Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

É tão giro andar de Metro #1

Uma proletária urbana, sentada à minha frente, não gostou de um dos meus acessos de  expontaneidade infantil e, perdendo a paciência, interpelou-me da seguinte forma:

"Ouça lá, mas de é que se está para aí a rir?!"

"Não posso dizer."

"Ai, ai, se a parvoíce pagasse imposto!..."

"Ouça, não vale a pena insultar porque eu não me estou a rir de si, OK?"

"Ah não, então está-se a rir de quê?!"

"Só porque eu não tenho razões aparentes para estar morta de riso, isso não implica que o motivo da piada seja a senhora. Já lhe ocorreu que eu posso ser simplesmente maluca?"

"Ai isso é de certeza!"

"Pronto, e os malucos riem-se sozinhos, não é?"

"Parva!" [entredentes]

Conclusão: é muito mal visto, nos dias de hoje, rir sozinha dentro de uma carruagem de Metro (e cantar em voz alta sem estar a pedir trocos deve cair na mesma categoria).

É certo que ser maluca sempre foi mal visto, embora eu ache que a loucura está muito subvalorizada. Mas rir?...

Buraco tapado por Citadina às 12:17
Link do post | Tapa também
7 comentários:
De Rita a 5 de Junho de 2008 às 18:51
Desculpa, mas estavas a rir de quê? Sou tão curiosa quanto a senhora (e ingénua o suficiente para acreditar que não era dela!)...
De Citadina a 6 de Junho de 2008 às 10:56
Sabes aquelas cenas hilariantes e inesquecíveis que acontecem na tua vida?
Pronto, veio-me uma dessas à cabeça e deu-me uma vontade de rir incontrolável, e quanto mais eu me tentava controlar e parecer "normal", mais vontade de rir me dava.
Às tantas, a mulher passou-se, sei lá, já devia ir mal disposta!
Mas não me estava a rir dela, nem por sombras!
De A metade a 5 de Junho de 2008 às 19:43
Se estivesses a chorar não se metia contigo! Bem feita!
De Citadina a 6 de Junho de 2008 às 11:00
Exacto, se eu estivesse a chorar provavelmente sentir-se-ia muito satisfeita por comprovar que afinal há justiça no mundo!
Misery loves company...
De A METADE a 6 de Junho de 2008 às 12:57
A resposta foi curta de propósito, mas a parte mais séria é que afecta/irrita mais ver alguém rir do que ver alguém chorar. Normalmente fingem que não vêem e ainda se questionam porque é que raio o fulano ou fulana o fazem em privado...Não podem ser pobrezinhos, tristes e miseráveis num canto onde não incomodam as outras pessoas...
O grau de indiferença à miséria é por vezes assustador. Deve ser mesmo egoismo.
Mudou a maré!
De Citadina a 6 de Junho de 2008 às 17:32
Exactly my point.
De via a 24 de Junho de 2008 às 09:32
Lembrar-me de uma cena cómica, sim, agora nã me dá assim...sorriso mas no meio da indiferença generalizada as trocas são estimulantes.

Comentar post

Dezembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
25
26
27

Posts por autora

Pesquisa no blog

Subscrever feeds

Outras ruas

Arquivo

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Tags

a vida dos outros(31)

açores e madeira(7)

ambiente e oceanos(21)

aniversários(19)

artes(6)

autarquias(12)

auto-recriações(24)

autores(7)

bem-estar(11)

blogs(73)

capitalismo(8)

catástrofes(4)

charlatonices(2)

cidadania(14)

ciências(3)

cinema(18)

citações(38)

clima(7)

condomínio(2)

curiosidades(26)

democracia(32)

desemprego(13)

desporto(22)

dilectos comentadores(5)

direitos humanos(11)

direitos liberdades e garantias(39)

e-mail e internet(6)

economia(27)

educação(8)

eleições(14)

emigração(5)

empresas(3)

estados de espírito(60)

europa(2)

eventos(33)

excertos da memória(24)

fascismo(9)

férias(25)

festividades(29)

fotografia(12)

gatos(10)

gestão do blog(15)

gourmet(3)

grandes tentações(11)

hipocrisia(3)

homens(6)

homofobia(17)

humanidade(8)

humor(24)

igualdade(20)

impostos(5)

infância(7)

insónia(6)

int(r)agável(25)

intimismos(38)

ivg(17)

justiça(17)

legislação(17)

lgbt(71)

liberdade de expressão(13)

língua portuguesa(7)

lisboa(27)

livros e literatura(21)

machismo(3)

mau gosto(8)

media(3)

mulheres(17)

música(35)

noite(5)

notícias(22)

óbitos(5)

países estrangeiros(19)

personalidades(9)

pesadelos(5)

petróleo(4)

poesia(9)

política(86)

política internacional(30)

por qué no te callas?(9)

portugal(31)

publicações(6)

publicidade(9)

quizes(8)

redes sociais virtuais(9)

reflexões(58)

religião(19)

saúde(6)

ser-se humano(15)

sexualidade(9)

sinais dos tempos(8)

sociedade(45)

sonhos(6)

televisão(23)

terrorismo(4)

trabalho(20)

transportes(7)

viagens(19)

vícios(13)

vida conjugal(17)

violência(4)

todas as tags

Quem nos cita