Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Em relação ao post anterior...

Alterei-o porque era mentira.

Não que eu defenda ou sequer pratique moralismos excessivos em relação à verdade, que para mim sempre foi gritantemente relativa, mas devo confessar que não me agradou ler e não me rever, agora, assim a frio.

De facto, "keep it simple" não é "o meu lema de sempre", como estava lá escrito. Nem sequer é o meu lema, porque eu não me lembro de ter lema nenhum em altura alguma da minha existência consciente por mais de dez minutos seguidos, portanto se o tive, foi na outra. "Quero mais papa e não gosto de brócolos", ou assim.

"Keep it simple" é apenas a forma como eu gostava que a minha vida fosse e mesmo assim numa concepção meramente teórica, como num filme de há uns aninhos do Joaquim Leitão chamado "Uma vida normal" em que paradoxalmente o actor no papel principal luta com desespero para ter uma vidinha menos complicada, mas cativa o espectador precisamente pelas suas acidentais e sedutoras aventuras. Aliás, provoca-lhe inveja. Ao espectador. Espectador esse que tem, em 99,99999999% dos casos uma vida tão desprovida de emoção que o que deseja mais ardentemente é introduzir-lhe uma certa entropia mas só se for com estilo. E se não se partir todo nem for obrigado a declarar falência. Enfim, querias! Como eu queria que a minha cabeça fosse tão simples como a minha vida, ou que a minha vida fosse tão excitante quanto a minha imaginação.

Tudo esclarecido?

Buraco tapado por Citadina às 12:40
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5 comentários:
De viz a 31 de Maio de 2007 às 17:26
Sim, sim, sim!!!Yupi...pois, tudo é uma questão de entropia? Olha que eu prefiro o estado da ectropia,.
Os inputs positivos simplificam a cabeça e excitam a vida.
È tudo uma questão do ponto de vista, so...na ausência,multi-aplaudida, de lemas...deixo-te um make it simple and keep smiling

bjs sokrátikos -não sei quem!!!-

De Citadina a 1 de Junho de 2007 às 15:14
Obrigada Viz!
(Acho que estou a conhecer esse chapéu de qualquer lado...)
De Vds a 31 de Maio de 2007 às 20:41
"em relação à verdade, que para mim sempre foi gritantemente relativa" =) gostei muito desta parte... e achei fantastica a analogia com o filme* Não sabemos nunca o que procuramos... as vezes sentimos necessidade do que e simples outras vezes sentimo-nos entediados com o 1+1=2... nao há nada a fazer =)*
De Citadina a 1 de Junho de 2007 às 15:19
Pois é cara Vds... Eu costumo dizer que não é verdade que não se possa ter tudo na vida. Só não se consegue é ter tudo ao mesmo tempo!
De Cosmopolita a 4 de Junho de 2007 às 12:18
A verdade é de facto relativa, não para este ou aquele, mas sim para todos os seras humanos. Tem a ver com a forma como cada um de nós vivencia a realidade, seja ela emocional, política, etc.

Julgo que a razão porque fomos à lua, ao fundo do mar e temos satélites nos sítios mais distantes do Cosmos, tem a ver com o facto de o Homem ser por natureza um ser insatisfeito e sonhador, sempre à procura de ir mais além das suas possibilidades, de se ultrapassar a si próprio.

As "vidinhas" que levamos colidem frontalmente com estas características do ser humano. E é verdade que não se pode ter tudo, pelo menos ao mesmo tempo. Ou então arrisca-se e aceitam-se as consequências que daí advêem, sejam elas quais forem.

Resta-nos (me) a consolação, de, não podendo ter tudo ao mesmo tempo, poder pelo menos sonhar ou fantasiar com aquilo que gostaria de ter. E lutar por aquilo que vale a pena e que quero assumida e responsavelmente ter.

Quanto ao resto, deixemo-nos de tretas, a insatisfação, tal como a dúvida, não pode nem deve ser, na minha óptica, um objectivo em si mesmo, mas apenas um método para se concretizarem objectivos que vale a pena pretender atingir.

O resto é apenas...spleen!

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