Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Se corre o bicho pega, se fica o bicho come

Expliquem-me (outra vez) como se eu fosse muito burra.

Portugal é um dos países europeus que leva mais tempo a pagar as facturas e o Estado, nesse capítulo, é o pior dos portugueses.

Mas o Estado português quer que os desempregados ajudem a resolver a crise do desemprego embarcando em projectos a solo que automaticamente os removam das incómodas estatísticas.

Isto na prática significa que o Estado quer que alguém, que está em muito maus lençóis, faça um truque de magia para fazer nascer o montante necessário ao arranque de um negócio ou que, numa outra opção ainda mais parva, se ponha a pedir dinheiro emprestado para o tal projecto e ainda fique em piores lençóis, não é?

Não!, diz o Estado, porque o retorno do investimento vai resolver o problema do endividamento e incrementar a prosperidade!

Mas... Espera lá. Se um negócio implica vender alguma coisa a alguém e esse alguém (que são os portugueses todos, a começar pelo Estado) não pagam a tempo de se cumprir as prestações dos empréstimos contraídos para fazer o investimento no negócio, de que merda - literalmente - de retorno é que eles estão a falar?!

Buraco tapado por Citadina às 16:57
Link do post | Tapa também
20 comentários:
De Anónimo a 22 de Maio de 2008 às 00:34
Nas orações subordinadas condicionais a vírgula indica a inversão entre a subordinada e a sua subordinante.
"Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come."
De Citadina a 23 de Maio de 2008 às 13:15
É pá, não sabia! Muitíssimo obrigada!!
Sabe, Anónimo, foram muitas telenovelas brasileiras na minha juventude que fizeram de mim esta pobre de espírito... O que é que se há-de fazer?...
Mas enfim, sobre o título já disse de sua justiça. E disse muito bem. No entanto - não me leve a mal - não vou mudá-lo porque... bem, na verdade é porque não me apetece, mas o seu contributo fica registado com o meu apreço.

E sobre o texto? Nada? Não o/a toca tão fundo como um bom erro de sintaxe, pois não? Eu compreendo.
Confesso que estava à espera que a polémica se desse mais abaixo, mas pronto, se calhar é porque a minha lógica, ao contrário dos meus méritos gramaticais, é inabalável.

Volte sempre e desde já perdoe-me se eu para a próxima não o cumprimentar com a devida vénia, sendo que, se for o caso, isso se deverá apenas à infelicidade de o confundir com outro Anónimo qualquer, um desses desgraçados que vêm aqui com o desprezível objectivo de comentar os assuntos abordados em vez de se portarem como gente grande e andarem à procura das falhazinhas estruturais nos títulos dos posts.
De nnannarella a 23 de Maio de 2008 às 23:26
Acho sempre os teus raciocínios brilhantes e claros como a água de uma nascente do Gerês, se é que ainda existem e não se extinguiram como o azevinho...
Acho também que não deve ser por acaso que nesses "altos cargos", os "cérebros" não pensem nem falem assim. É realmente assustador pensar que os poderes nos tentam manipular constantemente com dados viciados. Beijo-fan!:)
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 11:03
É, Nnanna, cada um escolhe a porcaria em que gosta de chafurdar. Para mim a prática política é demasiado suja e eu falo com conhecimento de causa. Quero dizer com isto que a prática é tão pervertida que, depois de concretizada nem remotamente se assemelha à construção teórica (política).
Como disse: eu experimentei, sei do que falo. É preciso ter estomago para consumir aquele nível de pornografia e eu não tenho. Conservo apenas o espírito crítico e as amarras às convições, esses sim, essenciais.
Mas como muito bem disseste, nos "altos cargos" não há lugar para gente que insista em determinados princípios. É uma escolha que se faz.
Fã (tua) sou eu.
Beijo enorme.

De realidade de um sonho a 24 de Maio de 2008 às 19:28
Concordo com tudo.... E ainda pergunto onde vão parar as empresas (pequenas e médias) que ainda existem??
Eu faço parte dos pequenos empresários e futuros... empresarios falidos!
BOM FIM DE SEMANA
BJ

