Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Da série Aqui não abordamos actualidades, só as adaptamos ao cinema

Antropofagia económica - sinopse

Quando a gerência da pequena empresa - PME, como parece que é o termo técnico - sufocou entre as dívidas a fornecedores e os créditos a haver de clientes, ninguém se preocupou em ir avaliar o nível de produtividade dos empregados. Eram todos muito bons. O facto é que não havia fundos para pagar os salários em atraso nem os vindouros. Portanto no mundo real isso da produtividade não era garante de nada, só nos tratados de economia é que queriam fazer acreditar que sim. Em vez disso, foi-lhes rogado que tentassem compreender que se a Justiça não alcança a bolsa dos clientes devedores, o banco não se sente suficientemente garantido para financiar a gestão corrente. E que aquele dedicado patrão não era mais que um peão afastado do tabuleiro por todas as peças mais versáteis e poderosas. Parece que se chama a isso selecção natural na economia. A lei das empresas mais fortes e imunes ao vírus da legalidade.


Ficção desirmanada - uma história colegial

Prometeu que se conteria só para acalmar a outra, que decerto lhe partiria as trombas se aquele queixume não terminasse num ápice.

Tinha medo real, porque já na passada quarta-feira a outra lhe tinha aparecido desabrida, no rescaldo do que descreveu como a única alusão ofensiva às suas vestes que poderia ter originado a utilização abusiva de um martelo pneumático na destruição do sustentáculo de um andaime onde se deleitava o estafermo que proferira tais grosserias, pelo menos até ao momento em que teve de gritar de horror, antecipando o sofrimento que aquela queda de dez metros lhe iria causar à conta dos dentes estilhaçados no asfalto. Que Deus a perdoasse e o preto que se lixasse.

Conteve-se, não fosse hoje a vez dela e a probabilidade considerável de a polícia nunca chegar. Fez os deveres de Matemática e nem disse que não gostava. Depois foi para a sua cela, despiu o hábito coçado, ficando em cuecas e camisola interior. Contemplou as cicatrizes das pernas e ajoelhou-se para rezar sem convicção.

Buraco tapado por Citadina às 11:47
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