Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Actualização Krav-Maga

Pensei que as aulas poderiam ser um bom sítio para conhecer os rufias do bairro, fazer amizade com eles e assim zelar, de facto, pela minha defesa pessoal, à falta de outros espaços de convívio comuns.

Acabei, no entanto, por só conhecer um, o professor. Os alunos são todos betinhos com a mania da perseguição, ou seja, iguais a mim, e naturalmente não sabem defender-se nem de um ataque de mosquito.

Em compensação acho que aprendi a bater em genitais masculinos eficazmente e digo "acho" porque ninguém me deixou colocar a teoria em prática. Ainda.

Buraco tapado por Citadina às 10:36
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Swings

Recebi hoje por mail uma crónica, alegadamente de Rui Zinc, a que achei imensa piada. Sei que já prometi à Citadina mil vezes que não publicava textos inteiros de outras pessoas, mas como por um lado não encontro esta crónica para a poder linkar e por outro lado não resisto a dar-vo-la a conhecer, aqui vai ela. Espero que gostem apesar de que, como ele próprio diz, "não há piadas de bom gosto".

 

"O elogio do Swing

 

Querido Metro, havia uma canção dos GNR que rezava assim: Quero veeer/ Portugal/na CEE. Pois eu estou na mesma onda curta: sonho com um Portugal em que meio mundo encorne meio mundo. E porque não começarmos já hoje? Está um lindo dia, temos coisa que mesmo as democracias mais avançadas não têm, que é sol e bom tempo (quando calha). Portanto de que é que estamos à espera, minha gente? Uma das vantagens deste jornal é que sai logo de manhãzinha, o que permite planificar decentemente o resto do dia. No emprego, no trabalho, ou mesmo no desemprego, não é tarde nem é cedo para dar a merecida (e abençoada por Deus) facadinha no matrimónio. Ou na união de facto. Tem mais piada no matrimónio, mas na união de facto também marcha. 


É que a infidelidade, mais que um direito, é um dever. Areja os poros, e devia ser receitada pelas melhores marcas de médicos. Apenas há uma regra: não ser apanhado. E aqui tenho de dar um puxão de orelhas ao nosso querido Cavaco Silva. É que ser apanhado com a boca nas escutas não é só imoral, é fatela. Só que os portugueses é a desgraça do costume. Figo não foi o primeiro jogador a trocar de clube, mas foi o único a merecer um ódio dos adeptos do tamanho da Catalunha inteira. “Pesetero!”, chamaram-lhe anos a fio, como se fosse crime perdermos o amor à camisola e escolher o clube que… nos trata melhor. Ora o amor é como a política: ser a mulher fiel não compensa, porque o pulha do nosso marido trata sempre melhor a amante. A única saída é sermos, então, nós mesmas a amante. E darmos, à hora do almoço (ou no elevador, ou na despensa, ou na sala de fotocópias), uma facadinha à maneira. Claro, pode ser até com o nosso marido. Não tem tanta piada, mas quem dá o que pode a mais não é obrigado. Os partidos, esses, aprenderam-no neste domingo. Acabou-se a fidelidade, queridos. A partir de agora o voto é volátil. E infiel. Quem hoje votou PP pode, na boa, amanhã votar CDU. Durante anos os eleitores fiéis viam o seu partido esfolar-se todo para seduzir os sonsos dos “indecisos”. Agora aprenderam a lição: até ao momento da urna SOMOS TODOS INDECISOS. Ou seja, finalmente o país atingiu um patamar superior de democracia: aquele em que os partidos nos têm de tratar, a todos sem excepção, como a amante que querem levar ao castigo. E nada de poupar nas flores, tá?" 

Buraco tapado por Cosmopolita às 15:05
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Casamento homossexual - o que está a ser feito

Mesmo a uma (grande?) parte dos homossexuais escapam as iniciativas e movimentações políticas que se têm vindo a desenvolver em prol da causa da igualdade no casamento, portanto decidi fazer aqui um apanhado que demonstre que não é verdade, como ouvi recentemente à minha mesa de jantar, que o movimento político homossexual está mais morto que vivo.

 

A mim também me escapou, confesso, a conferência sobre o casamento homossexual, intitulada "Nada Mais Que a Igualdade", organizada pela Juventude Socialista (JS) e que se realizou ontem, dia 16, pelas 18h, no auditório do Edifício Novo do Parlamento.


Entre os participantes esteve Pedro Zerolo, secretário federal do PSOE (Partido Socialista Espanhol) responsável pelos pelouros dos Movimentos Sociais e Organizações Não Governamentais.


