Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Mas pronto, e porque desejar não custa...

Primeiro sobre o ano que acabou: ainda bem. Estava a ver que não. É certo que fiquei mais velha, que admitamos, começa a ser uma merda, mas também fiquei mais sábia. São cada vez mais aquelas em que já não me voltam a apanhar. E sim, digo que dessas águas nunca mais beberei, que já me chegou a intoxicação das primeiras.
Fiz coisas consideradas vergonhosas, como sempre. Se conseguisse aprender alguma coisa verdadeiramente extraordinária sem as fazer juro que evitava, mas como não sou capaz... Dantes ainda tinha pruridos em admiti-lo, mas agora... estou a ficar mais velha, e como tal, cada vez menos preocupada com julgamentos morais. É um direito que me assiste.
Fui canalha, isso sim, fui mesmo. E como me arrependo de ter magoado quem menos merecia! Isso é o que mais me lixa, mas enfim...
De resto, dispensava bem a inundação que me fodeu o parquet de vez, os ataques de asma, o Benfica insistir em humilhar tão frequentemente os adeptos, o resultado das eleições presidenciais e o aumento das taxas de juro. Entre outras coisas, de certeza, mas agora não me estou a lembrar.
 
Para 2007 espero que o Bush também seja enforcado, que o Sim ganhe no referendo com participação de pelo menos 80% dos eleitores e derrota estrondosa do Não, que me possa casar em Portugal (que eu ainda não tenho direito), que a ICAR tenha a decência de se calar para sempre com a sua posição assassina no que respeita à (não) utilização do preservativo (pelo menos essa, para já não falar de outras), que os tsunamis e demais catástrofes naturais dêem tréguas aos desgraçados deste mundo, que quem desencadear guerras as tenha que combater na linha da frente, que se descubra uma vacina contra a SIDA e a cura para o cancro.
 
Espero ainda que um português ganhe o Lisboa-Dakar 2007, que os atletas portugueses, campeões de muitas modalidades, que não os futebolistas, se tornem mais admirados que estes, porque bem o merecem; e tenho a certeza que desejo muito mais coisas, mas agora também não me lembro.
 
Desejos privados não são para aqui chamados.
 

Ah, e só para terminar: Eddie, meu filho da puta, espero que já tenhas morrido de overdose. Não, espera, isso é rápido demais. Espero que tenhas morrido por teres tentado ganhar dinheiro sendo cobaia de experiências em métodos inovadores de tortura. Espero que as cabronas das tuas iguanas, que deixavas à solta na escada do prédio, te tenham arrancado os tomates. Espero que a tua aparelhagem de som te tenha rebentado no focinho em pleno reveillon para que os coitados dos teus vizinhos possam ter um ano de 2007 em paz e sossego. Espero que te tenham envenenado, caso ainda mantenhas aquele hábito tão engraçado de roubar toda a comida dos frigoríficos comuns das cozinhas das residências de estudantes onde resolves viver a tua existência parasita (enquanto não te expulsam). Por mim, tenho muito orgulho na minha contribuição exaustiva, através das denúncias bi-semanais à polícia, para o tamanho e diversidade do teu cadastro criminal. Lembrei-me de ti porque há mais quem sofra por esse mundo fora pelo triste facto de existirem vermes como tu.

Feliz 2007!

Buraco tapado por Citadina às 15:33
Link do post | Tapa também
2 comentários:
De Cosmopolita a 2 de Janeiro de 2007 às 18:19
Ser ou não ser um...serial killer ?
Por muito que as pessoas se espantem, é muito mais fácil tornarmo-nos assassinos de massas do que parece. Para tal basta ter determinado tipo de vizinhos e uma arma na mão!!!
Nos meus velhos tempos de estudante, quando vivia numa residência estudantil, só não assassinei a sangue frio vários colegas, porque não tinha processo de arranjar uma arma.
Percebi que não estava só, quando na altura, e a propósito desse estado de espírito, me deram a ler "A serpente" do Alexey Tolstoi . Há vizinhos que, simplesmente, nasceram para ser assassinados e de todas as mortes que nos possamos lembrar de lhes dar!!!
De Duca a 4 de Janeiro de 2007 às 12:34
Não conheço o Eddie, mas já lhe estou com uma raiva...

Comentar post

Dezembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
25
26
27

Posts por autora

Pesquisa no blog

Subscrever feeds

Outras ruas

Arquivo

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Tags

a vida dos outros(31)

açores e madeira(7)

ambiente e oceanos(21)

aniversários(19)

artes(6)

autarquias(12)

auto-recriações(24)

autores(7)

bem-estar(11)

blogs(73)

capitalismo(8)

catástrofes(4)

charlatonices(2)

cidadania(14)

ciências(3)

cinema(18)

citações(38)

clima(7)

condomínio(2)

curiosidades(26)

democracia(32)

desemprego(13)

desporto(22)

dilectos comentadores(5)

direitos humanos(11)

direitos liberdades e garantias(39)

e-mail e internet(6)

economia(27)

educação(8)

eleições(14)

emigração(5)

empresas(3)

estados de espírito(60)

europa(2)

eventos(33)

excertos da memória(24)

fascismo(9)

férias(25)

festividades(29)

fotografia(12)

gatos(10)

gestão do blog(15)

gourmet(3)

grandes tentações(11)

hipocrisia(3)

homens(6)

homofobia(17)

humanidade(8)

humor(24)

igualdade(20)

impostos(5)

infância(7)

insónia(6)

int(r)agável(25)

intimismos(38)

ivg(17)

justiça(17)

legislação(17)

lgbt(71)

liberdade de expressão(13)

língua portuguesa(7)

lisboa(27)

livros e literatura(21)

machismo(3)

mau gosto(8)

media(3)

mulheres(17)

música(35)

noite(5)

notícias(22)

óbitos(5)

países estrangeiros(19)

personalidades(9)

pesadelos(5)

petróleo(4)

poesia(9)

política(86)

política internacional(30)

por qué no te callas?(9)

portugal(31)

publicações(6)

publicidade(9)

quizes(8)

redes sociais virtuais(9)

reflexões(58)

religião(19)

saúde(6)

ser-se humano(15)

sexualidade(9)

sinais dos tempos(8)

sociedade(45)

sonhos(6)

televisão(23)

terrorismo(4)

trabalho(20)

transportes(7)

viagens(19)

vícios(13)

vida conjugal(17)

violência(4)

todas as tags

Quem nos cita