Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

A maturidade dos desejos

Dantes, em regra, todos os desejos que pedia a uma estrela cadente ou quando trincava uma vela do meu bolo de anos ou a pestanas que apertava com força entre o indicador e polegar se realizavam.

Um dia deixou de acontecer.

Buraco tapado por Citadina às 10:38
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4 comentários:
De Observador a 23 de Junho de 2008 às 14:09
Será que antes, essa forma de desejar, correspondia mesmo a uma realidade?

Penso que não.
Mas alimentava o espírito. Lá isso era.
De Citadina a 25 de Junho de 2008 às 15:16
A forma de desejar era bem real!
Os desejos é que eram tão básicos, que queridos, tão inocentes, tão tendenciosos para o curso natural da vida que, se virmos bem, era mais do que previsível que acabassem por se realizar... Mas eu não sabia isso.
Hoje é diferente. Hoje trata-se de remar contra a corrente e ela anda muito forte e os meus pobres braços estão cansados...
De A metade a 25 de Junho de 2008 às 22:44
Acho que seriam como os Horóscopos, eram tão gerais que facilmente te convencias que se tinham realizado, ou então eras muito pouco ambiciosa...
Hoje deves ser bem mais dificil de convencer e de contentar.
De Citadina a 26 de Junho de 2008 às 12:17
Não, eram bem concretos, do género: se hoje à noite vir uma estrela cadente, eu entro para a faculdade. E lá ficava eu, nessa noite, a observar o céu, e é claro que a auto-sugestão funcionava a todo o vapor, permitindo que qualquer satélite fizesse as vezes da tal estrela que me abriria as portas de um futuro brilhante (esta é a parte em que devemos desatar às gargalhadas).

Quanto à ambição, como vês, não me faltava, hoje falta-me muito mais, hoje sou uma tipa cheia de cagaços, que não se atira para a frente, que não arrisca porcaria nenhuma, que gato escaldado de água fria tem medo.
É a sina dos desajustados: dantes não acreditava no meu mérito mas o mundo reconhecia-o em tudo o que eu fazia sem eu ter de fazer nada para isso. Hoje o meu mérito é algo incontestável, mas o mundo parece ter deixado de lhe prestar atenção.

E eu não sou difícil. Eu FUI difícil. Muito. Mas já não sou. Hoje sou cada vez mais fácil. Toda a gente faz de mim o que quiser. Descobri que é menos cansativo assim.

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