PS gostei do cantinho!
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 11:13
Realidade de um sonho,
Obrigada pela visita, volte sempre.
Desejo-lhe que consiga fugir ao triste destino da maioria das micro e pequenas empresas deste país e tenha muito sucesso no seu negócio (ou pelo menos o suficiente para que ele sobreviva e perdure sem demasiados sobressaltos).
De DD a 24 de Maio de 2008 às 22:54
Toda agente anda influenciada por uma Comunicação Social que só diz mal de Portugal. Há mesmo uma censura férrea da parte de patrões, directores, etc. que obrigam os jornalistas só a dizer mal.
Os bloguistas apanham o tique e só sabem dizer mal e queixar-se de tudo e de todos.
Pensa toda a gente que assim vai resolver algum problema. Não, vai tudo piorar.
Um blog que não diga mal da Pátria nunca é destacado, mesmo que contenha contos de bastante valor e histórias inéditas e revele assuntos de natureza cultural muito profunda.
Pode-se escrever muito sobre os avanços da técnica que nada é destacado porque não se está em guerra contra a Pátria; não se diz que a Pátria Portuguesa é o último país nesta e naquela estatística.
Tenho NOJO e estou FARTO desta repetição contínua do dizer mal da Pátria. Pázinhos, repetir que em Portugal ninguém paga, etc., etc. não tem valor, pois isso vem nos jornais gratuitos como o "Metro", "Destak" e "Global", os únicos que leio pois não dou dinheiro a quem diz mal da Pátria.
Este blog é mais um que repete e copia o dizer mal de Portugal.
De carolapensadora a 24 de Maio de 2008 às 23:59
Estou de acordo com o princípio. Existe um ditado que se aplica aqui: "mais vale acender uma vela, do que queixar-se que está escuro".
Venham lá as sugestões.....
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 11:57
Carolapensadora,
Sugestões? Aqui vai:
Reforma (séria e corajosa) da Justiça. Fim da impunidade para quem se aproveita de um sistema judicial moribundo para não cumprir os compromissos que assume.
Agilização dos recursos públicos através da simplificação, informatização e desburocratização (sim, concordo com o conceito do Simplex, só é pena que os resultados não se estejam a reflectir positivamente na economia, mas eu continuo com esperança).
Criação de novas instâncias especializadas neste tipo de problema com poder arbitral para resolver com rapidez e eficácia as contendas.
Cruzamento da informação de forma cada vez mais eficiente ao nível do fisco com o intuito de desencorajar as práticas de mau pagador. É claro que isso tem de começar pelo Estado. O Estado, como é O PIOR pagador, tem de dar uma volta de 180º no exemplo que está a dar. É disso que se fala no post. Porquê? Porque é a realidade em que vivemos.
De DD a 26 de Maio de 2008 às 19:53
Gostei do ditado. Ficou como um "meme" na mente, obrigado.
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 11:40
Ora, ora, DD. Descubra lá as diferenças entre Portugal - o país - e as políticas governativas vigentes em Portugal. Vá lá, sabe muito bem que são coisas diferentes.
Se tenho espírito crítico é exactamente porque gosto do meu país e quero que ele melhore. E porque o tempo de "comer e calar" já acabou, felizmente.
Vejo pelo seu perfil que também é um homem político. Agora diga-me: só diz mal quando o seu partido está na oposição? Só diz bem (ou se abstém) quando o seu partido está no governo?
Sabe, a crítica é um instrumento essencial da Evolução.
Quer "ouvir-me" dizer bem de Portugal? Então leia este blog com mais atenção. É um convite.
E quanto a repetir que em Portugal ninguém paga, vá lá: abra bem os olhos e diga lá onde é que isso está escrito no meu post. Também é um convite. Porque o que o post denuncia é algo potencilamente mais grave, pelas falsas expectativas que gera: o que o post diz é que em Portugal, em média, ninguém paga a tempo. Em tempo útil, percebe? Sabe como funcionam os mercados? Consegue apreender a importância das expectativas na economia? Essa importância dava (e já deu!) vários tratados. Este estado de coisas não se coaduna com uma economia saudável e prosperante. O objectivo de chamar a atenção para este grave problema, meu caro, não é praticar a má-língua, como parece estar convencido. É dizer que isto tem de mudar, pelo bem dos portugueses e de Portugal. Serve-lhe, como amor (adulto e consciente) à pátria?
De DD a 26 de Maio de 2008 às 19:47
