Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Ai, a vida, a vida...

Às vezes a vida é só chatices, entraves, dificuldades, injustiças, desequilíbrio, agressões, descontrolo, indecências, irritações, desencontros, mal-entendidos, revolta, cansaço. Até aqui nada de extraordinário. Que esses estados durem mais de um ano é que já é tramado. Mas vá, acontece.

Que aconteça aos trinta é relativamente comum nos dias de hoje. Que aconteça aos cinquenta, quando o mestrado já nos devia ter posto há muito num lugar ao sol, quando a vida profissional já devia estar mais que estabilizada, quando os direitos sociais já deviam estar garantidos por anos e anos de descontos e quando a paz e a qualidade de vida deviam ser dados adquiridos, é simplesmente a prova cabal de que a meritocracia na nossa sociedade não passa de uma piada de mau gosto.

Buraco tapado por Citadina às 10:50
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6 comentários:
De -pirata-vermelho- a 17 de Setembro de 2008 às 13:09
Que mania é esta de pautar tudo pelo número de anos de vida?
Não lhe parece condicionamento, constrangimento e marketing?

O que admito é que seja difícil suportar sem trauma todos aqueles inconvenientes que designou, com ou sem meestrado, com ou sem experiência de vida.
A meritocracia é outra figura de mentalização para a submissão, um slogan...
De Citadina a 17 de Setembro de 2008 às 15:28
"Que mania é esta de pautar tudo pelo número de anos de vida?
Não lhe parece condicionamento, constrangimento e marketing?"

Caro Pirata,
É, de facto, mais difícil "começar de novo" mais velho/a do que mais novo/a. O desgaste deixa as suas marcas. E o condicionalismo existe, sim, não tanto endógeno como exógeno. É o mundo em que vivemos e, como diz muito bem, "a meritocracia é outra figura de mentalização para a submissão", uma cenoura à frente do nariz que a maioria de nós nunca provará, meritórios ou não.
De -pirata-vermelho- a 17 de Setembro de 2008 às 16:02
Como diz... tal e qual.
Mas!
convém reagir, não seguir, n'est ce pas?

Corre-se o risco de ignorar a importância das pessoas e a sua dimensão social e afectiva. Não troco pessoas que conheço com cinquenta anos de uso por muitas outras com metade, nem pagas a dobrar...

(acho qu'este discurso é mais para quem nos ler...)
De Citadina a 17 de Setembro de 2008 às 17:41
"convém reagir, não seguir, n'est ce pas?"

É, convém, nem que seja escrevendo um post como este...

"Corre-se o risco de ignorar a importância das pessoas e a sua dimensão social e afectiva. Não troco pessoas que conheço com cinquenta anos de uso por muitas outras com metade, nem pagas a dobrar..."

Mas você é uma raridade, meu amigo, vá lá descobrir um patrão que pense assim! (e se conseguir apresente-mo!)
De feronica a 19 de Setembro de 2008 às 12:56
O que é o que é (a vida)?

Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar, e cantar, e cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz.
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte,
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
É a vida! É bonita e é bonita!

(gonzaguinha)
De Citadina a 22 de Setembro de 2008 às 17:54
Nada como uma bela canção para nos fazer acreditar que a vida é bela, certo? ;) Obrigada.

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