Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

O melhor pescado de sempre (com rede de malha larga) #4

A infidelidade é um tema recorrente na blogosfera, e o Azinhaga não é excepção. É mesmo apaixonante, passo a ironia, a avaliar pela quantidade de referências, como esta, esta, esta e milhares - estou certa - de outras.
No entanto, não posso deixar de destacar uma delas, pela sua assertividade esclarecida, pela elegância que lhe dá o género ficcional e pelas alegorias magistralmente conseguidas.
Transcrevo apenas aquele que considero o melhor trecho, mas insiro-lhe uma hiperligação para o post original completo.

"(...) Mas como se quebra um homem íntegro? Com a lucidez própria de quem passara a vida numa companhia de seguros, Mónica sabia que bastava aumentar as oportunidades para a transgressão. Este entendimento estatístico da condição humana, que escapa a todos os fundamentalistas, faz dos homens criaturas mais parecidas e vítimas da circunstância do que muitos gostariam de pensar (...)"

Publicado no A Memória Inventada, a 13 de Dezembro de 2007.

Buraco tapado por Citadina às 11:57
Link do post | Tapa também
5 comentários:
De -pirata-vermelho- a 8 de Janeiro de 2008 às 14:52
Acerca de fidelidade (defina lá, vá!...) gostaria de lhe enviar por e-mail, um conto que questiona a fidelidade-assim-dita, a qual me parece tão 'contratual' como o casamento e exclusivamente dedicada a salvagurdar uma monogamia desejada/estipulada/imposta que é falsa como princípio reconhecido-aceite e como sabemos
De Duca a 8 de Janeiro de 2008 às 17:53
Mas há Homens (com H maiúsculo) íntegros?

Não posso deixar de concordar com o -pirata-vermelho- quando diz: "...dedicada a salvagurdar uma monogamia desejada/estipulada/imposta que é falsa como princípio reconhecido-aceite e como sabemos"

Acho, aliás, que é por isto que as relações amorosas acabam muitas vezes por ser tão lixadas!



De Citadina a 9 de Janeiro de 2008 às 15:29
Querida Duca,
Se formos fundamentalistas literais em relação ao conceito:

íntegro | adj.

do Lat. integru

adj.,
inteiro;
intacto;
completo;
perfeito;
fig.,
que tem grande probidade;
recto;
justo;
incorruptível;
imaculado;
pundonoroso.

diria que apregoam por aí que sim, que existem muitos, embora eu não não conheça nenhum pessoalmente.
Falha minha, decerto. Devo andar distraída ou com pouca sorte.
Não... Espera aí! Agora lembrei-me de um.
... Ah! Mas não... Depois aconteceu aquilo, e ele não foi assim muito justo, portanto acho que também não conta.
Pois, então não conheço nenhum, de facto.

Há aquele que era de (não da) Nazaré, que afiançam corresponder à definição, mas eu também não o conheci pessoalmente e além disso consta que o tipo não era bem humano, uma vez que lhe faltava o cromossoma Y do pai.

Sendo assim, também eu concordo com o Pirata, admitindo, no entanto, que possam haver razões válidas, lógicas e racionais para se ser fiel numa relação amorosa, o que me leva ao próximo post.
De Citadina a 9 de Janeiro de 2008 às 15:03
Caro Pirata,
Já tentei definir, e o melhor que me saiu está aqui, entre aspas, no meu comentário: http://lesbicasimples.blogspot.com/2007/12/infidelidades.html#links
Lamento desiludi-lo...
Envie-me - por quem é! - o que quiser por e-mail, homem, eu cá estarei para o(s) receber com todo o gosto.
Na coluna lateral deste blog, onde se anunciam os Postes de Iluminação, encontra links directos para os nossos contactos electrónicos, mas se quiser ter mais trabalho, faça copy/paste disto: azinhagadacidade@sapo.pt
De Cosmopolita a 11 de Janeiro de 2008 às 17:32
Sim, pirata, não há dúvida de que a (in)fidelidade deve ser até pré-contratual. Em qualquer tipo de casal deveria ser definido à partida se alguma das partes se importa que haja (in)fidelidade. Porque conheço casais para quem a (in)fidelidade não tem razão de ser, nem constitui sequer mágoa ou empecilho à sua relação. A monogamia deve ser desejada/estipulada/consensual, mas não imposta.

As pessoas têm o direito a saber aquilo com que podem contar, seja isso a monogamia ou a poligamia e aceitar viver com isso ou não. Não podem é ser enganadas com pressupostos falsos.

Pode parecer-lhe incrível ou falso que uma pessoa se mantenha fiel a uma relação (não cometendo adultério), mesmo que deseje ardentemente ser infiel, mas não é. Depende do grau de contenção de que cada um é capaz, da saúde da relação de amor existente, das oportunidades que surgem, dos objectivos que cada um tem na relação em que está, etc. E claro, como já se comentou no blog Lésbicas: simples ou com gelo, têm de se ouvir atempadamente todas as campainhas de alarme e de se tomar as devidas providências, se for caso disso.

Também acho que muitas das pessoas que vivem em casal já não se amam como tal. São apenas bons amigos. Mas os amigos não têm de viver juntos para sempre como um casal. Podem e devem procurar outras pessoas com quem acasalar ou outras formas quaisquer de serem felizes. Devem é ser honestos e ter a coragem de partir, em vez de andarem a ter sexo fora de casa, ficando por pura comodidade ou porque dá menos chatices! Ou ainda por razões económicas, o que acho extremamente aviltante a muito próximo de uma espécie de prostituição.

Já não se ama o parceiro, ele conta com a nossa fidelidade e confia em nós, mas nós não estamos nem aí? Ciao! Um ciao com amizade e dignidade, mas um ciao!

Eu não fico nem nunca fiquei numa relação quando deixei de amar como casal o (a) meu (minha) parceiro (a).



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