Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Os feriados e as férias e as ausências

Não estranheis mas este blog não vai estar assim muito activo na próxima semana, quando se andarem para aí a comemorar os dias de Portugal, de Camões, das Comunidades e de Santo António de Lisboa.

Na verdade o blog vai estar completamente morto, mas depois promete fazer aquele truque do JC e voltar numa manhã soalheira.

Se entretanto não tiverdes mesmo mais nada que fazer do que vir para aqui cirandar, sempre vos podéis entreter a contar as sílabas métricas destas estrofes que vos deixo, ou a a ler, simplesmente, para saberdes, da próxima vez que aludais ao personagem em causa, do que estais a falar:

 

Canto IV – Episódio O Velho do Restelo

90

"Qual vai dizendo: —" Ó filho, a quem eu tinha
Só para refrigério, e doce amparo
Desta cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Por que me deixas, mísera e mesquinha?
Por que de mim te vás, ó filho caro,
A fazer o funéreo enterramento,
Onde sejas de peixes mantimento!" —

91

"Qual em cabelo: —"Ó doce e amado esposo,
Sem quem não quis Amor que viver possa,
Por que is aventurar ao mar iroso
Essa vida que é minha, e não é vossa?
Como por um caminho duvidoso
Vos esquece a afeição tão doce nossa?
Nosso amor, nosso vão contentamento
Quereis que com as velas leve o vento?" —

92

"Nestas e outras palavras que diziam
De amor e de piedosa humanidade,
Os velhos e os meninos os seguiam,
Em quem menos esforço põe a idade.
Os montes de mais perto respondiam,
Quase movidos de alta piedade;
A branca areia as lágrimas banhavam,
Que em multidão com elas se igualavam.

93

"Nós outros sem a vista alevantarmos
Nem a mãe, nem a esposa, neste estado,
Por nos não magoarmos, ou mudarmos
Do propósito firme começado,
Determinei de assim nos embarcarmos
Sem o despedimento costumado,
Que, posto que é de amor usança boa,
A quem se aparta, ou fica, mais magoa.

94

(O Velho do Restelo)
"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95

—"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

96

— "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

97

—"A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

98

— "Mas ó tu, geração daquele insano,
Cujo pecado e desobediência,
Não somente do reino soberano
Te pôs neste desterro e triste ausência,
Mas inda doutro estado mais que humano
Da quieta e da simples inocência,
Idade d'ouro, tanto te privou,
Que na de ferro e d'armas te deitou:

99

— "Já que nesta gostosa vaidade
Tanto enlevas a leve fantasia,
Já que à bruta crueza e feridade
Puseste nome esforço e valentia,
Já que prezas em tanta quantidades
O desprezo da vida, que devia
De ser sempre estimada, pois que já
Temeu tanto perdê-la quem a dá:

100

— "Não tens junto contigo o Ismaelita,
Com quem sempre terás guerras sobejas?
Não segue ele do Arábio a lei maldita,
Se tu pela de Cristo só pelejas?
Não tem cidades mil, terra infinita,
Se terras e riqueza mais desejas?
Não é ele por armas esforçado,
Se queres por vitórias ser louvado?

101

— "Deixas criar às portas o inimigo,
Por ires buscar outro de tão longe,
Por quem se despovoe o Reino antigo,
Se enfraqueça e se vá deitando a longe?
Buscas o incerto e incógnito perigo
Por que a fama te exalte e te lisonge,
Chamando-te senhor, com larga cópia,
Da Índia, Pérsia, Arábia e de Etiópia?

102

— "Ó maldito o primeiro que no mundo
Nas ondas velas pôs em seco lenho,
Dino da eterna pena do profundo,
Se é justa a justa lei, que sigo e tenho!
Nunca juízo algum alto e profundo,
Nem cítara sonora, ou vivo engenho,
Te dê por isso fama nem memória,
Mas contigo se acabe o nome e glória.

103

— "Trouxe o filho de Jápeto do Céu
O fogo que ajuntou ao peito humano,
Fogo que o mundo em armas acendeu
Em mortes, em desonras (grande engano).
Quanto melhor nos fora, Prometeu,
E quanto para o mundo menos dano,
Que a tua estátua ilustre não tivera
Fogo de altos desejos, que a movera!

104

— "Não cometera o moço miserando
O carro alto do pai, nem o ar vazio
O grande Arquiteto co'o filho, dando
Um, nome ao mar, e o outro, fama ao rio.
Nenhum cometimento alto e nefando,
Por fogo, ferro, água, calma e frio,
Deixa intentado a humana geração.
Mísera sorte, estranha condição!" —

 

in "Os Lusíadas", Luís Vaz de Camões

 

Pronto. Dividam tudo em métrica clássica e métrica medieval e depois mandem para o meu e-mail.

