Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Voto a Deus

A expressão é de uma estética inabalável. Remete-nos inexoravelmente para o obscurantismo medieval se pensarmos muito nela, é certo, mas por isso mesmo soa-me a insulto sofisticado. É como dizer: por mim ardias numa fogueira.

É uma teoria que aparenta ser corroborada por especialistas de época, como os inefáveis Íñigo  Balboa y Aguirre e seu amo, o Capitão Alatriste.
 
Buraco tapado por Citadina às 11:10
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4 comentários:
De -pirata-vermelho- a 11 de Fevereiro de 2008 às 13:58
Nunca pensei, com'os miúdos, se gostava de ser outro. Um buraco na minha cultura, decerto...
mas! sempre me pareceu que gostaria de me ter chamado Alatriste. Dá-se conta da carga formidável de um nome destes?
Mutatis mutandis, já o nome da 'campiona' de acrobacia em voo, Alajouanine (http://www.patrouilles.info/index.php?option=com_content&task=view&id=92&Itemid=27 inesperadamente, comum mãe de família française!) me fascinava; aqui, claro, com conotações de enternecimento/tesão (não pergunte porquê; sabe bem que não sou homem de mninas de capa de revista; é um enigma...).
Creio que os nomes 'A la...' contém uma subliminar carga votiva, como se fossem 'fataawa'. São grandiosos nas suas conotações, quer de tragédia épica, quer de transtorno d'alcova, como nestes casos.
O qu'é que acha?
De Citadina a 11 de Fevereiro de 2008 às 15:08
Concordo plenamente, caro amigo, e não me surpreende que um homem com o seu bom gosto possa desejar ter-se chamado Alatriste.
É de facto um nome pungente, trágico, enigmático, recto, como, neste caso, quem o carregou.
Diego Alatriste, capitão do Terço de Cartagena, despromovido a cabo por alegadas ofensas a um superior, que terminaram com o ventre desse trespassado por um ferro, herói da guerra santa na Flandres ao serviço de Sua Majestade o mais anormal dos Filipes, é uma lenda que ficará na história, por muito rasurados que sejam os seus retratos nas telas de Velásquez.
Voto a Deus que se conservem, tanto as telas como as lendas (sem ironia, apenas com o conforto de saber que nada disto depende de Deus).
De -pirata-vermelho- a 11 de Fevereiro de 2008 às 18:03
Quem a imginaria, a si, citadina, sabedora da honra e da galhardia no campo de batalha!?...
De Citadina a 11 de Fevereiro de 2008 às 18:12
É... Quem diria?

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