Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Cavaco, a padralhada e o casamento homossexual

Caricatura tirada daqui 

Tem-me deixado fora de mim, de forma proporcional à minha impotência e à impunidade da pessoa em questão, toda esta confusão entre Igreja Católica e Estado português. Aquando da visita do papa, para onde quer que se sintonizasse a TV, era padralhada por tudo quanto é sítio, saias até aos pés, cruzes ao peito e cintos púrpura, terços e ladainhas, e o Presidente de Portugal, eleito por maioria (da qual, t’a livra!, não faço parte), mais a D. Maria, com ar de beata voluntariosa e decidida, que acompanharam todos os momentos da visita do tótó.

 

Causou-me uma profunda repugnância todo este circo, que me lembrou os tristes tempos da ditadura em que Salazar e Cerejeira andavam de braço dado e vendiam ao povo português que o sofrimento na terra era necessário e solidário com o de Cristo e recompensado com o Paraíso após a morte. Gente atrasada, reaccionária, hipócrita e preconceituosa. Malfeitores do lado do Estado Novo e da Igreja. Como uma vez disse a minha avó a uma freira que nos foi pedir esmola para os pobres: “Pobres, minha senhora, são estas crianças que têm o pai preso pelo crime de pensar! E cúmplice é a igreja que vergonhosamente apoia quem os prende e tortura!”.

 

Indignação causou-me ainda o facto de ter sido Cavaco a convidar o papa, que só nos veio causar despesas e incómodos ainda por cima numa altura de crise tão grave, e ainda mais o facto de, na despedida deste, ter falado em nome de todos os portugueses para agradecer a dita visita! Que eu saiba, segundo o Censo da ICAR, em Portugal há 2 milhões de católicos em 10 milhões de pessoas, ou seja, representam apenas 20% da população. Que direito tem Cavaco de falar em nome dos 80% que não são católicos? Quem lhe passou procuração para tal e se não a tem, como ousa abusar da sua posição e transformar a maioria da população de um Estado laico em seguidores da ICAR?

 

Temo que toda esta abusiva atitude de Cavaco esteja relacionada, não só com o seu desmedido desejo de ser reeleito presidente, mas também  com a possibilidade de ele vetar esta noite o diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal. Hoje, dia Mundial contra a Homofobia, veremos se assim é ou se poderemos finalmente considerar que em Portugal "casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida". Ámen!

Buraco tapado por Cosmopolita às 19:00
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Terça-feira, 30 de Março de 2010

10 anos

Uma década de vida em comum com a Cosmo.

3652 dias de uma união sustentada por um imenso amor, que não sendo assim já as asperezas da vida tinham dado conta das nossas resistências individuais.

Uma boa data para ressuscitar este blog tão abandonado nos últimos tempos, principalmente por mim; uma data por todas as razões e mais alguma, assinalável.

Eu já só volto aqui lá para Agosto, com grande probabilidade.

Entretanto enceta-se hoje uma nova década nas nossas vidas. Que nos seja leve e prazenteira, que o resto, tudo o resto, já nós temos.

Buraco tapado por Citadina às 16:54
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Solidariedade

 

Vi ontem, com os olhos cheios de lágrimas, um comentário sobre a Teresa e a Helena. Só as conheço dos programas de televisão, dos blogues e dos jornais. Conheço-as como duas mulheres que, desafiando toda uma sociedade hipócrita, intolerante, conservadora e repressiva, tiveram a coragem de dar a cara e de tomar a iniciativa de se dirigir a uma Conservatória para se casarem. Um símbolo que serviu de rosto a uma causa justa. E que, como todos os símbolos está a pagar o preço disso.

 

Dizia a peça, a dada altura, que a Helena e a Teresa estão a ser muito mais discriminadas socialmente e a nível do mercado de trabalho pelo facto de serem mulheres e homossexuais. Acrescentou o Sérgio que a discriminação era agravada pelo estrato socio-económico a que pertencem. Dolorosas e injustas verdades. Lembrei-me logo do poema "A invenção do Amor" de Daniel Filipe .

 

Vendo-as às duas, sozinhas e com as filhas, vendo as lágrimas que a Teresa já não consegue conter e a força que a Helena faz para não chorar também, senti uma enorme vontade de as abraçar e de lhes dizer que gosto muito delas, que lhes tenho um profundo respeito, que muito apreciaria se me quisessem como amiga e que não caiu em saco roto a coragem que tiveram para defender o amor que as une, o direito a constituirem uma família e a criarem as filhas numa sociedade mais aberta e tolerante, sem serem marginalizadas e sem ser posta em causa a sua dignidade.

