Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Joanix na Madeira

Ano de 2009, séc. XXI. As terras lusas estão dominadas por uma força moral avassaladora que erradicou todos os políticos mal-educados do mapa. Todos? Não! Uma pequena ilha resiste ao largo da costa de África Ocidental, onde o seu bravo líder não só fala como gesticula  ao jeito dos mais experimentados arruaceiros. E se ainda não se agarrou aos tomates flectindo o abdómen para frente diante de jornalistas, nesse extraordinário gesto tão típico da nossa cultura popular, é de certeza porque, como qualquer político que se preze reconhecerá, os jornalistas nunca estão no sítio certo à hora certa.

Buraco tapado por Citadina às 17:09
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O que este país faz às pessoas

Ontem fui-me deitar cedo, exausta, e tive um sonho absolutamente doido em que um Ministro se punha a fazer cornos para um Deputado em plena Assembleia da República, sob a mira de  todas as câmaras televisivas e máquinas fotográficas do País, criando um grave incidente institucional, sendo por isso obrigado a demitir-se e gerando uma subsequente crise governamental a três meses das eleições legislativas, ou seja, já em pré-campanha, acto esse cuja última consequência era entregar o poder à Direita durante os próximos anos.

Vejam lá o disparate, como se fosse possível!

Buraco tapado por Citadina às 11:25
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Não notícia

Infelizmente, José Mourinho não chegou ontem a Lisboa ao mesmo tempo que o menino guerreiro dava a sua entrevista televisiva de "I'm back like a nightmare", nem o realizador do noticiário em causa encontrou outro pretexto igualmente relevante para a interromper. Espero que ao menos tenha procurado.

Buraco tapado por Citadina às 12:20
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ser português - um desabafo caricatural social

Quando tento caracterizar a mentalidade lusitana - e não tento muitas vezes para não me chatear - não consigo deixar de chegar à conclusão que ser português é, acima de tudo, ser desconfiado. É desconfiar de tudo e de todos. É ver intenções duvidosas em toda e qualquer pessoa, intriga e propósitos dissimulados em qualquer conversa. É interpretar da forma mais alucinada possível as palavras e as acções dos interlocutores, sejam meros desconhecidos ou amigos de longa data, não interessa o grau de proximidade ou até mesmo de parentesco, o que interessa é arranjar motivos para se criticar, julgar e condenar sumariamente (quase sempre pelas costas, claro, que a coragem é uma qualidade rara).

E essa tendência observa-se em qualquer lugar e é cega a classes sociais, níveis escolares, crenças religiosas, tonalidade da pele e volume do saldo bancário. Basta ser português.

 

Mas há dias em que tenho a certeza que ser português não é  só ser desconfiado. Ser português é ser paranóico, é ser um doente social com uma constante e aflitiva mania da perseguição, é ter uma profunda e inabalável convicção de que não se pode, de facto, confiar em ninguém, é ser viciado em irracionalidade. É, no fundo, gostar de ser a eterna vítima. Uma vítima passiva-agressiva que não hesita em considerar-se o centro e a razão do Universo e, como tal, defender-se de  ataques  de mosquitos com bombas atómicas. Sounds familiar?

Buraco tapado por Citadina às 14:48
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