Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

O filho da puta

O que mais me chateia nesta polémica àcerca do livro de Saramago, "Caim", é o facto de as pessoas se insurgirem por ele achar que um Deus, descrito como um louco fanático e arbitrário, que é capaz de mandar um irmão matar outro, um pai matar o filho, de destruir cidades, promover o incesto e a pedofilia, etc., é um rematado filho da puta!

 

E chateia-me ainda mais que Saramago, sabendo bem quão provinciano, mesquinho e hipócrita é o país e a mentalidade desta gente, tenha acedido em considerar um exagero o epíteto de "filho da puta" que usou. Quase como Galileu Galilei.

Buraco tapado por Cosmopolita às 18:08
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

A Playboy portuguesa

 

Sempre associei a revista Playboy ao mundo da pornografia. Mas a verdade é que nunca li nenhuma. Enfim, era a fama que tinha quando eu despertei para o mundo da imprensa. Mas com o passar do tempo, fui-me apercebendo que muitas mulheres famosas que não têm nada a ver com universo pornográfico posavam nuas para a dita publicação. Aliás, a Playboy foi ocupando progressivamente um lugar conotado com parâmetros de qualidade no mercado em que se insere.

Amanhã chegará às bancas o primeiro número da versão portuguesa da revista. Aquela Mónica que participou num reality show qualquer e que, ao que me lembro, até era uma tipa porreira, sem pretensiosismo nem atitudes arrogantes, faz a primeira capa da publicação lusa.

Sinceramente estou com vontade de comprar a revista, só para ver o que se entende hoje por pornografia de qualidade em Portugal. Será que vou encontrar uma revista soft que não fira susceptibilidades? Ou pelo contrário, a Mónica na capa mas conas escancaradas (eu não acredito que escrevi isto...) em todas as outras páginas? Será que tem conteúdos (escritos) interessantes? Ou só legendas do tipo "mama esquerda da Fulana e nádega direita da Sicrana?

Quando comprar (se comprar) digo-vos. Mas que é um tema que me desperta curiosidade, é.

Buraco tapado por Citadina às 15:32
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Au revoir, Com'Out

Infelizmente não é possível dar continuidade a projectos financeiramente inviáveis quando estes não são considerados de utilidade pública.

No caso da Com'Out, é trágico que a definição formal de "utilidade pública" não se lhe aplique, porque é exactamente o que a revista era. Prestava um importante serviço público de visibilidade qualitativa da comunidade LGBT e agora acabou.

Só nos resta esperar que a promessa de voltar se concretize, que esta despedida seja somente um "até à vista". Cá estaremos para apoiar de novo o projecto.

 

"Caro assinante,

A Joeli Publishing tomou a difícil decisão de suspender a revista Com’Out.

Analisados os oito números da revista e apesar da qualidade reconhecida e apreciada pelo mercado, o quantitativo de leitores e anunciantes revelam-se insuficientes para a viabilidade do projecto.

Os contactos com algumas das editoras europeias com revistas similares revelou que o contexto do mercado nacional não é um caso impar.

O enfoque e o esforço da Joeli Publishing estão no lançamento de mais títulos em 2009, mas a Com’Out reaparecerá assim que o mercado estiver mais saudável.

Assim, venho pedir que indique o seu NIB para que possamos proceder à devolução do valor correspondente às revistas não recepcionadas.

Enviamos o nosso sincero e profundo agradecimento por terem acreditado neste projecto da Com’Out.

Muito obrigado."

 

(recebido por e-mail hoje)

Buraco tapado por Citadina às 18:08
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

I wonder...

Era a isto que se referiam aqui?

Se era, minhas amigas, estamos mal, muito mal.

Buraco tapado por Citadina às 15:15
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

"E eu é que sou burro?!"

Espantada com o post anterior, dei-me ao trabalho de ir ler o Boletim Económico de Inverno 2007 do Banco de Portugal, publicado no dia 8 de Janeiro e que é o motivo das notícias assinadas pelo tal Luís Reis Ribeiro, nas páginas 6 e 7 do Diário Económico de ontem (edição impressa).


Referências a mulheres, só constam as seguintes:

3.1. Emprego (pág 17)

"A oferta de trabalho tem sido marcada ao longo dos últimos anos pela tendência ascendente da taxa de actividade, que reflecte, entre outros factores, a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, a dinâmica demográfica e a promoção do envelhecimento activo através de políticas de retenção no emprego dirigidas aos grupos etários mais avançados. No entanto, o impacto de alguns destes factores tenderá a diminuir ou mesmo extinguir-se, assumindo-se uma estabilização da taxa de actividade em valores próximos de 74 por cento, a que corresponde um crescimento da população activa ao longo do horizonte de projecção inferior ao aumento médio registado nos últimos anos."

Daí extrapolar que: "Dizem as estatísticas que uma das causas do desemprego em Portugal é o género feminino. Muito simplesmente porque, por cá, há muito mais mulheres a querer trabalhar.", é completamente ridículo e misógino.
 
Buraco tapado por Cosmopolita às 14:05
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Repete lá isso outra vez?...

Ou: Bem me parecia que ainda iam arranjar maneira de nos pôr as culpas em cima

Ou: Acho que vou guardar isto para emoldurar

"Dizem as estatísticas que uma das causas do desemprego em Portugal é o género feminino. Muito simplesmente porque, por cá, há muito mais mulheres a querer trabalhar. No total, a taxa de actividade nacional é de 74%, acima do objectivo de 70% da Agenda de Lisboa. O problema é que a economia nacional não cria empregos suficientes para estas pessoas."

in Diário Económico, edição impressa de 09-01-2008, pág. 6. Juro.


Adenda:
Pelo facto de esta afirmação ser publicada numa caixa de destaque não é possível visualizá-la na edição online. Disponibilizo, no entanto, uma digitalização do recorte aqui (clique na imagem para aumentar).
Não arrisco atribuir autoria ao texto citado porque no tal destaque (que não é um excerto dos textos que o envolvem) não consta tal informação, como podem ver no recorte.
Apenas posso referir com certeza que o autor das notícias adjacentes é Luís Reis Ribeiro, embora exista a possibilidade de ele não ter nada a ver com o referido destaque.

 
Buraco tapado por Citadina às 18:43
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