Ou digam lá se não é afinal sábio o Velho, cuja má fama (desinformada) de retrógrado foi espalhada pela ignorância e pelo pedantismo político.

Buraco tapado por Citadina às 17:19
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Marcha LGBT Lisboa 2008

Já está marcada e tem um slogan a ironizar uma nova moda dos políticos: a de empregar o termo "fracturante" quando não lhes interessa discutir um determinado assunto.

O blog da Marcha, aqui.

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Buraco tapado por Citadina às 12:47
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Lesboa VIII: o bom, o mau e o cómico

O bom: a música. Nunca esteve tão boa, que eu me lembre. Acertaram em cheio, cá para os meus gostos, parabéns!

O mau: as casas de banho químicas. Ou deveria dizer as casas de banho radioactivas? O que é aquilo, minha gente?! Antes a mata que tal sorte, a sério, sempre é mais arejada e até estava um luar inspirador. De resto não houve nada verdadeiramente mau, pelo menos para quem tenha sentido de humor.

O cómico: aqui a lista é extensa. Entrava-se desde logo para um picadeiro imenso e subaproveitado mas isso, tenho a certeza, deveu-se a problemas de agenda dos foliões de Pamplona que ainda estariam a recuperar das largadas de touros deste ano, mas o lugar tinha potencial para correrias bem velozes na tentativa de salvar a vida.

Quanto a actividades mais íntimas, como é óbvio faltaram uns arbustos. Com um frio assinalável e um descampado daqueles aposto que ninguém conseguiu encontrar um lugar suficientemente acolhedor dentro do recinto para ser apanhado com a boca na botija, o que retira sempre uma certa emoção a estas reuniões. E assunto para falar no dia seguinte, como é?!

A barraca transparente poupava na sinaléctica, via-se perfeitamente da Praça do Comércio que a festa era ali. Aliás, caso um cigarro tivesse acidentalmente entrado em contacto com alguma das "paredes", tenho a certeza que se veria muito bem do Cabo Espichel, numa alegre antecipação das fogueiras de S. João e Deus sabe como tinha sabido bem algum calorzinho naquela noite fria.

Algum parolo com necessidades extremas de atenção foi de limousine branca de dez metros alugada, mas ainda bem porque nestes sítios é sempre bom ter alguém com quem gozar e é muito útil como assunto para meter conversa com desconhecidos, para quebrar o gelo, encetar engates e essas coisas. Um verdadeiro serviço público.

Os tapetes que pediram emprestados ao Circo Cardinalli foram muito úteis como "lama free zone" para as parvas que resolveram levar sapatos bons em geral e saltos altos em particular.

Em suma: diverti-me muito. Foi, de facto, a Lesboa mais cómica jamais organizada. O que prova que é quando a organização mais se esforça por não ser levada a sério que melhor consegue divertir o público da festa. É uma estratégia de sucesso tão legítima como outra qualquer, minha gente!

 

(Foto roubada aqui).

Buraco tapado por Citadina às 16:23
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Lesboa: após a consagração, que fazeis pela manutenção?



Estamos em mês de Lesboa Party. Para a VIII edição, a Entre Vírgulas, empresa organizadora do evento, escolheu o cartaz em cima reproduzido.

Não obstante existir uma espécie de ligação emocional generalizada ao Pavilhão de Exposições do Instituto Superior de Agronomia, acho positivo que a organização experimente novos espaços. Umas vezes sai-se melhor, outras pior, mas quand même, é bom e pedagógico variar. Desta vez propõe-se um espaço ultra avant-garde em conceito, mas que deixa algumas questões no ar sobre como responderá em termos de funcionalidade e conforto. A organização ainda não divulgou se haverá multibanco, quantas casas de banho estarão disponíveis e quantos bares, se haverá snacks à venda e se se acomodarão zonas sentadas suficientes, items que constituem os habituais calcanhares de Aquiles das edições anteriores. Esperemos para ver.

