Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Movimento Pela Igualdade (III)

 

A Alexandra Lencastre é lésbica?

O Ricardo Araújo Pereira é gay?

A Catarina Furtado é lésbica?

O Miguel Sousa Tavares é gay?

A Fernanda Câncio é lésbica?

O José Saramago é gay?

A Maria Rueff é lésbica?

O Joaquim de Almeida é gay?

 

Não, pois não?

 

E no entanto todos eles (e mais 5000 - and counting) assinaram a petição do MPI por uma sociedade mais justa, pela igualdade de direitos, contra a homofobia.

Porquê? Porque este não é um movimento fechado. Pelo contrário, o MPI é aberto a qualquer cidadão que acredite que os direitos devem ser iguais para todos, independentemente da sua orientação sexual. É um movimento pela justiça.

Portanto, leitor heterossexual, este assunto também lhe diz respeito.

Junte-se a eles, junte-se a nós, participando activamente neste momento histórico da nação portuguesa que é o caminho para a igualdade no acesso ao casamento civil.

Estamos quase lá e consigo estaremos cada vez mais perto! Obrigada.

Buraco tapado por Citadina às 11:20
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28 comentários:
De Citadina a 9 de Junho de 2009
Caro Frankiexllx,
Vou-lhe dar uma novidade que por certo o vai chocar sobremaneira, portanto aconselho a que se sente antes de continuar a ler. Já está?
Pois, bem, a novidade é esta: os homossexuais não "querem" ter filhos. Os homossexuais JÁ TÊM filhos e hão-de continuar a ter.
... Ainda está aí?...
Pois é. Como em qualquer outra orientação sexual, há homossexuais, que querem (e têm) filhos, assim como há homossexuais que não querem, tal como há heterossexuais que não querem.
Casamento e parentalidade não são uma e a mesma coisa, nem por sombras. Antes, são situações complementares, dependendo do desejo e condicionantes do agregado em causa. As situações em nos colocamos advêm de uma coisa que se chama liberdade de escolha.
Simples, não é?

Quanto ao termo "junta" eu percebi da primeira vez que era para tentar ofender, esta segunda explicação era absolutamente desnecessária.

Quanto ao resto... Olhe para ser franca, não percebi nada, não. Não percebi como é que se pode perguntar se há outro casamento que não seja o civil. É mesmo não habitar no planeta Terra.
Ainda por cima perguntar se esse outro casamento serve para homossexuais... LOL (Tem visto as notícias? Não sei nos fala de Lisboa, mas estamos quase no 13 de Junho, as noivas de SANTO António e isso, captou a dica?)
Ou seja, não é só para mim que há outros tipos de casamento, é para a Humanidade em geral.

Quanto à "denominação" casamento, se estamos a falar de IGUALDADE de direitos então o nome deve ser o mesmo. Para quê complicar, criando figuras jurídicas novas mas igualmente discriminatórias? Só porque sim? No seu caso, é o que parece.
De Frankiexllx a 9 de Junho de 2009
Cara Citadina
Um homem e uma mulher são dois seres da mesma espécie mas são diferentes, têm características diferentes, já reparou que desde o momento de fecundação do óvulo da mãe pelo espermatozóide do pai. Mais, a mãe contribui com o cromossoma x e o pai com o cromossoma y ou x. x mais x dá fêmea x mais y dá macho, dois seres intrinsecamente diferentes.
"Quanto ao resto..." a ideia que fica ao ler a sua nota é que a Citadina, está de acordo em que os casais homossexuais não têm o direito ao folclore da boda religiosa.
É uma ideia ambígua , não lhe parece?
Quanto à questão da junta, é evidente que chamar irracional a qualquer humano é ofensivo.
Quanto aos homossexuais que já têm filhos, é uma triste realidade, uma tragédia e uma tremenda duma injustiça para essas crianças, terem progenitores que voluntariamente decidem cria-las num ambiente, de todo anormal, acredito que harmoniosas e cheias de amor mas não normais.
Normal é um casal heterossexual.
Um par heterossexual não é a mesma coisa que um par homossexual, o primeiro é um casal e quando se oficializa um casal, formal ou informalmente, há um casamento.
De Citadina a 15 de Junho de 2009
Caro Frankiexllx,
Lamento se ficou suspenso na ânsia de uma resposta minha estes últimos dias, mas às vezes uma pessoa tem mais que fazer.
Regressada ao activo blogosférico, aqui vai, então, por partes:

"Um homem e uma mulher são dois seres da mesma espécie mas são diferentes, (...)" bla, bla, bla.