Este foi recebido na AR pelo líder parlamentar do PS, Alberto Martins. Esse encontro pode ser entendido como um dos passos dados pelo PS para promover um debate a nível interno e nacional sobre o reconhecimento em Portugal do direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo a fim de preparar o terreno para o debate e legislação deste assunto na próxima legislatura.


Pedro Zerolo manifestou a sua convicção de que as leis de plena igualdade de direitos relativas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo aprovadas em Espanha podem ter uma influência decisiva na aceitação do casamento homossexual pela sociedade portuguesa. Segundo ele, estas leis tiveram o aprovação de uma maioria social, política e parlamentar, sendo os seus opositores uma minoria que classificou como “os de sempre, os que são contra todas as mudanças”.


O Secretário-Geral cessante da JS, Pedro Nuno Santos, que organizou a conferência e que é responsável pela elaboração de um anteprojecto de lei que reconhece o direito ao casamento a homossexuais, considerou que em Portugal há uma abertura crescente dos partidos para este assunto, tendo acusado Manuela Ferreira Leite por abrir a “porta a discriminações”, nas declarações que esta fez assumindo que era contra o reconhecimento deste direito, pois o casamento pressupunha “procriação”.

 

Prometeu a discussão da Petição pela Igualdade no Acesso ao Casamento Civil, entregue pela ILGA, para depois do regresso de férias da Assembleia da República, tendo no entanto sublinhado que qualquer alteração legislativa só teria lugar depois das próximas eleições em 2009.


Esta posição do PS está em confronto com a posição assumida pelo Bloco de Esquerda que pretende avançar, ainda nesta legislatura, com o projecto de lei que permite o casamento entre pessoas homossexuais, posição essa resumida nas palavras do deputado do BE, José Moura Soeiro, que afirmou: “Não vejo nenhuma razão razoável, para além de cálculos eleitoralistas, para que a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo não fique resolvida nesta legislatura”.


Lembremo-nos de que em Abril, o BE lançou as denominadas “Jornadas contra a homofobia”, uma iniciativa que passou pela realização de várias iniciativas por diversas cidades, entre as quais Viseu, Braga, Coimbra e Porto e que terminaram a 14 de Junho, em Lisboa, com a realização de um Fórum intitulado “Sem Medos - Educação sexual, casamento ou parentalidade”.


O início destas jornadas incluiu a entrega no Parlamento de três projectos de resolução, que defendem, entre outras coisas: a instituição de mecanismos que facilitem a denúncia de situações de discriminação, nomeadamente a criação de uma linha telefónica nacional e gratuita, e de um site na Internet; a instituição do dia 17 de Maio (data em que a Organização Mundial de Saúde eliminou a homossexualidade da lista oficial de distúrbios mentais, em 1990) como o dia nacional de luta contra a homofobia, uma data simbólica que deverá ser acompanhada por campanhas de informação e sensibilização, nomeadamente junto das escolas.


Segundo José Moura Soeiro, o objectivo foi o de “Gerar o debate na sociedade” até para que seja a sociedade civil a “obrigar” depois ao debate político.


A propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo vale a pena relembrar e ler aqui e aqui o que escreveu Luis Grave Rodrigues, advogado das duas jovens, Teresa Pires e Helena Paixão, às quais foi recusada a celebração do casamento no dia 1 de Fevereiro de 2006 na 7ª Conservatória do Registo Civil em Lisboa e que têm pendente desde dia 19 de Outubro de 2007 no Tribunal Constitucional as suas alegações de recurso para se poderem casar.

 

Por tudo isto é que eu acho que estamos mais perto que nunca da meta da Igualdade.

 

Fontes:

Jornal de Notícias, Público, DN online, Ilga portugal, Womenage à Trois, Random Precision.

Buraco tapado por Cosmopolita às 16:07
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

A maturidade dos desejos

Dantes, em regra, todos os desejos que pedia a uma estrela cadente ou quando trincava uma vela do meu bolo de anos ou a pestanas que apertava com força entre o indicador e polegar se realizavam.

Um dia deixou de acontecer.

Buraco tapado por Citadina às 10:38
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Da democracia III

Aqueles a quem os resultados das árduas conquistas caem no colo muito gostam de dizer, refastelados, que não é com discursos nem movimentos nem marchas nem manifestações nem greves que as coisas mudam...

