Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Frases que me definiram a vida



Lembro-me de a minha mãe, chegada de uma conferência qualquer, contar à mesa, em tom vagamente irónico, que tinha "gelado" uma sala com a sua resposta à seguinte pergunta: qual foi o dia mais feliz da sua vida?
Contrastando com todas as outras mulheres, que variavam entre "o dia do meu casamento" e "o dia do nascimento do meu primeiro filho", a minha mãe respondeu: o dia 25 de Abril de 1974.

Buraco tapado por Citadina às 00:40
Link do post | Tapa também
12 comentários:
De Observador a 25 de Abril de 2008 às 10:26
Seria bom que todos os motivos que levaram a senhora a dizer isso, se mantivessem actuais, intocáveis.

Muita coisa mudou e quase se inverteu.

Saúdo-vos gentis meninas.
De Citadina a 28 de Abril de 2008 às 15:31
Pois teria de lhe perguntar... No entanto, arrisco-me a dizer que os motivos dela são os mesmos hoje que foram no passado.
Inversão? Às vezes pode parecer, afinal de contas a tentação do poder é a tentação do poder, mas os guardiões da liberdade, da igualdade e da justiça continuam por aí. Felizmente.
De tangas a 28 de Abril de 2008 às 00:29
isso é de gelar mesmo. cabe lá na cabeça uma coisa dessas...
De Citadina a 28 de Abril de 2008 às 15:20
É, em algumas não cabe mesmo.
De a Metade a 28 de Abril de 2008 às 13:45
Os nossos pais definem-nos mais do que imaginamos. Somos uma versão revista e adaptada do genes deles mas também do que aprendemos por imitação. Gestos, voz, formas de estar. mesmo quando renegamos essas caracteristicas acabamos sempre por ter um pouco delas e isso explica muito do que somos.
O 25 de Abril? O que é isso?
De Citadina a 28 de Abril de 2008 às 15:35
Sim, nós somos uma cópia, às vezes uma anti-cópia, como os nossos ascendentes foram dos deles e esses por sua vez dos deles, e nesta dinâmica de combinações e divergências encontramos aquilo que nos define, numa primeira instância.
Numa segunda, apreendemos o mundo fora do casulo, interagimos com ele e deixamos que ele nos influencie. Somos o que vivemos. Mas nestas voltas e reviravoltas, acabamos também por ser um produto do que não vivemos / presenciámos. Como, por exemplo, sermos um produto dessa manhã de 25 de Abril de 1974, mesmo fingindo não saber o que isso é...
De Rita a 28 de Abril de 2008 às 17:49
Seria sobretudo bom que uma mulher dizer isso depois do 25 de Abril não fizesse gelar plateias nenhumas...
Aí sim...
De Citadina a 28 de Abril de 2008 às 18:19
Pois é, mas a verdade é que este tipo de atitude tende a chocar ainda hoje os auto-proclamados guardiões da moral e dos bons costumes, e muitos deles são mulheres, infelizmente, e muitas delas ainda acham que uma mulher decente, mãe de filhos, tem mais é de se dedicar em exclusivo à família, pronto, uma obrinha de beneficiência, ainda vá que não vá, mas política?! Que merda é essa de política, hã?!
De Rita a 29 de Abril de 2008 às 15:24
Pois, por isso mesmo eu digo que bom seria se a revolução tivesse realmente mudado as mentalidades...
Enquanto essas estiverem na mesma, de progressista a revolução tem pouco...
De Citadina a 29 de Abril de 2008 às 16:25
É. Infelizmente.
De A metade a 28 de Abril de 2008 às 21:29
Era obviamente provocação (é sempre). O 25 de Abril e aquilo que representa só faz sentido se se sentir realizado. Uma nova atitude. Uma Democracia, do Povo, mas parce que é mais Demo de Diabo. Temos uma Oligarquia, corrupta, manipuladora, fazedora de propaganda de noticias... mantendo-nos entretidos com tretas enqunto the BIg Thing passa ao lado da maioria das Pessoas.
..."OH My finally facing my Waterloo"
De Citadina a 29 de Abril de 2008 às 12:41
Eu sei. Mas eu gosto das tuas provocações e não gosto de as deixar sem resposta! Beijo grande!

Comentar post

Dezembro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
25
26
27

Posts por autora

Pesquisa no blog

Subscrever feeds

Arquivo

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Tags

a vida dos outros(31)

açores e madeira(7)

ambiente e oceanos(21)

aniversários(19)

artes(6)

autarquias(12)

auto-recriações(24)

autores(7)

bem-estar(11)

blogs(73)

capitalismo(8)

catástrofes(4)

charlatonices(2)

cidadania(14)

ciências(3)

cinema(18)

citações(38)

clima(7)

condomínio(2)

curiosidades(26)

democracia(32)

desemprego(13)

desporto(22)

dilectos comentadores(5)

direitos humanos(11)

direitos liberdades e garantias(39)

e-mail e internet(6)

economia(27)

educação(8)

eleições(14)

emigração(5)

empresas(3)

estados de espírito(60)

europa(2)

eventos(33)

excertos da memória(24)

fascismo(9)

férias(25)

festividades(29)

fotografia(12)

gatos(10)

gestão do blog(15)

gourmet(3)

grandes tentações(11)

hipocrisia(3)

homens(6)

homofobia(17)

humanidade(8)

humor(24)

igualdade(20)

impostos(5)

infância(7)

insónia(6)

int(r)agável(25)

intimismos(38)

ivg(17)

justiça(17)

legislação(17)

lgbt(71)

liberdade de expressão(13)

língua portuguesa(7)

lisboa(27)

livros e literatura(21)

machismo(3)

mau gosto(8)

media(3)

mulheres(17)

música(35)

noite(5)

notícias(22)

óbitos(5)

países estrangeiros(19)

personalidades(9)

pesadelos(5)

petróleo(4)

poesia(9)

política(86)

política internacional(30)

por qué no te callas?(9)

portugal(31)

publicações(6)

publicidade(9)

quizes(8)

redes sociais virtuais(9)

reflexões(58)

religião(19)

saúde(6)

ser-se humano(15)

sexualidade(9)

sinais dos tempos(8)

sociedade(45)

sonhos(6)

televisão(23)

terrorismo(4)

trabalho(20)

transportes(7)

viagens(19)

vícios(13)

vida conjugal(17)

violência(4)

todas as tags

Quem nos cita