 

Chocou-me a entrevista com a Ilga. Não as ajudou, porque elas não pediram. Pedir? Pedir??? A Ilga não percebe que a verdadeira ajuda é proactiva e desinteressada? Que elas não são mendigas? Que eles já deveriam ter contactado as outras Associações para que junto dos seus membros e dos seus lobbies conseguissem ajudar esta família, arranjando-lhes um emprego, garantindo-lhes alojamento e sustento enquanto não o conseguissem obter por si próprias? Afinal elas, com o seu gesto, fizeram muito mais pela causa do que as Associações todas com mil palavras!

 

Vamos tentar ajudar a Teresa e a Helena. Vamos criar um fundo de apoio e falar com amigos e conhecidos para ajudar esta família a ter uma casa, um trabalho e uma escola permanente para as duas filhas. Vamos contactar o Sérgio Vitorino das Panteras Rosa para ver se ele tem disponibilidade para organizar este movimento de solidariedade. Vamos a isso?

Buraco tapado por Cosmopolita às 14:10
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Nove anos

Nove anos, quase três mil e trezentos dias e nem todos os erros que cometemos, nem a maldade com que outros utilizaram esses erros contra nós e contra os que amamos, nem todas as infelicidades, azares e dificuldades nos conseguiram separar nem destruíram o amor que nos une. Acho que congratularmo-nos está na ordem do dia.

Buraco tapado por Citadina às 12:54
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Mês novo, solidão nova

Inicia-se uma nova fase na vida das autoras deste blog. A Cosmopolita está agora em Moçambique, onde irá permanecer até ao fim de Maio. Depois de um ano e meio profissionalmente difícil, vai-se restaurando a estabilidade na nossa família, muito à custa deste sacrifício dela, de mais uma vez se expatriar.

Eu, por enquanto e até me habituar, na medida do possível, à ausência dela, sinto-me frágil.

 

 

Buraco tapado por Citadina às 12:34
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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Casar com muçulmanos

Sem mais hipocrisias, eu até acho que entendo onde o Cardeal Patriarca de Lisboa queria chegar quando afirmou que casar com muçulmanos "é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam".

O que ele se esqueceu de dizer foi que não é preciso casar com um muçulmano para uma mulher ser maltratada. Basta casar com certos portugueses, a maioria deles mui católicos até.

Buraco tapado por Citadina às 16:36
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Desacordos conjugais

Não gosto que me chames criança. Só eu é que me posso chamar criança.

Buraco tapado por Citadina às 12:14
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...

Estranhando a nossa ausência? Eu não vos terei ensinado nada? NUNCA estranhem a nossa ausência, nem..., aliás, principalmente quando tiverem passado três meses e começar a cheirar a qualquer coisa esquisita. Poupar-vos-á uma carga de trabalhos, vos garanto.

Podem, no entanto, desejar-me as melhoras telepaticamente que eu sinto, sou dessas taradas, ou às vezes dá-me gozo fingir que sou, pronto.

Melhor farão, no entanto, em desejar-me as melhoras rapidamente pela saudinha (mental) da Cosmo, essa santa mulher abnegada que tem que me aturar aos berros do sofá anunciando que preciso de mais chá e, ainda pior, suportar o ataque de tosse radioactivo que se segue a cada berro, bem como toda a sua produção tóxica.

Buraco tapado por Citadina às 11:08
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

E por falar em igualdade de direitos e revolução das mentalidades

Gostava de vir a conhecer um homem que tenha adoptado legalmente o apelido da esposa por via do casamento.

Buraco tapado por Citadina às 15:50
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Poema narcótico

Ontem comecei a sonhar algum tempo antes de adormecer.

Sonhei que os anos 80 me perseguiam a alta velocidade, num veículo de vidros fumados onde se escondiam todas aquelas modas carentes de sentido estético e sobriedade psicotrópica.

Acordei sobressaltada ainda antes de cair no primeiro sono.

Constatei que não era sonho, era a realidade a acontecer no meu quarto: a minha mulher dizia-me que tinha encontrado numa velha agenda um poema que (lhe?) escrevi há anos e que era muito bonito.

"O que dizia o poema?"