O elenco está a ser dissecado no blog da Lesboa, obviamente para promover uma escolha de ilustres desconhecidos, por muito que a organização o negue. No entanto, verdade seja dita, os "cabeças de cartaz" nunca foram um elemento determinante na afluência do público. As pessoas vão à Lesboa pelo conceito e não para ver o espectáculo de música ao vivo que vem por acréscimo na compra do bilhete. Nesse capítulo, já houve edições em que nomes sonantes foram uma estrondosa desilusão e já houve outras em que desconhecidos levaram o público ao rubro (não foi o caso da última edição, em Monsanto, onde uma banda brasileira fez esperar e desesperar até às 4 da manhã para se limitar a desiludir numa actuação medíocre e que, depois de tanta espera ansiosa, pareceu durar uns meros 10 minutos). De qualquer modo, se por um lado a animação é essencial num evento deste tipo, por outro as escolhas não têm sido determinantes nem aglutinadoras. Ou seja: se a organização pretende capitalizar a adesão por essa via, terá de fazer (bem) melhor.

A confiar nos números divulgados pela Entre Vírgulas (e eles lá devem saber quantos bilhetes vendem e quantas pessoas "carimbam" à entrada), os níveis de frequência, grosso modo, têm sido os seguintes:

Lesboa I (30 de Setembro de 2006, Gare Marítima de Alcântara): 1500 pessoas (eram esperadas 800);
Lesboa II (2 de dezmbro de 2006, Pavilhão de Exposições do ISA): 1200 pessoas;
Lesboa III (17 de Fevereiro de 2007, edição de Carnaval, Pavilhão de Exposições do ISA): 1700 pessoas;
Lesboa IV (5 de Maio de 2007, Armazém C2, Docas de Alcântara): 1600 pessoas;
Lesboa V (30 de Junho de 2007, Quinta Pau de Bandeira, Pragal, Almada):  900 pessoas;
Lesboa VI (28 de Setembro de 2007, comemoração do 1º aniversário da Lesboa, Pavilhão de Exposições do ISA): 1600 pessoas;
Lesboa VII (4 de Fevereiro de 2008, edição de Carnaval, Quinta de Casal de Paulos, Monsanto): 1100 pessoas.

Daqui podem tirar-se algumas ilações e reflexões:

Logo desde a primeira edição se constatou que há um espaço a explorar ao nível dos eventos (não políticos) dirigidos à comunidade lgbt em geral e às lésbicas em particular. Este aspecto é importante porque até dentro da comunidade lgbt as mulheres parecem estar remetidas para segundo plano em termos de opções (ou falta delas) sociais de lazer e convívio. Nesse aspecto, o nome do evento é dos mais bem conseguidos em várias décadas, a nível nacional e internacional.

Com a segunda edição veio a desmistificação do receio de "fenómeno isolado" e a consagração como evento de referência na comunidade lgbt. A Lesboa Party é, hoje me dia, a festa lgbt da cidade, sendo que este é um "trono" que traz responsabilidades.

A Lesboa conseguiu afirmar-se como um dos melhores (se não o melhor) programas de Carnaval na cidade de Lisboa, já com duas edições bem sucedidas (Lesboa III e Lesboa VII), ocupando hoje um espaço considerável nesse nicho que pelos vistos tem mercado para além dos tradicionais desfiles.

Lesboa Parties fora de Lisboa, como foi a edição V, em Almada, não parecem cativar a adesão do público. Eu pessoalmente não percebo porquê, até porque neste caso específico me constou que o local foi muito bem escolhido do ponto de vista da beleza, comodidade e adequação ao evento. Mas enfim, como anteriormente referi, há os factores emocionais a considerar e aqui terão sido eles a criar uma certa rejeição à ideia. Outro factor que pode ter vaticinado a menor frequência de sempre terá sido a (péssima) escolha da data, que coincidiu com o Europride 2007 em Madrid, provocando uma lamentável (e evitável) dispersão do público-alvo.

Sendo assim e no que toca à oitava edição, será maximizador da afluência fazer a festa no meio de um fim de semana prolongado? É o que veremos. Eu tenho as minhas dúvidas, sendo que não estamos exactamente no Carnaval e especialmente levando em conta a avidez por sol e mar com que muita gente anda. Eu diria que a escolha desta data comporta um risco desnecessário. Este tipo de erro, a comprovar-se, não será o primeiro pelo que deixa de ser aceitável e pode sair muito caro a uma marca que custou tanto a construir e é tão importante no panorama lgbt da cidade de Lisboa e do país.

Na tag "eventos" deste blog poderão encontrar tudo o que eu disse em posts passados sobre a Lesboa Party.

Buraco tapado por Citadina às 10:58
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Monsanto LGBT - o Carnaval lisboeta é aqui


(clique na imagem para mais informações)

Buraco tapado por Citadina às 11:15
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Frustrações de fim de semana


O Kadhafi não se ter lembrado de se deslocar de camelo entre o Forte de S. Julião da Barra e o Parque das Nações. Circo por circo, tinha contribuido para a qualidade do ambiente e o animal ainda tinha feito amigos, na festa do Dakar.


