Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Yoga

Vídeos, histórias, prática, apologia, detrimento. Uma nova rubrica lúdica, sempre lúdica (porque aquilo dá imensa vontade de rir), por vezes sarcástica e quem sabe achincalhante (ma non troppo) da modalidade.

 

 

Buraco tapado por Citadina às 12:13
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Há tanto tempo que não actualizo a lista de links

Mas só de pensar no trabalhão que isso implica dá-me vontade de acabar com o blog.

E porquê sempre eu, tudo eu?

Buraco tapado por Citadina às 11:23
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

O Azinhaga da Cidade está no Twitter

Aqui.

Os "micro-posts" vão para lá, os links dos posts daqui também.

O Twitter servirá, além disso, para uma linkagem mais intensa de outros blogs. Lá colocaremos frequentemente links de posts "a não perder", na nossa opinião, à medida que os formos lendo.

Buraco tapado por Citadina às 12:54
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Lesboa

 

A Lesboa Party decidiu, ou assim parece, "saltar" por cima do habitual balanço da festa (de fim de ano) e já está a anunciar a edição de Carnaval.

Boas notícias. Ainda bem que conseguiram aguentar o rombo. E a grande vantagem dos erros é o que muito se aprende com eles.

Quanto ao "esquecido" balanço, em boa verdade ele já tinha sido feito, não lá, mas aqui, portanto agora é passar à frente.

As anteriores edições de Carnaval foram felizes, com destaque para a primeira. Como eu já referi aqui, é mais difícil manter a qualidade que criá-la. Criar qualidade gera expectativas e a gestão destas não é tarefa fácil. Será até, porventura, um desafio só ao alcance dos melhores. É o que desejo que sejam.

Buraco tapado por Citadina às 10:58
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Estou fodida com o meu PPR, mas porque é que eu acredito nos bancos?!

Eu já tinha obrigação de ter aprendido a vomitar automaticamente nos pés de quem profira a palavra "risco" na minha presença, especialmente quando a ouço dentro de uma dependência bancária.

Sempre que me meti a comprar acções fartei-me de perder dinheiro, mesmo tendo-o colocado nas mãos de "grandes especialistas" que ganham 25% ao ano na bolsa com a carteira deles, mas que para mim invariavelmente não conseguem ganhar um chavo.

Há três anos subscrevi um PPR com uma "componente accionista moderada" porque as rentabilidades esperadas eram fabulosas, que eu não me preocupasse que não me ia arrepender. Escusado será dizer que estou a perder dinheiro.

Consultei um conhecido que trabalha no sector financeiro sobre esta matéria que, escusado será dizer, se desatou a comportar como um oráculo desdenhoso da minha ignorância.

Oh pá, Cit, para já isso tecnicamente não devia ser possível, os PPRs por definição têm capital garantido, isso era já uma queixa para o Banco de Portugal, mas o que interessa é que tu estás a comprar risco em vez de reforma, pá, e isso não é o teu objectivo, ao que eu pensei E onde é que tu estavas, ó cabrão, quando eu fui subscrever aquela merda, nunca estão onde é preciso, estes filhos da puta, e depois é só mandar estas bocas de grandes entendidos. Mas pronto, o que é que eu faço agora? e o gajo Pá, eu, se queres que te diga, não aconselho PPR's (estava-se mesmo a ver), os seguros de reforma são produtos interessantes, têm capital garantido e como as seguradoras agora estão a precisar de liquidez, deve haver boas ofertas.

E então posso transferir o meu PPR para um desses seguros de reforma?

Não, pá, uma coisa é um PPR, e o que tu tens não é um PPR, isso nem se devia chamar assim, mas pronto, outra coisa é um seguro de reforma.

Então posso transferir "isto que tenho" para um seguro de reforma?

Não, porque isso é um PPR, logo não lhe podes mexer sem penalizações.

Mas... Então transfiro o meu PPR para outro PPR com capital garantido?

Não, pá, senão levas com a comissão de transferência, agora deixa estar, de qualquer forma o grosso da desvalorização já está feito.