Portugal teve muitas vezes na sua história bons governantes desde D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. João I, D. João II, D. Manuel, Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo, Emídio Navarro, Afonso Costa e....? - só após umas décadas é que sabe se foram bons ou maus. Muita obra fizeram os primeiros liberais; mas para um país contemplativo que dizia mal dos governantes, pois nunca se fez nada em cima da hora; levámos 86 anos para chegar à Índia; os caminhos de ferro foram vilipendiados como inúteis até pelo Oliveira Martins em "Portugal Contemporâneo". Por causa do dizer mal, a sociedade civil ficou eternamente à espera do outro governo, o que faça, mas não se sabe bem o quê. Este nunca presta. E no PSD, o presidente do momento também nunca presta, há sempre um outro para vir. Actualmente estão em curso importantes reformas e entrou-se com vigor num novo campo energético e industrial, o das energias renováveis, com dezenas de fábricas a trabalhar e já a exportar. Mas a obra já leva dez anos e é cada vez mais premente. Eu fiz parte de uma Junta de Freguesia durante décadas que ajudou a resolver o problema social mais importante de Lisboa. Participei no levantamento estatístico e no registo das populações de gigantescos bairros de barracas, sendo que alguns eram tão sórdidos que uma pessoa perdia os sentidos ao entrar neles. Hoje, não existem. Mas, na campanha eleitoral a seguir levei tareia de toda a gente. Os burgueses diziam que andávamos a dar casas aos ciganos e pretos - sim há muito racismo na burguesia portuguesa - e os pobres queixavam-se que tinham de pagar rendas em função dos seus rendimentos, pelo que havia casais com reforma mínimas que pagavam 10 Euros por mês e outros que, por ganância, disseram que viviam com filhos e noras, todos a trabalhar, o que dava uma soma avultada, pelo que passaram a pagar rendas avultadas pelas casas maiores com cinco assoalhadas. Além disso não podiam roubar a electricidade dos candeeiros e registaram-se dois mortos na tarefa de fazer as ligações. Tive um grande orgulho, apesar de não ser minha obra, quando a UE concedeu o prémio europeu de arquitectura social aos prédios de realojamento da minha freguesia, em 1999. Os arquitectos foram uma alemã e o marido português, acompanhei-os quando a televisão alemã fez uma reportagem sobre o fim das barracas em Lisboa. Das televisões portuguesas nem uma palavra, só os protestos quando o João Soares entregava as chaves de uma série de casas sem que estivesse tudo feito; havia pessoas ainda não contempladas que chegaram a bater no João Soares.. O resultado foi que perdemos as eleições para o Santana Lopes, cuja primeira medida foi mandar parar a construção de um bairro de realojamento perto do Aqueduto Duarte Pacheco porque estragava a paisagem. Santana preferia as barracas a casas decentes para os mais pobres, ou antes, ele não queria um bairro de realojamento à vista de toda a gente; queria tudo escondido para evitar que digam bem do PS.
João Soares foi o presidente da CML que mais realojamento promoveu e foi o director do projecto Casal Ventoso que acabou com as casas degradadas da droga. Santana disse que ia fazer imenso nos prédios velhos de Lisboa que tinham senhorio, o qual podia melhorar o seu património com a ajuda do projecto Recria, mas a maior parte não queria porque esperava que a CML construísse casas para os seus inquilinos e eles deitavam aquilo abaixo para especularem com o terreno ou com novos apartamentos. Se visse o ódio dos habitantes de Telheiras aos edifícios amarelos de realojamento, junto ao ex-Carrefour. Era espantoso. Uma vez fui com o João Soares a uma escola em Telheiras fazer uma sessão e levámos tareia, até me partiram os óculos, porque as pessoas queriam que a CML impedisse os filhos das pessoas que trabalham em Telheiras de frequentar a escola. Não queriam que os pretitos e branquitos filhos de empregadas domésticos ou de restaurantes conspurcassem com a sua presença a imaculada brancura dos habitantes de Telheiras. Lisboa sem barracas é uma cidade europeia e na minha freguesia contribui também para que fossem requalificadas importantes áreas verdes que foram concretizadas depois e que hoje dão grande prazer a miúdos e graúdos praticantes de desportos, e não só.
De Citadina a 28 de Maio de 2008 às 18:25
DD,
Eu compreendo perfeitamente o seu ponto de vista e tem razão em muitas coisas que diz, só não tem quando pretende "colar" este post a uma imagem de má-língua gratuita, porque não tem rigorosamente nada a ver.
Eu também lhe podia falar de muitas coisas que fiz (e faço) para que constatasse que eu não sou um parasita da sociedade, mas não quero maçá-lo.
Volte sempre, é muito bem-vindo.
De J.C. a 24 de Maio de 2008 às 23:42
mais um caso para os ficheiros secretos ...
a questão principal é quanto tempo mais vamos andar a pensar em nós individualmente ...

