Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Eu ontem fui para a cama assim *

 

 

Bom, na verdade foi mais assim:

 

 

(* O título é uma variação de)

Buraco tapado por Citadina às 11:35
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Gostar de mulheres

Parque da Bela Vista, Lisboa, 14-09-2008

Buraco tapado por Citadina às 16:45
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Decisions, decisions

Tenho de me decidir de uma vez por todas se vou virgem ou não para o concerto da Madonna. Por um lado irrita-me um bocado que adolescentes histéricas ousem olhar-me com ar de nojo por eu não saber de cor as letras todas, nem quem é o não sei quantos timberland. Por outro, e visto que em breve vou ingressar num curso de ioga, perdão, Yôga, para principiantes, estou tentada a considerar a hipótese de existir uma razão metafísica para eu andar há dois meses a tentar comprar o último CD dela e até agora não me ter sequer conseguido aproximar de uma discoteca.

Se calhar vou morrer durante o concerto e é por isso que não vale a pena a despesa. Ou então, não conhecendo uma única composição do alinhamento Pegajoso e Doce, à excepção, talvez, de Borderline, vou poder apreciá-lo como ninguém. Se calhar vou-me chatear de morte e andar à porrada com um janado de Canal Caveira que me tente surripiar uma nota de vinte do bolso de trás. Se calhar a minha mulher vai começar por descompor o grupo de Canal Caveira e a meio do concerto já serão amigos para sempre e o tal janado estará com ela às cavalitas a pular como um doido.

Enfim, não sei. Se compre, se não compre, se ouça, se não ouça.

Buraco tapado por Citadina às 12:29
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Eu esta semana vou acordar sempre assim

Apaixonada por Léo Ferré desde que, em pequena, o ouvi cantar (Louis) Aragon, consegui escolher estes videos, de entre muitos outros que teria postado. Oiçam-no que vale a pena.

 

Les anarchistes

 

La solitude

 

Tu ne dis jamais rien

 

E a propósito, ou talvez não, deixo-vos um poema magnífico de Reinaldo Ferreira:

 

A que morreu às portas de Madrid,
Com uma praga na boca
E a espingarda na mão,
Teve a sorte que quis,
Teve o fim que escolheu.
Nunca, passiva e aterrada, ela rezou.
E antes de flor, foi, como tantas, pomo.
Ninguém a virgindade lhe roubou
Depois de um saque - antes a deu
A quem lha desejou,
Na lama dum reduto,
Sem náusea mas sem cio,
Sob a manta comum,
A pretexto do frio.
Não quis na retaguarda aligeirar,
Entre «champagne», aos generais senis,
As horas de lazer.
Não quis, activa e boa, tricotar
Agasalhos pueris,
No sossego dum lar.
Não sonhou minorar,
Num heroísmo branco,
De bicho de hospital,
A aflição dos aflitos.

 

Uma noite, às portas de Madrid,
Com uma praga na boca
E a espingarda na mão,
À hora tal, atacou e morreu.

 

Teve a sorte que quis.
Teve o fim que escolheu.

 

In: Um Vôo Cego a Nada, 1960.

 

Buraco tapado por Cosmopolita às 11:32
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Eu hoje acordei assim*: revivalista

Decidi, a partir de hoje, postar algumas canções que marcaram a minha vida. As interpretações nem sempre correspondem aos cantores originais, mas sim àquelas que mais gostei de ouvir.

Começo por uma das minhas cantoras francesas favoritas, Barbara.

"Ma plus belle histoire d'amour":

 

(nada de gamar, os direitos de autor da primeira parte do título do post são da Bomba).

Buraco tapado por Cosmopolita às 14:45
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Janelas abertas

A propósito de felicidade e de r(a)lações afectivas, deixo-vos um video com uma canção da Maria Bethânia de que gosto particularmente. Como diz Gabriel Garcia Marques no  "Memórias das minhas putas": "Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco". Abram então as janelas!


 

Buraco tapado por Cosmopolita às 16:02
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Eis o que eu penso sobre o Natal:

No meio disto tudo, só os Monty Python me servem de consolo.





Ho Ho Fucking Ho Lyrics

(Bem lembrado pelo 8 e Coisa, 9 e Tal).

Buraco tapado por Citadina às 11:29
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Voltaram os céus de Londres

Jamie Cullum - London Skies
in: Catching Tales, Setembro 2005.



Paint a picture,
Clear cut and pale on a cold winter's day,
Shapes and cool light wander the streets like an army of strays,
On a cold winters day.

Will you let me romanticize,
The beauty in our London Skies,
You know the sunlight always shines,
Behind the clouds of London Skies.

Patient moments chill to the bone under infinite greys,
Vision hindered mist settling low like a ghostly ballet,
On a cold winter's day.

Will you let me romanticize,
The beauty in our London Skies,
You know the sunlight always shines,
Behind the clouds of London Skies.

Nothing is certain except everything you know can change,
you worship the sun but now,
can you fall for the rain...

Will you let me romanticize,
The beauty in our London Skies,
You know the sunlight always shines,
Behind the clouds of London Skies.

Tags: ,
Buraco tapado por Citadina às 12:53
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Caetano Veloso no Coliseu de Lisboa

No meio de tanto glamour quase deixava passar um dos momentos mais altos do meu Sábado.

Caetano no Coliseu de Lisboa, no seu melhor - atenção, eu não disse no seu mais clássico - explicando que, segundo o seu amigo Jorge Mautner, dizer "odeio você" é a forma mais profunda de se dizer "eu amo você".

Especialmente apropriado na sequência do post anterior e da complexidade das palavras, do discurso e da mensagem.