Então suspendo o plano de reforços do meu PPR e subscrevo um desses seguros de reforma com capital garantido?

Eh pá, eu pessoalmente gosto sempre de comprar algum risco...

Então, mas o meu PPR tem risco...

Iá, pá, pois tem, mas esse não é o teu objectivo, tás  a ver, o teu objectivo é comprar reforma.

Não, pá, o meu objectivo é que as minhas poupanças se valorizem, independentemente do que eu estou a comprar!

Mas agora me lembro, Cit, tu não és economista?

Não, pá, eu não sou economista, louvada seja eu, eu tirei foi uma licenciatura em economia, mas foi numa dessas faculdades neo-ultra-liberais cujas teorias nos puseram onde estamos, portanto de que é que me serve o que eu aprendi lá?! Eu ao menos admito que não domino os desígnios da economia mundial e nem me ponho a adivinhar o futuro com ares de profeta omnisciente a falar aos pobres de espírito, tás a ver?

... Pois...

Pois o caralho, pensei eu, e despachei o grande iluminado de merda.

Buraco tapado por Citadina às 12:35
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Das dificuldades em deixar rasto electrónico

Eu andei numa escola secundária que já não existe.

E agora? Como faria - supondo que um dia destes acordava com essa estranha vontade - para reencontrar amigos e ex-colegas de escola no Hi5, no Facebook, no LinkedIn?

Como reconstruiria a minha história social, como reataria laços há muito quebrados pela divergência natural dos percursos individuais, como definiria um ponto de encontro?

Há uma espécie de buracos negros nas novas redes sociais. Voga neles quem não se consegue ligar ao seu passado.

Buraco tapado por Citadina às 15:14
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

À direita nada de novo, mas ao centro também não

Para o PS, (agora parece que já) é possível que os homossexuais possam constituir família, mas atenção, não uma família qualquer. Tem de ser uma família sem filhos.

Para o PS, os homossexuais continuam a ser inaptos para adoptar e, por conseguinte, educar crianças. Só por serem homossexuais são desclassificados a priori.

Por poderem desviar as crianças da sua orientação sexual "normal". Por poderem traumatizá-las. Por não poderem, estritamente dentro do casal, fazer os seus próprios filhos.

Os argumentos são vários e invariavelmente estúpidos.

Para chegar a esta conclusão basta pensar que a decisão de adoptar uma criança tem pelo menos tanto a ver com amor, generosidade, altruísmo, bondade, vontade e responsabilidade quanto a decisão de fazer um filho.

Eu diria mesmo que muitas, mas muitas vezes, tem ainda mais a ver.

E, convenhamos, esse é um excelente ponto de partida.

Poder-me-ão dizer que não basta querer, também é preciso poder. Mas então, terão de o dizer a todas as famílias, por muito convencionais que elas aparentem ser, e também a priori e com efeitos restritivos/impeditivos, porque essas famosas famílias "clássicas" são conhecidas por, muitas vezes, causarem profundos traumas às crianças, inclusivé de natureza sexual.

 

É sabido que as únicas famílias sem problemas são as que ainda não conhecemos bem.

Por isso, não é de esperar que uma família constituída por um casal do mesmo sexo e filhos por ele adoptados seja perfeita. No entanto, é isso que hipocritamente pedem aos homossexuais.

E esses, claro, só estão em condições de garantir, baseados nas inúmeras experiências e testemunhos que já é possível reunir por esse mundo fora, que ser filh@ de um casal homossexual não traumatiza, a priori, ninguém mais do que ser filho, simplesmente.

Nem "desvia" ninguém da sua orientação sexual inata, porque se o exemplo dos pais tivesse esse poder, eu, filha de pais heterossexuais, com uma irmã heterossexual, não seria homossexual, verdade?

A única coisa que traumatiza as crianças filhas de casais homossexuais não são os pais delas, não, são antes as pessoas que não descansam enquanto não as fizerem sentir-se mal por essa condição, são as pessoas que mesquinhamente as perseguem com dogmas de "normalidade", são aquelas pessoas que se julgam melhores que um homossexual só por serem heterossexuais. Essas sim, é que traumatizam as crianças.

