Trabalho e Emprego

Textos de académicas da Rede de Estudos Feministas sobre a condição feminina em países europeus e os desafios que se colocam à progressão do movimento social contra a desigualdade.

11,80
Comores, As Ilhas da Lua

Tudo é especial neste micro-Estado de pequenas ilhas perdidas no oceano Índico, entregue ao seu destino e desligado do mundo. Este relato de Ana Barradas de uma curta mas intensa estadia dá conta de toda essa complexidade

10,00
Mãe

Guy de Maupassant, Eça de Queiroz, Bertolt Brecht, Andrée Chedid, Rafael Barrett, Corrado Álvaro, Léon Bloy, Ivan Cankar: antologia de histórias surpreendentes sobre mães, todo o tipo de mães.

7,80

De Menina a Mulher. Rito de Iniciação Feminina

de Rosa Melo. Uma mulher handa que passou pelo ritual quando menina observou-o como companheira das suas contemporâneas e finalmente estudou-o como investigadora, constituindo esta obra uma parte da sua dissertação de doutoramento em antropologia. 261 pp., 22,00 €

17,60
Com Versos na Cozinha

de Maria José Estamenha e Marília Fernandes, prefácio de Maria de Lourdes Modesto. Receitas que representam vivências, nós e laços em lugares tão diferentes como Angola e Alentejo, evocando pessoas, ambientes, cheiros e sabores. 120 pp., 28,00 €

 
22,40

As Mulheres na União Europeia. Família, Cidadania e Migração

AAVV. As responsabilidades na família como empecilho à cidadania, a promoção da igualdade, a mobilidade das mulheres na Europa, a violência, a marginalização e as discriminações sobre as migrantes e refugiadas. 144 pp., 14,70 €

11,75
Amor Perfeito

AAVV. Sobre o amor, citações de autores famosos e fotografias artísticas. 48 pp., 13,50 €

 
10,80
Mulher Todos os Dias

AAVV. Poemas de mulheres famosas e ilustrações artísticas. 48 pp., 13,50 €

 
10,80
Em Nome do Pai

AAVV. Poemas e citações ilustrados com fotografias artísticas. 48 pp., 13,50 €

 
10,80
A Liberdade da Rebeldia

de May Beals. A autora introduz na sua ficção personagens de carácter forte, determinadas e rebeldes. 62 pp., 9,50 €

7,60
Agência de Assassinos

de Jack London. Trepidante história de aventuras e viagens com uma mensagem: o mundo tem de reconhecer que a justiça é uma responsabilidade colectiva. 206 pp., 15,00 €

12,00
Mulheres do Século XVIII

Investigadores de diversas áreas elaboraram ensaios sob este título genérico, em que exploram temas aliciantes e pouco visitados daquela época: O Belo Ideal, de Ana Duarte Rodrigues, 95 pp.; Os Retratos, de Bruno Marques, 104 pp.; Conventos de Freiras, de Filipe Costa, 71 pp.; Pintoras Portuguesas, de Luísa Capucho Arruda e Aline Gallasch Hall, 87 pp.; A Condessa do Vimieiro, de Raquel Bello Vázquez, 136 pp.; O Aborto, de Regina Marques, 110 pp. Cada exemplar a 8,50 €

6,80

As Mulheres na UE. Política, Igualdade, Cristianismo

AAVV. Este volume completa os dois anteriores sobre o mesmo tema. 140 pp., 14,70 €

11,75
Dicionário de Mulheres Rebeldes

de Ana Barradas. Mais de 700 biografadas revelam-nos vidas intensas de inconformismo, resistência e coragem. 150 fotografias, valorizadas com ilustrações de William Morris. 260 pp., 26,50 €

21,20
Professoras Desterradas

de Lourdes Baginha. Ao mesmo tempo mulheres, mães e esposas, estas professoras que são colocadas longe de suas casas relatam a vida difícil que são obrigadas a levar. 142 pp., 15,00 €

12,00
Contos de Terror

de Edgar Allan Poe. Mestre do macabro e obcecado pela morte, Poe escolheu-a como tema central de muitas das suas histórias. 119 pp., 14,90 €

11,90
No meio das trevas, sorrio à vida

AAVV. Pensamentos de mulheres famosas e ilustrações artísticas. 72 pp., 14,90 €

 
11,90
Conselhos às Meninas e às Senhoras

de Mark Twain. Com humor e verve inigualáveis, o autor desconstrói todo o discurso moralista e patriarcal da sua época, revelando-se um feminista avant la lettre. 72 pp., 9,50 €

 
7,60

 

Pronto, amor, aqui está. (Adorei aquela do "E [ela] não é sequer homossexual !!!!)
Buraco tapado por Citadina às 16:41
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Estão a ver o "deserto" ali ao fundo?