 

Odeio
Composição: Caetano Veloso

veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmim
veio enfim o e-mail de alguém

veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mim
o mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém

veio e não veio quem eu desejaria
se dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

 

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Buraco tapado por Citadina às 22:39
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Discos pedidos

Numa produção conjunta com o Tempus Blogandi, fica aqui um pedido especial (a que tenho todo o prazer em atender anytime, mediante compensação adequada, claro) na voz e performance fantástica da Mylène Farmer.

Deliciem-se!
 

 

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez me convoiter, me désirer, me captiver
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Mais ne soyez pas comme tous les hommes, trop pressés.
Et d'abord, le regard
Tout le temps du prélude
Ne doit pas être rude, ni hagard
Dévorez-moi des yeux
Mais avec retenue
Pour que je m'habitue, peu à peu...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez m'hypnotiser, m'envelopper, me capturer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Avec délicatesse, en souplesse, et doigté
Choisissez bien les mots
Dirigez bien vos gestes
Ni trop lents, ni trop lestes, sur ma peau
Voilà, ça y est, je suis
Frémissante et offerte
De votre main experte, allez-y...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Maintenant tout de suite, allez vite
Sachez me posséder, me consommer, me consumer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Conduisez-vous en homme
Soyez l'homme... Agissez!
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Et vous... déshabillez-vous

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Buraco tapado por Citadina às 22:53
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Days of the blues

Buraco tapado por Citadina às 12:20
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

Que a memória nunca morra

Zeca Afonso escreveu esta canção em honra ao pintor e escultor José Dias Coelho, assassinado a tiro pela PIDE em 1961, numa rua de Alcântara, em Lisboa, que tem hoje o seu nome.
Cantou-a pela primeira vez num concerto que deu na Galiza, em 1972. É bom não esquecer que há 33 anos, a morte em Portugal ainda era assim:
 
 
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
 
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
 
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
 
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
 
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
 
À lei assassina, a morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
 
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
 
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação.
Buraco tapado por Citadina às 14:17
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

Fado Lisboa

Porque não há pachorra para essa cena da Páscoa, e por outras razões que não são da vossa estimada conta, este fim de semana embrenhei-me em Alfama, para duas noites de fado. Há coisas nesta cidade que nem se sabe que existem. Vidas. Gente que passou por tudo menos por facilidades. Gente que canta e serve às mesas. Gente que ama o fado porque se não amasse não o cantaria assim. Provavelmente não cantaria de todo. Gente com os transtornos no rosto, gente marcada na face pelo passar do desespero. Gente que ainda assim sorri. Que ainda assim te sorri, a ti que nem te conhece, um sorriso exausto mas sincero. Gente que não renega a única herança que lhe coube: o Fado. Gente que não se vê de dia, porque se movem como fantasmas.
 
Vê-te. Essa gente vê a tua alma sem roupa, traça-te um perfil em segundos e a sina secretamente. Com toda a probabilidade enganam-se. Mas essa história assim nascida fica indelével em ti, fica-te associada e é como te identificarão nas suas rasgadas memórias. Decerto adaptam-te as feições à meia luz, numa pincelada impressionista, e se te virem ao sol, nunca imaginarão que és tu. O teu corpo não interessa, o que lá deixaste é deles.
Esquecem-te, vivem contigo uma noite e esquecem-te, esquecem tudo, todos, noite após noite, todos os rostos diferentes, todos iguais.
Muito tempo depois, quando já ninguém, nem tu, se lembrar de nada, contarão esse teu esboço biográfico, quem sabe num fado, onde no entanto não te reconhecerás.

E assim se constrói a história de uma cidade.

Buraco tapado por Citadina às 12:19
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Domingo, 31 de Dezembro de 2006

Next Year Baby

Jamie Cullum já cantou "Dindi" de Tom Jobim, já dançou ao som dos batuques do carnaval brasileiro, já interpretou "Ta Douleur" de Camille Dalmais, "Rocket Man" de Elton John, "Don't Cha" das Pussycat Dolls, "Lover, You Should’ve Come Over" de Jeff Buckley , clássicos como "My Funny Valentine", "I’ve Got You Under My Skin" e "I Could Have Danced All Night", tudo isto nos seus espectáculos ao vivo e no seu estilo único e irresistível, domando magistralmente um piano ou uma guitarra, acompanhado por uma banda que lhe serve como uma luva.
 
Como se não bastasse, é também um compositor "jazzístico" fora de série e um letrista bafejado por uma inspiração genial.
 
Aqui ficam, nas suas palavras, algumas resoluções para o próximo ano.
 
Next Year Baby
 
Next year , things are gonna change
Gonna drink less beer , and start all over again
Gonna read more books , gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook , spend less money on shoes
I’ll pay my bills on time , and file my mail away , everyday
Only drink the finest wine , and call my Gran every Sunday
 
Resolutions , baby they come and go
Will I do any of these things ? The answers probably no
If there’s one thing I must do, despite my greatest fears
I’m gonna say to you , how I felt all of these years
Next Year
Next Year
 
I’m gonna tell you how I feel
I‘m gonna tell you how I feel
 
Resolutions , baby they come and go
Will I do any of these things ? The answers probably no
If there’s one thing I must do, despite my greatest fears
I’m gonna say to you , how I felt all of these years
Next Year
Next Year
 
In: Twentysomething, Outubro 2003.
Buraco tapado por Citadina às 13:25
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Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

I Get A Kick Out of You

A minha irmã apresentou-me há uns tempos a este rapaz. Desde então já tive oportunidade de o ver e ouvir ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Uma experiência inesquecível. Um must na minha colecção e um prazer na minha vida. Thank you, Jamie!

Ao vivo no Blenheim Palace, U.K. (clique aqui para ver o vídeo no You Tube).


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Buraco tapado por Citadina às 15:05
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