Buraco tapado por Citadina às 18:40
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Acta da reunião da Assembleia Geral Ordinária do condomínio

Aos quinze dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e nove, pelas vinte horas e trinta minutos, teve lugar a reunião da Assembleia Geral Ordinária do condomínio.

Reunidos os coirões suficientes para se poder deliberar, foi declarado aberto o circo.

O ponto um da ordem de trabalhos, "aprovação do relatório e contas do exercício de dois mil e oito", demorou três horas e quarenta e sete minutos a ser esmiuçado, discutido até ao limite da paranóia, contestado com tiques autoritários e ameaças várias a todos os condóminos que não pagam as quotas há mais de seis meses, sendo nenhum deles estava presente, como é natural, para, por fim, o documento ser aprovado por unanimidade.

À meia-noite foi então possível passar ao ponto dois da ordem de trabalhos, "eleição da nova administração".

A empresa de gestão de condomínios, na esperança de conseguir conter a agressividade passiva que se fazia sentir na sala, tentou eleger-se a si própria, sem sucesso, que para aquelas bestas é melhor uma boa contenda que um mau acordo.

A eleição, acto que pressupõe a existência de candidatos por livre vontade, foi rapidamente transformada em nomeação pela força, calhando ao quinto andar, que era o que tinha menos tropas na sala para se defender.

Nesta altura, a administração cessante abandonou a sala, rindo-se e festejando.

Lá pela uma da manhã iniciou-se a "discussão e votação do orçamento para 2009", terceiro ponto da ordem de trabalhos, que foi aprovado por maioria com alguns votos contra alegando que o documento assentava em "futurologia delirante".

Estranhamente, quando se chegou ao quarto e último ponto, "discussão de outros assuntos de interesse comum", todo o fulgor argumentativo-conflituoso se tinha esgotado e ninguém falou, pelo que se deu por concluída a reunião.

Eram duas da manhã e o ódio cansa. 

Buraco tapado por Citadina às 15:04
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Mais uma corrente que morre às minhas implacáveis mãos

A WL do Capuccino desafiou-me para:

 

a) Escrever uma lista com 8 coisas que sonho fazer ou com as quais sonhe;
b) Convidar 8 bloguistas a responder ao mesmo;
c) Comentar no blog de quem partiu o desafio;
d) Comentar no blog de quem desafiamos;
e) Mencionar as regras.

 

Já tive oportunidade de lhe agradecer e dizer que as alíneas b) e d) estão fora de questão porque tenho alma de quebra-correntes, forjada à laia de muitos mails do género "Olá, eu sou a Mafalda e estou a morrer de cancro, ajuda-me depositanto 20€ na seguinte conta para financiar a minha viagem a Londres onde há um médico muito especial e só ele é que me pode salvar. Mais importante ainda, passa isto a todos os teus contactos.".

Hoje em dia não consigo ser racional sobre isto, chega ao pé de mim uma corrente e eu, pás!, quebro-a.

O que não quer dizer que eu não possa responder aos desafios, mesmo que não desafie mais ninguém.

Sendo assim, aqui vai, oito desejos, não é?

  • Nunca ter de viver sob nenhum género de ditadura, nem sequer a do proletariado;
  • Nunca viver em guerra nem consumida pelo medo;
  • Nunca ter acesso ou conviver com armas de fogo, pelo menos até ao dia em que precise de uma para me matar;
  • Saber sempre rir-me de mim própria como me rio dos outros;

 

(em quantos vai? OK, agora uma ou duas coisitas que sonho fazer. Ou três.)