Buraco tapado por Citadina às 14:09
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

24 horas com um heterossexual



(Via O Jumento)

Buraco tapado por Citadina às 11:54
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Another Brick in the Wall

 

Another Brick in the Wall (Part 2)

We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

Veio-me à memória, a propósito de todo este descalabro no sector da Educação em Portugal, esta música e um livro notável de Evan Hunter, "Sementes de Violência", adaptado ao cinema por Richard Brooks em 1955. Conta(m) a história de um novo professor numa escola secundária de um bairro degradado americano que, na tentativa de pôr em prática os seus ideais, paga um preço alto no confronto com adolescentes problemáticos.


Na música fala-se contra uma educação autoritária e castradora, e no livro / filme retratam-se cenas bastante mais violentas da parte dos alunos para com os professores do que a cena do Carolina Michaelis.


Tudo isto para dizer que os problemas não são novos, não são exclusivamente portugueses e acima de tudo, não se resolvem a chamar bandidos aos professores e/ou aos alunos.

 

Porque de facto, a culpa não é dos professores nem dos alunos mas sim do Sistema, essa entidade aparentemente abstracta, que integra todos os sectores do Estado e da Sociedade e que reflecte todas as crises destes.


Com a massificação da educação no pós 25 de Abril e o fecho das escolas profissionais, as turmas encheram-se até atingirem números de mais de 35 alunos. Por outro lado, o aumento do desemprego, fez que muitos jovens se tornassem professores, embora não fosse essa a sua vocação. Além disso, os conteúdos programáticos que se leccionam são absolutamente obsoletos, descontextualizados, anti-pedagógicos e desproporcionados em volume em muitas disciplinas.


A transmissão de conhecimentos/competências é um processo que tem de ser forçosamente biunívoco. Ou seja, não basta debitar um programa extensíssimo em salas de aulas sem as menores condições ou materiais pedagógicos, e não saber, a não ser ocasionalmente através de alguns testes, se essas competências foram adquiridas de forma eficaz. Em cada aula deveria haver um período final em que o professor pudesse aperceber-se se e o que conseguiu comunicar. E os alunos deveriam ser informados da utilidade daqueles conteúdos para a sua futura vida profissional a fim de se interessarem por estes.

 

Os comportamentos dos alunos hoje são consequência directa das condições sociais que obrigaram à crescente desagregação da vida em família e à consequente falta de apoio, acompanhamento e disciplina em casa. Para cúmulo, as perspectivas que se lhes apresentam são de desemprego futuro, de ausência total de recompensa pelo esforço e investimento na escola e na educação. Os seus professores mudam de ano para ano. Os sistemas de avaliação mudam também. Não há senão grandes incertezas.

 

Os professores, pelo seu lado, saltando de escola em escola, com vínculos precários muitos deles, alguns sem vocação nenhuma, outros completamente desmotivados, sentem-se impotentes no meio disto tudo. Para eles, as políticas de democratização do ensino acabam por ser vistas como uma transferência da responsabilidade de educação cívica, contenção e controlo da violência dos jovens por parte da família ou da polícia para os professores. Com uma agravante. Ninguém os premeia e todos os consideram culpados! Alguém algum dia contabilizou as horas necessária à preparação das aulas que os professores têm de dar e que roubam ao seu tempo em família? Ou as horas que perdem a corrigir testes em casa? Se se somarem todas essas horas, mais as das aulas e as dos trabalhos burocráticos nas escolas, se calhar muitos professores trabalham mais do que as 40 horas por semana que a lei permite sem serem recompensados por isso.

 

Há que repensar todo o sistema de ensino em Portugal. Não faz sentido nenhum que se tratem hoje os jovens como se fossem atrasados mentais. As crianças devem aprender caligrafia, devem fazer ditados e cópias, saber a tabuada de cor, decorar poemas e, simultaneamente devem dominar as novas tecnologias. Pode ir-se ao passado buscar o que era bom, reformular tudo o que está mal ou obsoleto nos programas das cadeiras, dar formação aos professores e meios técnicos e humanos para poderem ensinar, construir mais escolas e melhor equipadas, etc.

 

Isto faz-se em conjunto, trabalhando todos para o mesmo fim. Não se faz tratando ora os professores, ora os jovens como foras-da-lei, nem com autoritarismos desajustados e autistas por parte do Ministério da Educação. Como dizia uma placa à porta da minha faculdade  "Quem quer resolver problemas procura soluções, quem não quer, procura desculpas".

 

Buraco tapado por Cosmopolita às 19:27
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

A ler os outros *

Pensava justamente nisto quando contemplava as insignificantes dez linhas do meu historial de contribuições para a Segurança Social.

* Propriedade intelectual de alguém, como título de post, tenho a certeza, mas agora não tenho tempo para procurar. No entanto, seja quem for, porreiro, pá!

Buraco tapado por Citadina às 17:14
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