Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Coisas que me tenho esquecido de dizer #5

Se não querem ditadores, ou mesmo só gente com uma noção, vá, pouco ortodoxa de democracia, se não querem personalidades que praticam ou fecham os olhos às mais ignóbeis violações dos direitos humanos, se não querem corruptos na Cimeira UE-UA, sugiro que não se convide nenhum chefe de Estado africano. Aliás, sugiro que não se convide mesmo ninguém. Assim é garantido.

Buraco tapado por Citadina às 17:29
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Coisas que me tenho esquecido de dizer #1

Afinal o que existe na Venezuela não é bem um regime ditatorial, pois não?
A mim não me parece, não sei de nenhum que permita eleições livres, referendos, derrotas políticas do "ditador", as pessoas todas a falar livremente nas ruas, e essas coisas que se vêem por lá...

Buraco tapado por Citadina às 13:53
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Free Burma!

Free Burma!

Vale a pena ler a biografia desta líder da Liga Nacional para a Democracia que, apesar de ter vencido as últimas eleições legislativas realizadas em 1990, não só nunca pode assumir o poder, pelo facto de os resultados destas não terem sido aceites pela junta militar no poder (juntas militares têm governado ininterruptamente desde 1962), como tem estado em prisão domiciliária durante a maior parte dos últimos 17 anos. Foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz em 1991.
 
Buraco tapado por Cosmopolita às 16:10
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Mas que falta de lembrança, ó Zé!

Já que lá foi discutir outras importantes questões, porque é que José Sócrates, na qualidade de Presidente do Conselho Europeu, não aproveitou para discutir também a questão do Protocolo de Quioto directamente com George W. Bush que, como se sabe, é uma das pessoas mais, digamos, distraídas, do mundo no que toca a problemas ambientais? Para quê deixar para depois o que podemos fazer logo?

Buraco tapado por Citadina às 12:34
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

A liberdade de expressão nos EUA, país líder da democracia

"Bem prega Frei Tomás (aos outros, claro!), faz como ele diz, não faças como ele faz", bem poderia ser o título deste e de outros vídeos sobre a política interna e externa dos EUA.



Buraco tapado por Cosmopolita às 14:22
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Sócrates disputa 1º lugar com Bush...

... no campeonato das calinadas.
E está claramente em vantagem, uma vez que a comunicação entre os dois tem sido feita em inglês. É o que dá enviar os exames por fax. Alegadamente.
E é o que dá não se exprimir na sua própria língua, falada por mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo.
Neste vídeo, Sócrates agradece, no seu inglês macarrónico, ter tido a oportunidade de discutir com Bush a delicada questão do Médio Ocidente. "Middle West". A sério.


Via Zero de Conduta.

Buraco tapado por Citadina às 14:10
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

9/11

New York City will mark the event as it has for the past five anniversaries with a solemn ceremony punctuated by the reading of names of the 2,750 innocent people who died at the World Trade Center. (Reuters)

Os iraquianos, não querendo deixar de seguir tão comovente exemplo, estão ainda indecisos sobre que data escolher para começar a ler os nomes de todas as vítimas inocentes que já morreram na guerra injusta, ilegal e imoral que lhes arrasou o país nos últimos anos.
Já estão a organizar turnos e prevêem demorar cerca de três meses, se lerem ininterruptamente 24 horas por dia. Ou mais.

Buraco tapado por Citadina às 10:19
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Angola, Portugal e as cartas de condução

Ou: um regresso desejado, aqui.

Buraco tapado por Citadina às 12:54
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Times are a changin'

Em noite de Óscares da Academia, veio-me à memória esta fotografia que tirei em Hollywood Boulevard em Fevereiro de 2005.
 
 
Por essa mesma altura, George W. Bush tinha conseguido a sua reeleição para Presidente dos EUA, mais especificamente, no fim do ano de 2004.
Em resposta aos movimentos cívicos contra as políticas da Administração Bush que se multiplicavam em Hollywood, alguém (uma "organização de cidadãos") decide, provavelmente com o patrocínio da Casa Branca e/ou do Governo Estadual da Califórnia,  fazer esta "pequena provocação", que em minha opinião diz tudo sobre a prepotência, a arrogância e a mentalidade fascista de Bush.
Expondo desta forma nomes (e caras) que lutaram contra a sua reeleição, como Michael Moore, Whoopi Goldberg, Barbra Streisand, Sean Penn, entre outros, a questão política é transformada numa guerra pessoal e é transmitida uma mensagem que pretende ser intimidante: Still President. Thank you Hollywood."
Isto é de tão mau gosto que francamente só me lembra rituais medievais de caça às bruxas, de fogueiras em praça pública, de humilhação do inimigo no seu território. O princípio é o mesmo, a mentalidade é a mesma, os métodos é que são um bocadinho mais sofisticados. Mas já não se usa. A não ser por gente como Bush.
 
