Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

O desafio das novas profissões

Não percebo por que razão está tanta gente contra o Ministro da Saúde. Eu, pessoalmente, acho-o bestialmente avant garde, um inovador incompreendido, assim a modos que um cubista, mas na área da saúde. O homem de uma só cajadada mata "n" coelhos: retira a angústia dos mais jovens terem a responsabilidade de garantir o futuro da Segurança Social ao poupar que se farta em pensões de velhice (os "idosos" morrem antes de chegarem aos hospitais ou em macas nos corredores); poupa milhões na construção de novos hospitais e na manutenção dos Serviços de Atendimento Permanente ao utilizar ambulâncias como pontos focais e estratégicos de cuidados intensivos, de maternidades, etc.; promove a oportunidade de acesso a novas profissões ao encorajar que sejam os bombeiros a fazer os partos (há nisto até algo de comoventemente comunista na defesa dos trabalhadores menos bafejados pela sorte). Com um bocadinho mais de compreensão da nossa parte até se poderiam eliminar as faculdades de Medicina e os médicos. Bastava agarrar em bombeiros voluntários, dar-lhes cursos acelerados e devidamente homologados e encher o País de ambulâncias. Estava o problema resolvido.
Ai se os outros países da União Europeia descobrem esta mina de ouro de ideias geniais, o homem ainda vai substituir o Durão Barroso em Bruxelas!

Buraco tapado por Cosmopolita às 12:16
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3 comentários:
De barbara a 15 de Janeiro de 2008 às 12:06
Cheira-me a ironia... ok, pergunta de emigrante: que decisão foi essa? Vá, diz lá que eu estou pronta para uma boa gargalhada. ;D Beijinhos do fim do mundo.
De Cosmopolita a 23 de Janeiro de 2008 às 13:27
Querida Bárbara, que prazer em ler-te!

Cheira-te, e bem, a uma ironia profundamente cáustica. Este governo, pela mão do seu Ministro da Saúde, já fechou "n" maternidades, SAP (serviços de atendimento permanente), urgências de hospitais, etc.

Como resultado disso, há pessoas, sobretudo os mais velhos) que morrem a caminho/nas urgências, mulheres que parem em helicópteros, ambulâncias ou, na melhor das hipóteses, nas maternidades de Espanha. Salvo estas últimas, as outras são assistidas por bombeiros...

E este descalabro é assim na saúde, educação, enfim, em todos os sectores em que o Estado devia ser o responsável e garante da qualidade destes serviços sociais essenciais.

E como podes imaginar, neste país de cada vez mais pobres, quem se lixa é o "povo" (leia-se mexilhão)!
De Duca a 15 de Janeiro de 2008 às 12:20
Sem dúvida uma autoridade (sumidade) em saúde ...

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