Não sabia. Deu-me um comprimido para dormir e diz que o recitei toda a noite.

Hoje de manhã acordei com a cara inchada, mas (ainda) não me lembrava de nada.

Buraco tapado por Citadina às 15:38
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Retrato de uma família moderna

Referindo-se a um episódio em que foi chamada à escola do filho mais velho por este alegadamente ter afirmado alto e em bom som, perante uma plateia de  beatos, que a mãe não era casada com o pai nem se queria casar, ela explicava-nos que de facto não era casada com o pai dos filhos dela, era mãe solteira a quem ele pagava pensão de alimentos. Falava daquele homem que estava na cozinha dela a ultimar os preparativos do jantar. "É que para ele conta como despesa 100% dedutível à colecta e para mim não conta como receita tributável."

Vivem juntos há dez anos com os seus dois filhos num ambiente familiar saudável, sem interferências de cariz religioso nem incentivos à natalidade. Ou será que os incentivos são precisamente estes? Não se deixar prejudicar pelo Estado através da discriminação tributária movida aos casados com filhos? Isto faz algum sentido?

Buraco tapado por Citadina às 17:59
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Cenas da vida conjugal (revisited with a jet lag)

Sexta-feira à noite, sofazando.
O filho pródigo chega a casa e diz:
"Que horror, cheira imenso a tabaco!", o que faz a mãe erguer-se de um salto para abrir as portas da sala, que dão para a varanda, de par em par (and did I mention it was 12ºC outside ??!!)
De imediato entra uma varejeira nojenta que tenta a todo custo escapar da morte por hipotermia e é a minha vez de intervir com um sonoro "Fecha isso, caramba!", e para a gata: "Do something about it, you're the cat in the house!"
Nada.
Passados trinta segundos de nojo e ansiedade, finalmente uma reacção. A gata começa a emboscar o insecto asqueroso.
"Ah! Até que enfim! Caça! Mata!"
Cosmo, de volta ao sofá, diz: "I could have killed it. I may not be the cat in the house, but I have a pantufa."

Buraco tapado por Citadina às 14:46
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Não estranhem

Assunto de merda por assunto de merda, resolvi escrever sobre um inequívoco. Claro que podia ter escolhido as primárias do PSD, o novo líder do PSD, a entrevista interrompida não pelo imperador da bola mas sim por critérios editoriais de merda, os “casos” da arbitragem no futebol, a falta de higiene nos refeitórios dos hospitais deste país, a subida incessante da Euribor e como isso nos fode grandemente a todos, o desemprego crescente, ou quaisquer outros assuntos de merda, mas em vez disso, decidi mostrar-vos como o meu casamento é a sério, com os pés assentes na realidade, vivido nos problemas do dia-a-dia, sem papéis, é certo, mas com casa (caca?) posta.
O que é que há de estranho nisto?

Buraco tapado por Citadina às 17:30
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Does that mean I'm full of shit?

Cosmopolita: Tu nunca fazes cocó.
Citadina: Faço... Às vezes...
Cosmopolita: Mas não pode ser só às vezes, tem de ser todos os dias, de manhã ou à noite.
Citadina: ... OK... Eu vou tentar melhorar.

Buraco tapado por Citadina às 17:52
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Série "Mulher a dias" - 3

00:32h, ontem, ao deitar:

Cosmopolita: "Sabes como é que a gaja faz a cama de lavado?"
Citadina: "Não, por favor!! Não me contes, eu não me posso enervar agora, amanhã tenho que me levantar cedíssimo!"

Buraco tapado por Citadina às 14:05
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Cenas da Vida Conjugal (revisited)

Cosmopolita: "Não consigo descortinar que raio te pode atrair num livro de moda escrito por britânicas."
Citadina: "Até tem coisas interessantes..."
Cosmopolita: "Querida, os ingleses são bons em jardins."

Buraco tapado por Citadina às 16:53
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Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Foi há 7 anos

Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
 
Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
 
Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar
 
Eu tinha o espírito aberto
Às vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro
E ao paraíso no teu olhar
 
Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar
 
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse crítico de arte
Havia de declarar-te
Obra-prima à escala mundial
Mas eu não passo dum homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Esse teu passo inseguro

E o paraíso no teu olhar.

 

"Dá-me Lume", música e letra de Jorge Palma, poeta urbano e trovador errante, 1989.

Buraco tapado por Citadina às 10:15
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