Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Se corre o bicho pega, se fica o bicho come

Expliquem-me (outra vez) como se eu fosse muito burra.

Portugal é um dos países europeus que leva mais tempo a pagar as facturas e o Estado, nesse capítulo, é o pior dos portugueses.

Mas o Estado português quer que os desempregados ajudem a resolver a crise do desemprego embarcando em projectos a solo que automaticamente os removam das incómodas estatísticas.

Isto na prática significa que o Estado quer que alguém, que está em muito maus lençóis, faça um truque de magia para fazer nascer o montante necessário ao arranque de um negócio ou que, numa outra opção ainda mais parva, se ponha a pedir dinheiro emprestado para o tal projecto e ainda fique em piores lençóis, não é?

Não!, diz o Estado, porque o retorno do investimento vai resolver o problema do endividamento e incrementar a prosperidade!

Mas... Espera lá. Se um negócio implica vender alguma coisa a alguém e esse alguém (que são os portugueses todos, a começar pelo Estado) não pagam a tempo de se cumprir as prestações dos empréstimos contraídos para fazer o investimento no negócio, de que merda - literalmente - de retorno é que eles estão a falar?!

Buraco tapado por Citadina às 16:57
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De DD a 25 de Maio de 2008 às 22:57
Eu trabalhei muitos anos numa grande empresa farmacêutica americana como chefe de compras e sei quais as astronómicas margens de lucros dos medicamentos. A maior factura das dívidas do Estado são para os medicamentos e sabe-se que muitas farmácias enganaram o Estado em milhões de euros, pelo que tem tudo de ser bem visto antes de ser pago.
Não tenham pena das multinacionais farmacêuticas e outras, ganham que se farta.
De Citadina a 26 de Maio de 2008 às 12:17
DD,
Ora agora é que você falou bem!
Mas não se preocupe, aqui ninguém tem pena das grandes multinacionais (farmacêuticas ou outras) aliás, o post sugere exactamente o contrário, visto que são essas grandes multinacionais que subvertem os compromissos que assumem, aproveitando-se da lentidão e ineficiência da justiça e do poder negocial que lhes dá a dimensão para pagarem tarde e más horas e esmagarem as margens e a solvabilidade das empresas mais pequenas.
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