Bom, eu SEI biologia básica, 'tá? Não era preciso reiterar o óbvio. Ou seja, não sei o que quer que diga do seu discurso redundante.
Mas se se referia à bolorenta história de que duas pessoas homossexuais não podem "fazer" um(a) filho(a) juntas e autonomamente, a minha pergunta é: so what? Podem fazê-lo (juntas) com uma ajudinha externa (again: tem visto as notícas ultimamente?).
Aliás, deixe-me relembrar-lhe que há (cada vez mais) casais heterossexuais que também não conseguem fazer filhos. E o mundo acaba por isso? Não, pelo contrário, o que acontece é que a ciência evolui para os (nos) ajudar.
Há também casais heterossexuais que fazem filhos irresponsávemente e depois, aí sim, podemos descrever a vida dessas crianças, utilizando as suas palavras, como "(...) uma triste realidade, uma tragédia e uma tremenda duma injustiça (...), terem progenitores que voluntariamente decidem cria-las num ambiente (...)" mau, diria eu, porque "anormal" é um conceito estatístico que define um menor número de ocorrências num dado universo.
Ou seja, ser vegetariano, por exemplo, pode ser considerado "anormal" estatisticamente, porque há uma maioria de pessoas que são ominívoras, mas é ou não legítimo ser vegetariano? Claro que é. E merece o epíteto de "anormal", latus sensu? Claro que NÃO!
Evolua, homem, está na altura.


"(...) a ideia que fica ao ler a sua nota é que a Citadina, está de acordo em que os casais homossexuais não têm o direito ao folclore da boda religiosa."

Se esta é a ideia que lhe ficou, é uma ideia errada, uma interpretação livre e da sua exclusiva responsabilidade porque, de facto, eu não disse isso em lado nenhum nem poderia dizer.
Para clarificar: eu sou a favor da libedade religiosa, assim como de muitas outras liberdades. No caso da liberdade religiosa, eu pessoalmente não exerço o direito de professar uma crença porque sou ateia. No entanto, isso não me leva a querer (ou tentar) impedir outros de o fazerem livremente se essas forem as suas vontade e convicções. Desde que não me obriguem a mim...
Agora, quem não acha que os homossexuais devam ter direito ao folclore da boda religiosa (e na ilustração estamos 100% de acordo!!) são as próprias igrejas e não eu! Isto é do conhecimento geral e é inútil andar a distorcer.
Portanto, ideias ambíguas tem o senhor.






De Frankiexllx a 21 de Junho de 2009
Cara Citadina
Os meus parabéns pelo blá-blá
Mas com esse blá-blá a Citadina está a querer ocultar uma realidade simples transparente para o comum dos mortais, e que com os conhecimentos básicos de biologia, que diz ter, deve entender .
Volto a explicar :
Uma Mulher é uma Mulher (verdade?) e um Homem é um Homem (verdade?) e quando uma Mulher e um Homem entendem formam um casal, no momento da sua formalização desse entendimento há Casamento.
Todas as outras combinações dentro da espécie humana com dois ou mais elementos formam um grupo diferente de um casal (talvez um casalinho se quisermos ser jocosos ) a que pode chamar o que a Citadina entender mas casal é com certeza abusivo, ofensivo e revela uma tremenda de uma falta de clareza, criatividade, verdade é, por isso, uma atitude ambigua.
De Citadina a 22 de Junho de 2009
Caro Frankiexllx,
Há muitos, muitos anos certas pessoas utilizavam esses mesmos argumentos para discriminar casais inter-raciais e lhes vedar o direito ao casamento. Mas com o tempo, essas pessoas tiveram de abandonar tais ideias, imbecis e retrógradas, e render-se à evidência de que os casais inter-raciais são "tão casais" como os outros.
No entanto, estes casamentos foram, durante séculos, considerados "contra-natura".
Pense nisso.
De Frankiexllx a 22 de Junho de 2009
Cara Citadina
Desculpe mas esse é um execicio completamente fora do contexto.
A menina é que se diz Citadina, será por se julgar diferente dos Não Citadinos.
De Citadina a 23 de Junho de 2009
Pelo contrário, caro Frankiexllx, este "exercício", como lhe chamou, não pode estar mais dentro do contexto. Veja bem o post que está a comentar: ele não é sobre o Movimento Para a Igualdade no acesso ao casamento civil? Então pronto, é disso que estamos a tratar, com algumas incursões a universos adjuntos, claro, mas não fui eu quem deu o mote para as fazer...
Quanto à extrapolação para o meu nick, essa sim, é que é completamente fora do contexto, talvez por isso de todo incompreensível...
Mas olhe, para não estarmos aqui ad eternum, afinal de contas há posts mais recentes que também merecerão a sua raiva, vamos fazer assim: se não quer assinar a petição do MPI, não assine, pronto!
De Frankiexllx a 23 de Junho de 2009
Cara Citadina
Eu vim parar a este blog acho que por um link que estava no Sapo, qualquer coisa me chamou a atenção no link e pronto, li e vi que havia espaço para me manifestar e assim manifestei o meu desacordo com o escrito, a Citadina replicou, fez bem obrigado.
Vale a pena, de facto debater este como qualquer outro assunto desde que o entendamos como de interesse.
Debater e rebater ad-eternum pode provocar divergências no assunto, escusadas e injustificadas, é perder objectividade.
De qualquer forma obrigado pela réplica, ajudou-me a aprofundar e solidificar ideias. Até à proxima
De Citadina a 24 de Junho de 2009
Fico muito contente, sinceramente, por ter ajudado ou contribuido de alguma forma para "aprofundar e solidificar ideias". Eu também gosto, como deve ter reparado, de discutir ideias de uma forma construtiva e, sendo assim, agradeço também pela oportunidade que me deu.
As caixas de comentários estão sempre abertas para o debate, é para isso que eles servem.
Até à próxima, então!

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