Dois anos depois, na 79ª edição dos Academy Awards, filmes e documentários como "Babel" e "Uma Verdade Inconveniente" estão distinguidos com nomeações e Ellen DeGeneres, cicerone da Cerimónia de Entrega das estatuetas douradas, faz constantes referências, logo na sua primeira intervenção, em tom irónico, mas não menos acutilante, às questões de descriminação de raça, credo e orientação sexual, assim como à questão das eleições viciadas, referindo-se especificamente à derrota de Al Gore na corrida à Casa Branca aquando da primeira "eleição" de George W. Bush. E porquê? Porque estas referências estão em todo o lado. São incontornáveis. Estão nos filmes, na Academia, nas ruas, nas mentes dos americanos. Cada vez mais, e mais fortes.

Parece que o obscurantismo patente em propagandas como aquela do cartaz já não podem vingar, e se começa a vislumbrar um novo ciclo. "The Times They Are A Changin '".


Buraco tapado por Citadina às 14:17
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

Um Conto de Natal (ficção ou realidade?)

Luanda, 8 de Dezembro de 2006
 
Hoje foi-me concedida uma audiência com o Chefe dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras de Angola.
Expus-lhe os factos: trabalho como consultor independente para um dos ministérios deste país há 18 meses.
 
Abrir parêntesis: sou um técnico altamente qualificado, mas o meu país aparentemente não precisa de mim. Durante uma vida inteira, sempre que tive de trabalhar – ou seja, basta dizer “sempre” – fui obrigado a expatriar-me. Já muitos países precisaram de mim. Estou a falar de mais de dez, em vários continentes. Mas o meu não, pelos vistos. Fechar parêntesis, continuando com os factos.
 
Há 18 meses mandaram dizer que em Angola precisavam de mim – e eu precisava do trabalho - e portanto mandaram-me vir, que se ia tratando das formalidades, que era urgente começar, que contavam comigo.
Mas só há nove meses é que me foram facultados pela minha entidade empregadora os documentos necessários para submeter um pedido de visto de trabalho . Antes disso (bom, na verdade, até hoje) era obrigado a sair de Angola de três em três meses, que é a duração de um visto ordinário. E para poder voltar ao meu posto de trabalho, por vezes esperei dois meses até que me fosse concedido novo visto.
 
Abrir novos parêntesis: Nesses tempos de espera não ganhava (ganho) dinheiro nenhum, mas as propinas dos meus filhos, a prestação da minha casa, do carro, as contas da luz, da água, do gás, do telefone, continuavam (continuam) inexoravelmente a chegar. Fechar.
 
Há um mês, fui informado que o meu visto de trabalho estava pronto, mas que só o Consulado angolano em Portugal é que mo podia dar, e só a mim, claro, “ao próprio”.
Viajei para Portugal. Gastei uma pipa de massa na passagem aérea para chegar a Portugal e me dizerem que tinha havido um engano qualquer, que não tinham visto nenhum para me dar, que aliás nem sabem onde pára o meu processo, que vão procurar...
 
Perdi mais um mês – sem ganhar dinheiro – à espera que me dessem mais um visto ordinário, para poder voltar a ir trabalhar para Angola, para tão longe dos meus filhos!
 
Parêntesis: será que já referi que mal vi os meus filhos crescerem? Não tive essa oportunidade. Sempre trabalhei em sítios nada aconselháveis para crianças. Cenários de guerra, pós-guerra, etc.... Fechar.
 
Que gostaria de saber onde pára o meu processo de pedido de visto de trabalho, e em que estado se encontra.
 
Após um longo silêncio que pretendia ser intimidante , foi-me dito sumariamente que o que eu devia ter feito era ter aguardado em Portugal que se desenrolasse todo este processo, que já se sabe que estas coisas demoram, e que eu estou ilegal em Angola. (!!!!)
Que o processo deve andar por uma das instituições envolvidas, Ministério do Trabalho, Ministério da Administração Interna, enfim, um deles.
Que tenho de ter paciência, aguardar.
 
Parêntesis: estou aqui para, entre outras coisas, formar quadros locais em áreas estratégicas para Angola. No entanto, sou olhado com desconfiança e desprezo pelos locais, porque estou a “levar” o dinheiro que é deles! É assim que vêem a questão: este tuga de merda não está aqui a transmitir conhecimentos que eles não têm, a contribuir para o desenvolvimento do país deles. Está a roubar o dinheiro “deles”, dinheiro esse que provém de donativos, subsídios, empréstimos a fundo perdido, investimentos, o que quiserem, estrangeiros!
 
Não posso ir a casa no Natal. Já perdi demasiado tempo em Portugal. O banco não se esquece de mim. Trata-me muito bem quando estou aqui, a fazer transferências para a conta daí, mas muito mal quando estou aí, e se me acaba o plafond , e as prestações caiem...no vazio.
 
Mais um Natal sem os meus filhos. Será que algum dia eles compreenderão?
Buraco tapado por Citadina às 19:31
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