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Buraco tapado por Cosmopolita às 18:12
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Coisas que me tenho esquecido de dizer #5

Se não querem ditadores, ou mesmo só gente com uma noção, vá, pouco ortodoxa de democracia, se não querem personalidades que praticam ou fecham os olhos às mais ignóbeis violações dos direitos humanos, se não querem corruptos na Cimeira UE-UA, sugiro que não se convide nenhum chefe de Estado africano. Aliás, sugiro que não se convide mesmo ninguém. Assim é garantido.

Buraco tapado por Citadina às 17:29
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Coisas que me tenho esquecido de dizer #3

A minha esperança num Mundo melhor está, por estes dias, centrada em Bali.
 
Buraco tapado por Citadina às 17:04
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Mais uma grande festa




Esteve em grande a comemoração do 1º aniversário da Lesboa Party, no local que provavelmente reúne mais consenso, o esplêndido Pavilhão de Exposições do Instituto Superior de Agronomia, decorado para o efeito com simplicidade - como convém, uma vez que o espaço vale por si só e não precisa de grandes atavios - e alguma graça.

A música esteve geralmente boa, primeiro oferecida pela banda Boogie Nights a quem terá sido encomendado um alinhamento musical especialmente orientado para os gostos do público alvo, que resultou numa selecção bem conseguida no propósito de aquecer e animar as hostes, e numa segunda fase pelos DJ's de serviço, que fizeram, na minha opinião, uma boa gestão do alinhamento e dos timmings, optando por ir ao encontro da geração mais madura numa primeira instância, deixando os ritmos mais techno para o fim da noite.

Nos bares, a confusão habitual - porquê insistir em só dois?! - gerou necessariamente bebidas mal servidas e falta de higiene. Nem um paninho à vista, nem sequer um cuidado mínimo aceitável na limpeza dos balcões, bancadas, chão, e restantes zonas dos e adjacentes aos bares. Os barmen e barmaids   - saltava à vista - não eram profissionais na sua maioria.

Uma indicação visível dos acessos - já dentro da Tapada da Ajuda - também faltou, aliás como sempre, à excepção da primeira vez em que a festa se realizou naquele local. Lá andei eu a recolher silhuetas na noite perdidas no labirinto e a dar-lhes boleia lá para cima.

Não utilizei a casa de banho, não porque não precisasse, mas porque me disseram que a fila era quilométrica!! Sei que este problema é difícil de resolver e que o WC portátil para trolha também não é a alternativa mais glamorosa, mas é óbvio que as instalações existentes são manifestamente insuficientes para mais de 1000 pessoas! Vá lá, organização, utilizem a vossa criatividade para resolver este problema (sem ser ir cagar à mata).

Numa apreciação geral, tratou-se de mais um evento de sucesso. É sabido que a mera repetição sem reforço na qualidade e na inovação não é garante de continuidade e que o verdadeiro desafio não é oferecer mais do mesmo até à exaustão do conceito, mas sim renová-lo de forma cativante, sem nunca desiludir o público específico que aderiu, deu visibilidade e ajudou a construir isto que é a Lesboa Party. A Lesboa veio para ficar! Parabéns e muitos anos de vida!


Buraco tapado por Citadina às 16:32
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Suponho que não seja mesmo possível...

Adiar isto uma semaninha?...

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Buraco tapado por Citadina às 10:28
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Espectacular!!!

A melhor de sempre! Esta edição especial de Carnaval foi simplesmente fantástica!!! Começa de facto a ser uma instituição incontornável no panorama LGBT lisboeta e mesmo português! Palmas para a organização! Continuem a melhorar, como têm feito até aqui. Sim, porque ainda (e sempre!) se pode melhorar!

De que é que eu estou a falar? Da Lesboa Party III, pois claro!!

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Buraco tapado por Citadina às 18:17
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Uma questão de perspectiva #2

O jornal gratuito Metro anuncia na sua edição de hoje, referindo-se à Lesboa Party de amanhã, que o "Instituto Superior de Agronomia recebe festa gay friendly" (se não é exactamente isto, o essencial está aqui).

De facto, é óbvio (também) por aí que as mentalidades ainda não estão preparadas para assimilar a seguinte realidade: isto não é tudo vosso! A Lesboa Party não é "gay friendly"; é uma festa LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgender) que é hetero friendly. Entenderam a "subtil" diferença? Então agora vão lá e divirtam-se.

Buraco tapado por Citadina às 10:22
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Não há duas sem três

Toda a informação aqui.

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Buraco tapado por Citadina às 14:03
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