Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Pina Bausch (1940 - 2009)

Outra mulher notável. Desta feita uma que, infelizmente, o mundo acaba de perder. A dança fica muito, mas muito mais pobre.

 

Buraco tapado por Citadina às 15:32
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Michael Jackson (29/08/1958 - 25/06/2009)

Sempre fiel à minha linha de actuação natural, insisto em viver fora do momento, como aconteceu ontem à noite, quando fugia do lixo televisivo assistindo ao North by Northwest, ignorando ostensivamente todos os noticiários, o que neste caso não altera nada porque o rei está morto e o seu legado definitivo.

Não era o meu rei, toda a gente (da minha família, pronto) sabe que o meu rei era Freddie Mercury, mas ainda assim, não deixa de ser uma referência musical incontornável da minha geração. E mais um que passa agora do reino dos mortais para o dos imortais.

 

Buraco tapado por Citadina às 10:49
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Late for mo(u)rning

Há três dias morreu um actor muito promissor e muito corajoso.


(Foto tirada daqui)

Buraco tapado por Citadina às 10:38
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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Ponto de encontro

Ingmar Bergman (14/07/1918 – 30/07/2007)

Ainda ontem, sem saber que falecia, tinha estado a escrever um (futuro) post em que mencionava, entre outros, este notável realizador.
Lembro-me de, na adolescência, quando passavam ciclos de filmes dele no cineclube de Lourenço Marques, me considerarem uma espécie de herege por não gostar de todas as películas sem restrições. Não gostava e ainda hoje não gosto. Como, salvo raras excepções, não gosto de todas as obras de outros realizadores, escritores, pintores, etc.
Mas há alguns dos filmes de Ingmar Bergman que me marcaram para sempre. Gostei especialmente de Morangos Silvestres, A Fonte da Virgem, O Sétimo Selo, A Flauta Mágica, baseado na ópera de Mozart, e O Ovo da Serpente, que é absolutamente magistral (e tão actual ainda!). Marcou-me em especial, um filme dele que se chama Cenas da Vida Conjugal, de 1973, do qual o Woody Allen fez um remake menor. Esse filme aborda o adultério, o divórcio subsequente do casal, ressentimentos e traumas inerentes, mas também, ao longo do desenrolar da história, as cumplicidades, a amizade e o amor profundo alicerçados nos dez anos de união dos dois personagens.
Numa entrevista sobre o filme Saraband, realizado 30 anos após o Cenas da Vida Conjugal, do qual é a continuação, o seu actor de culto Erland Josephson afirma o seguinte, a propósito desta pergunta que lhe faz o jornalista:
“Muitos realizadores tornam-se melancólicos e condescendentes com a idade. Bergman, pelo contrário, parece mais duro e pessimista do que nunca a respeito das relações sentimentais e familiares. Concorda?”
“Sim, mas há esperança no meio desse pessimismo e dessa amargura. O que Bergman diz em Saraband é que é muito difícil falarmos uns com os outros, abrirmo-nos uns aos outros, mas temos que continuar a tentar, tentar sempre. E essa tentativa é, em si, uma manifestação de optimismo.”
(Fonte: DN Online)

Numa época em que as relações monogâmicas de longa duração estão em crise, a mim, que sempre acreditei nelas, apetece-me destacar estas obras, que as enaltecem. Obras que um génio sensível, um clássico romântico, nos deixou num precioso legado.


Michelangelo Antonioni (29/09/1912 – 30/07/2007)

Viaja no mesmo dia que Bergman. Parte para outro sítio não palpável que não é a terra dos mortos, porque nenhum deles morrerá de verdade. Isto é apenas uma formalidade. Um check-out. Uma escala entre voos.
Representante incontornável da época de ouro do cinema italiano, Antonioni realizou também filmes que me acompanham na minha própria viagem. O Deserto Vermelho, A Noite, Le amiche , Blow-up , que é um filme extraordinário, etc. Também me entediava de vez em quando com os seus longos planos sem diálogos, mas no fim prevalecia uma sensação de beleza.
Como Bergman , embora cada um à sua maneira, é um realizador que foca bastante a crise dos sentimentos e as dificuldades de comunicação da sociedade burguesa, que retrata de forma por vezes impiedosa. Foi a sua forma de tentar ajudá-la a melhorar. E eu acho que conseguiu, através de uma obra que engrandece a Humanidade.

Buraco tapado por Cosmopolita às 18:46
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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

O terrorista do outro 11 de Setembro

Morreu (ontem) Augusto Pinochet , "um torcionário do piorio, um fantoche dos americanos, responsável pela tortura e morte de milhares e milhares de chilenos", como alguém que me é muito querido o descreveu.

Pena, muita pena, muito injusto que não tenha sido julgado pelos seus crimes hediondos, mas de qualquer forma vira-se assim definitivamente uma página negra da história do Chile.

Buraco tapado por Citadina às 10:24
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