  • Escrever um livro. Não, escrever vários livros muito bons, assim é que é;
  • Acordar um dia e descobrir que sei tocar piano muito melhor que a Maria João Pires;
  • Ser a cicerone do Eça de Queiróz na sua viagem ao futuro, explicar-lhe como andamos a foder isto tudo ainda mais que no tempo dele, mostrar-lhe os avanços da tecnologia "então não sabes conduzir um carro com mudanças automáticas, pá? Então vá, eu ensino-te.", "Atende o telemóvel, meu!", "Olha, aquele é que é o Sócrates.", etc., e discutir com ele como é que nós os dois vamos salvar a humanidade. 
  • E finalmente, como disse o Ricardo Reis, se não era isto era qualquer coisa do género, estou a citar de cor e a minha memória é o que se sabe, "aos deuses peço só que me concedam o nada lhes pedir.".
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Buraco tapado por Citadina às 15:04
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Casar com muçulmanos

Sem mais hipocrisias, eu até acho que entendo onde o Cardeal Patriarca de Lisboa queria chegar quando afirmou que casar com muçulmanos "é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam".

O que ele se esqueceu de dizer foi que não é preciso casar com um muçulmano para uma mulher ser maltratada. Basta casar com certos portugueses, a maioria deles mui católicos até.

Buraco tapado por Citadina às 16:36
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O clube politicamente incorrecto

"SER BENFIQUIIIIISTAAA, É..."... até ao momento, a única parte do hino que decorei, mas como foi uma coisa que me aconteceu pouco depois de os meus pais se terem mudado para Lisboa, quando eu tinha cinco anos, e da qual não tenho culpa nenhuma, nem eles, começo este post, para vos dar um enquadramento, a cantar aos altos berros, que é sempre sinal de atitude positiva perante a vida e essas coisas de auto-ajuda.

Eles, verdade seja dita, exerceram como puderam pressão e influência tentada para que não me desviasse do caminho do glorioso FCP, mas nesses idos anos '80 a vida era dura para um jovem casal com duas filhas, dependente dos rendimentos do seu trabalho e com um empréstimo à habitação a vencer juros na casa dos 30%, pelo que, nas poucas horas que estavam em casa, preocupavam-se em dar-me de comer e deixar-me ficar a pé até mais tarde se dava na televisão um filme mesmo giro como, por exemplo, o Pato com Laranja.

Ao fim de semana, quando havia mais tempo, então lá me tentavam dissuadir da minha triste opção sem nunca mencionar a expressão "clube do salazarismo" para que não ficasse traumatizada, que nesse tempo ainda se tinha cuidado com os palavrões que se diziam na presença das crianças.

Mas não valeu de nada. A influência constante de uns quantos ranhosos do bairro a quem eu chamava "amigos" definiu e cimentou o meu entusiasmo pelo clube encarnado, afecto que viria a pagar bem caro mais tarde, quando o começaram a instrumentalizar  para me ofender politicamente com motejos do género "O Benfica ganha os jogos hoje como os ganhava no tempo do Salazar.".

Hoje em dia não é possível ser do Benfica sem se ser conotado com o fascismo e isso é grosseiro e torpe como argumento, e desprezível como pseudo-facto.

O Benfica oferece assunto de chacota e indignidade regularmente, sem haver  por isso necessidade nenhuma de se recorrer a um argumento tão baixo.

Se hoje em dia, aos trinta e seis anos, não é aceitável que eu, como fazia na infância, dê um pontapé nos tomates (tendo-os) a quem me chame caixa-de-óculos, porque é que há-de ser admissível que alguém se atreva a pôr em causa as minhas convicções democráticas por eu ser do Benfica?

Como se eu pudesse simplesmente mudar de clube, nesta altura da vida. Como se eu fosse mudar, só porque vocês gostavam, ou porque um bimbo torcionário como o Salazar  favorecia o Benfica. Como se nenhum democrata gostasse da Amália (a fadista). Como se fosse normal alguém dizer à/ao companheira/o "olha, eu pensava que gostava de ti, mas descobri que és imperfeita/o portanto vou-me mudar para o 3º Frente.."

Se querem que vos diga, esse tipo de radicalismos generalistas assemelha-se demasiado a um resquício dos complexos recalcados de inferioridade, esses sim, próprios de certos ambientes de autoritarismo mesquinho. Cresçam, pá.

BENFIIIIIIICAAAAAAA!!!!!!