nenhum homem sózinho fez uma revolução ... e não me venham falar do gandhi.


jmack
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 12:08
jmack,
"Pensar em nós individualmente"? Desculpe, mas não percebo como é que isso se enquadra no assunto tratado.
Concordo, no entanto, que "nenhum homem sozinho fez uma revolução". Foi necessária sempre a ajuda de pelo menos uma mulher.
Obrigada pela visita.
De J.C. a 26 de Maio de 2008 às 12:33
ahhh ... então este é um " desses " blogs ! ( brincadeira )

pensar em nós individualmente no sentido " enquanto eu estiver bem os outros que se lixem que me interessa a mim que as coisas estejam mal para muita gente se para mim não estão ) ... é mais ou menos isto, enquanto assim for continua tudo na mesma. Digo eu sei lá ...

abraço

jmack
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 12:43
Errr... Pois é, lá me traiu a conversa outra vez, este é um DESSES blogs...

De carolapensadora a 24 de Maio de 2008 às 23:51
A lei para resolver a questão até já existe!(?)
Consiste na "aplicação de juros de mora" pelo atrazo.
Mas todos têm medo de os exigir, porque afinal de contas ninguém gosta de chatear o cliente (não vá este fugir...).
Assim, existindo alguma cumplicidade, porque nos queixa-mos?
De DD a 25 de Maio de 2008 às 22:57
Eu trabalhei muitos anos numa grande empresa farmacêutica americana como chefe de compras e sei quais as astronómicas margens de lucros dos medicamentos. A maior factura das dívidas do Estado são para os medicamentos e sabe-se que muitas farmácias enganaram o Estado em milhões de euros, pelo que tem tudo de ser bem visto antes de ser pago.
Não tenham pena das multinacionais farmacêuticas e outras, ganham que se farta.
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 12:17
DD,
Ora agora é que você falou bem!
Mas não se preocupe, aqui ninguém tem pena das grandes multinacionais (farmacêuticas ou outras) aliás, o post sugere exactamente o contrário, visto que são essas grandes multinacionais que subvertem os compromissos que assumem, aproveitando-se da lentidão e ineficiência da justiça e do poder negocial que lhes dá a dimensão para pagarem tarde e más horas e esmagarem as margens e a solvabilidade das empresas mais pequenas.

Comentar post

Dezembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
25
26
27

Posts por autora

Pesquisa no blog

Subscrever feeds

Outras ruas

Arquivo

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Tags

a vida dos outros(31)

açores e madeira(7)

ambiente e oceanos(21)

aniversários(19)

artes(6)

autarquias(12)

auto-recriações(24)

autores(7)

bem-estar(11)

blogs(73)

capitalismo(8)

catástrofes(4)

charlatonices(2)

cidadania(14)

ciências(3)

cinema(18)

citações(38)

clima(7)

condomínio(2)

curiosidades(26)

democracia(32)

desemprego(13)

desporto(22)

dilectos comentadores(5)

direitos humanos(11)

direitos liberdades e garantias(39)

e-mail e internet(6)

economia(27)

educação(8)

eleições(14)

emigração(5)

empresas(3)

estados de espírito(60)

europa(2)

eventos(33)

excertos da memória(24)

fascismo(9)

férias(25)

festividades(29)

fotografia(12)

gatos(10)

gestão do blog(15)

gourmet(3)

grandes tentações(11)

hipocrisia(3)

homens(6)

homofobia(17)

humanidade(8)

humor(24)

igualdade(20)

impostos(5)

infância(7)

insónia(6)

int(r)agável(25)

intimismos(38)

ivg(17)

justiça(17)

legislação(17)

lgbt(71)

liberdade de expressão(13)

língua portuguesa(7)

lisboa(27)

livros e literatura(21)

machismo(3)

mau gosto(8)

media(3)

mulheres(17)

música(35)

noite(5)

notícias(22)

óbitos(5)

países estrangeiros(19)

personalidades(9)

pesadelos(5)

petróleo(4)

poesia(9)

política(86)

política internacional(30)

por qué no te callas?(9)

portugal(31)

publicações(6)

publicidade(9)

quizes(8)

redes sociais virtuais(9)

reflexões(58)

religião(19)

saúde(6)

ser-se humano(15)

sexualidade(9)

sinais dos tempos(8)

sociedade(45)

sonhos(6)

televisão(23)

terrorismo(4)

trabalho(20)

transportes(7)

viagens(19)

vícios(13)

vida conjugal(17)

violência(4)

todas as tags

Quem nos cita