Ora reparem lá na imagem de topo deste blog: em primeiro plano vemos a parte superior do frontispício do Mosteiro de S. Vicente de Fora e a cúpula do Panteão Nacional. E lá ao fundo, na outra margem... o deserto!! Não é?! Pelo menos daqui não se vê ninguém! Acho que era a isto que o Ministro Mário Lino se referia. Só pode.
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Buraco tapado por Citadina às 16:05
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Tudo o que você sempre quis saber sobre o Zodíaco...

... mas ninguém ainda lhe tinha dito até agora!

 

Decerto já lhe "atiraram", em algum momento da sua vida, qualquer coisa como: “Ah, logo vi que eras Gémeos!”

Pois bem: esta pseudo-clarividência que alguns afirmam ter, espanta-me cada vez mais.

É do conhecimento comum que o Zodíaco é, grosso modo, uma representação da posição do Sol relativamente a várias constelações e planetas ao longo do ano, tal como o podemos observar da Terra.

Acontece que este conceito foi inventado há quatro mil anos e desde então a Terra sofreu um desvio do seu eixo e agora o Sol não atravessa doze mas sim treze constelações (do nosso ponto de vista, claro).

E "As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia." (Wikipédia).

Portanto, amig@ se pensa que sabe tudo sobre o zodíaco e os seus signos, deixe-me que lhe diga que até pode nem saber de que signo é! Para um refresh nos seus conceitos, consulte a tabela em baixo.



Fonte: Revista CRONOS, suplemento do jornal Público de 19 de Maio de 2007.


E então? Você é do signo de Ofiúco? Uma cobrinha? Veja pelo lado positivo: já ninguém pode achar que sabe tudo sobre si com base no seu signo.

Buraco tapado por Citadina às 16:55
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Who the fuck is Rosie O'Donnell??

 

What famous lesbian do you most closely resemble?
Your Result: Rosie O'Donnell
 

You're loud, brash, braizen and a little crazy. When it comes to your opinion you, you don't hold back. Life has been quite different since you came out of the closet and thank god, because you are a staunch defender of the gays!

Katherine Moennig
 
Ellen Degeneres
 
Portia Di Rossi
 
Jackie Warner
 
Tammy Lynn Michaels
 
K D Lang
 
Melissa Ethridge
 
What famous lesbian do you most closely resemble?
Make a Quiz

 

Via Lésbica: Simples ou Com Gelo?

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Buraco tapado por Citadina às 12:27
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Querido blogue (2),

Após meses de aturada exposição diária, há uma coisa que te posso garantir: a radiação de um ecrãn de PC não me faz ,nem de perto nem de longe, tão gira como a do sol.

Buraco tapado por Citadina às 14:47
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Querido blogue,

Apesar de não te ir pedir desculpa nem sequer justificar-me por esta ausência, confesso que já tinha saudades tuas. Isto independentemente de não ir permitir nunca que tomes conta da minha vida, como acontece a alguns desgraçados bloggers que, quando dão por isso, já estão profundamente envolvidos nas malhas da dependência e não conseguem afastar-se dos seus alter-egos sem passar por uma crise de identidade no mínimo, e nos piores casos, por uma depressão fortíssima.
Como sabes, tu és público, a minha vida é privada e o teu conteúdo uma obra de ficção inspirada umas vezes mais, outras menos e agora nada, na realidade. Portanto, dizia eu, não te vou dizer em que parte do mundo estive, se fui trabalhar ou não, se estou bronzeada ou continuo com a tonalidade esverdeada própria de quem não sai da cidade há demasiado tempo.

Informo-te apenas que voltei para preencher os teus vazios esburacados e para te encher de cor, se bem que este post seja a preto e branco. Estás contente?

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Buraco tapado por Citadina às 16:40
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