Buraco tapado por Citadina às 12:12
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Dicionário

Eu consulto muito o dicionário. Aliás, eu adoro consultar o dicionário. Vários dicionários. Pode parecer uma coisa chata, mas acreditem, é espectacular.

Normalmente, a premência da consulta instala-se quando me cruzo com palavras que conheço bem, mas não ao ínfimo detalhe. Isto não sucederá amiúde a quem não tenha o hábito de ler, mas a quem tenha e ainda por cima seja obsessivo-compulsivo, há que dizer com frontalidade, corre-se o risco.

Por exemplo: "neurótico". Toda a gente sabe o que significa neurótico, mas quantos de vocês, estimados leitores, podem afirmar que conhecem a fundo a classificação gramatical, etimologia, sinónimos e aplicações correctas da palavra?

Eu tive que ir ver se neurótico era mesmo o que eu pensava quando li um texto que mencionava "almoços neuróticos", mas no dicionário, e achei isto uma lacuna assinalável, não vem referência nenhuma ao meu ambiente profissional...

Buraco tapado por Citadina às 10:14
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Ah...

Esqueci-me de vos dizer que isto está(va?) fechado para balanço, foi? Pois é. Já não há respeito pelos nossos leitores. Uma vergonha, enfim.

Mas enquanto espero que anunciem aqui no escritório a que pontes tenho direito este ano, não me sinto motivada para nada. Há que assumir a minha faceta terra-a-terra de uma vez por todas.

O zelo profissional? É directamente proporcional ao montante do vencimento, ainda não estava bem claro, isso?

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Buraco tapado por Citadina às 16:01
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Um 2009 assim

É o que eu vos desejo. Com este espírito.

 

 

(via Os Tempos que Correm).

Buraco tapado por Citadina às 10:58
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Encerrar as festas

As festas terminaram com a pouco concorrida Lesboa Party Passagem de Ano 2008/09 Gold Edition 2.0.

Esta foi, porventura a melhor produção de sempre. Estava simplesmente impecável. Temos de exceptuar aqui a música, que, ao contrário do que é costume, não estava nada de especial. Mas de resto, impressionantemente bom!

Então porque é que a festa foi um fracasso, perguntam vocês? Eu só vejo uma hipótese: o preço dos bilhetes. Sinceramente, nós também não teríamos tido possibilidade de ir se não tivéssemos convites. As entradas eram, em duas palavras, demasiado caras. Poder-se-á sempre contra-argumentar dizendo que as nossas eram circunstâncias particulares, mas será mesmo? Terá sido 2008 um ano financeiramente mau só para mim e para a Cosmo? Sabemos que não. A conjuntura económica prejudicou as intenções de muita gente, tenho a certeza, e estou convencida de que a história teria sido outra se o custo fosse ao nível do que se praticou aqui (aliás, várias fontes nos disseram que a Maria Lisboa estava a abarrotar de gente na passagem de ano).

Assim, a organização da Lesboa deve ter tido um rombo financeiro maior que o do casco do Titanic.

Era possível ter feito uma produção daquelas sem cobrar tanto dinheiro à entrada? Claro que sim! A prova cabal é o facto de a festa se ter realizado. Contar com ovos tão dourados ainda dentro do ânus da galinha é que foi um risco muito mal calculado. Uns ovinhos de prata tinham atraído muito mais gente (ia dizer galinhas, sim, mas contive-me a tempo).

Agora (de novo) a sério, espero francamente que isso não comprometa a continuidade do evento, a Lesboa não merece morrer desta forma. Além dos aspectos relacionados com a viabilidade económica do evento, nunca é demais sublinhar a componente de serviço público ao universo LGBTQ português que a Lesboa tem e presta.

Quanto a quem lá esteve, usufruir de tudo aquilo sem muita azáfama e confusão não terá sido nada mau. Para nós foi óptimo, com o bónus de termos conhecido pessoalmente as simpáticas autoras dos blogs Estrelaminha, ViagemLes e Troca&Tintas.

Um Feliz Ano Novo a@s leitor@s do Azinhaga em particular e aos blogueiros deste país em geral!

Buraco tapado por Citadina às 11:04
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