Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Para fechar a silly season, quero dizer, para fechar a silly season!

Andou por aí uma moda na blogosfera que consistia em nunca usar pontos de exclamação, sob circunstância alguma. Isto significa que teríamos, se quiséssemos estar na vanguarda das tendências (micro-cronistas?), de pensar e escrever carrancudamente e, sobretudo, sem demonstrar entusiasmo em relação a coisa nenhuma.

Aí está um bom exemplo de como lidar demasiadas horas por dia com um computador pode fazer mal às pessoas.

Por isso espero que na reentré, depois de maravilhosas e inesquecíveis festas de arromba, comezainas, bebedeiras, viagens radicais, excitantes visões diárias de corpos escaldantes em trajes menores, noites longas e animadas conversas, essa mania triste, enfadonha e limitada de escrever, com o questionável intuito de passar por uma pessoa muito bem educada, convenientemente contida e de irrepreensíveis maneiras, já tenha passado.

Ou isso ou que, a quem não passou, experimente sair mais vezes de casa, não se isolar tanto, prestar menos atenção ao que a Paula Bobone diz, atrever-se a dançar em público, vestir uma peça de roupa carnavalesca, enfim, qualquer atitude que contrarie esses hábitos chatos e anti-sociais que fazem de um nerd aquilo que ele é.

Buraco tapado por Citadina às 11:22
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

A silly season para mim já começou

As pessoas, muito contrariadas pela avaria, fulminaram-me com o olhar quando soltei uma gargalhada infantil ao ouvir o motorista dizer pelo altifalante: "É favor evacuar para fora do autocarro."

Buraco tapado por Citadina às 18:13
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Palavras que odeio*

"Bebé".

Mas também "cocó".

E "chichi".

E todas as ridículas cacofonias débeis mentais que a psicologia bimba possa ter inventado.

 

* Título do post roubado ao Corta-fitas.

Buraco tapado por Citadina às 12:08
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Dicionário

Eu consulto muito o dicionário. Aliás, eu adoro consultar o dicionário. Vários dicionários. Pode parecer uma coisa chata, mas acreditem, é espectacular.

Normalmente, a premência da consulta instala-se quando me cruzo com palavras que conheço bem, mas não ao ínfimo detalhe. Isto não sucederá amiúde a quem não tenha o hábito de ler, mas a quem tenha e ainda por cima seja obsessivo-compulsivo, há que dizer com frontalidade, corre-se o risco.

Por exemplo: "neurótico". Toda a gente sabe o que significa neurótico, mas quantos de vocês, estimados leitores, podem afirmar que conhecem a fundo a classificação gramatical, etimologia, sinónimos e aplicações correctas da palavra?

Eu tive que ir ver se neurótico era mesmo o que eu pensava quando li um texto que mencionava "almoços neuróticos", mas no dicionário, e achei isto uma lacuna assinalável, não vem referência nenhuma ao meu ambiente profissional...

Buraco tapado por Citadina às 10:14
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Enganada - parte dois

Porque foi na segunda parte que aquilo começou a correr muito mal. Eu tento não ligar ao futebol, mas ontem foi demais. Ainda por cima, depois de eu ter torcido, sim, torcido - isto para me ir habituando ao acordo ortográfico - pelo Sporting quando eles se ferraram - isto também faz parte, não é? - frente aos hooligans do Glasgow Rangers. Verdade seja dita que isso só aconteceu porque alguns deles - dos hooligans - estavam a destruir a carruagem de Metro onde eu viajava e isso chateou-me sobremaneira, filhos de um comboio de putas. Mas seja como for, torci.
Para agora ter que levar (isto tanto pode ser gíria adolescente como parte do acordo ortográfico, escolham) com as parangonas de um jornal chamado Record que o meu colega se apressou a por (isto, sem acento circunflexo, também é) em cima da minha secretária esta manhã, decerto para me "Recordar" que não há justiça no mundo, porque o mínimo que eles deviam ter feito era ter-nos deixado ganhar como estavam a fazer tão bem na primeira parte.
Claro que já lá fui por (pumba, outra vez) em cima da dele o meu caixote do lixo, e quando ele se dignar a tirar esta merda daqui, eu prometo tirar a minha de lá também.

Mas voltando ao cerne da questão, aquilo que me deixa louca, ou deveria dizer doidona (para me ir habituando) é tentar explicar a mim própria (sem êxito nenhum - como é que se escreverá "êxito" em brasileiro? Ah, já sei, deve ser "sucesso") como é que alguém, nomeadamente eu própria, pode ser do Benfica. Eles são bons? Não. Eles são uma equipa? Não. Eles têm dirigentes competentes? Não. Eles dão alegrias aos adeptos? Não. Eles são uma vergonha para os torcedores (boa!!!)? Sim. Então, porque porra é que eu sou do Benfica??!?!!
São este tipo de irracionalidades que lixam toda minha existência, pá, estou convencida!
 
Buraco tapado por Citadina às 10:47
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Grande canhão

Um amigo meu, num jantar recente, falou-me de um guia de caminhadas (uma pessoa, não um livro) que se refere a vales profundos ou gargantas utilizando o termo "canhões". As in Grand Canyon.
Rimo-nos e eu fiquei tacitamente imcumbida de tentar verificar a (in)correcção no emprego da expressão, pelo que solicito aos linguistas leitores deste blog e demais entendidos que se pronunciem!
Obrigada.

Buraco tapado por Citadina às 18:19
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Deixem lá, não se incomodem

Esperei uma semana e meia. Ninguém. Bom, em abono da verdade, houve duas amigas que tentaram passar a mensagem, mas tão sub-repticiamente que eu nem tenho a certeza absoluta que aquilo tenha constituído tentativa consciente.
A minha cunhada R. sim. Linguista. Aprecio-lhe a frontalidade e a inteligência, entre outras coisas. O caso é que não se encontra entre os leitores mais assíduos deste blog e daí a demora.
Mas um dia destes lá deu por isso e, sem bom dia nem boa tarde, disse-me pelo MSN: BRAguilha, cunhadinha, braguilha."
Não deixo de lamentar que ninguém me tenha chamado besta quadrada, mas já é alguma coisa.
Pois bem: eu sempre quis escrever "breguilha", porque sempre disse breguilha. Se fosse "desbragado/a", eu fazia gosto na palavra, mas "braguilha" não. É uma palavra tão forçada e desagradável que não me sai. Nem a escrever.
Por isso esperei anos. Até que fosse aceite. Sou uma mulher paciente. A estética linguística ou o silêncio. Recuso-me a dizer e a escrever "braguilha" (exceptuando neste post) porque sou pedante, se quiserem.
Mas finalmente também se escreve "breguilha". Pelo menos é o que diz aqui. E isso bastou-me para querer experimentar usar uma palavra que nunca tinha escrito antes.
Como disse, só lamento que ninguém me tenha querido vexar publicamente. É que foi uma boa oportunidade desperdiçada! Talvez fazendo inimigos mais eruditos...

Buraco tapado por Citadina às 18:03
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